<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287</id><updated>2011-12-19T09:41:04.421-08:00</updated><category term='capitalismo'/><category term='sentido'/><category term='Marx'/><category term='julia frate bolliger'/><category term='web'/><category term='jornalismo'/><category term='pombo'/><category term='Brasil'/><category term='michel'/><category term='paulo'/><category term='mídia'/><category term='fmi'/><category term='Fuvest'/><category term='informação'/><category term='odisseia'/><category term='crises econômicas'/><category term='Estado'/><category term='Lula'/><category term='comunicação'/><category term='mercado financeiro'/><category term='internet'/><category term='geração'/><category term='robert kurz'/><category term='multinacional'/><category term='gondry'/><category term='filme'/><category term='economia global'/><category term='olga'/><category term='Kurz'/><category term='perdeores globais'/><category term='USP'/><category term='memória'/><category term='MTV'/><category term='Blogosfera'/><category term='jornalismo online'/><category term='exploração'/><category term='kubrick'/><category term='0500433'/><category term='teoria do prazer e do sofrimento'/><category term='hipertexto'/><category term='Educação'/><category term='crises humanas'/><category term='aftimus'/><category term='grande depressão'/><category term='Perdedores globais'/><category term='economia'/><category term='keynes'/><category term='enciclopédia'/><category term='serra'/><category term='globalização'/><category term='Crise'/><category term='Vestibular'/><category term='Ensino Superior'/><category term='Filosofia'/><category term='PAC'/><category term='capitalismo;globalização'/><title type='text'>O mundo de prometeu</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>novas tecnologias da comunicação</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15441065019133867123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>317</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6774745370471736717</id><published>2009-12-20T23:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T23:12:32.144-08:00</updated><title type='text'>“O Google é meu Pastor, nada me faltará”</title><content type='html'>Quem tem mais de vinte anos certamente lembra dos temíveis trabalhos manuscritos na folha de almaço. Normalmente complexos, exigiam que o estudante fizesse um bom trabalho de pesquisa. Aqueles que não contavam com a evolução proposta pela enciclopédia Barsa em sua estante, recorriam aos Centros Culturais, para não ficar para trás. Este esforço representava em muitos casos um sufoco, especialmente por dois motivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O primeiro diz respeito ao trabalho em si, já que, em muitos casos não era permitido levar o livro para casa e nem tirar cópia das páginas que interessavam. A alternativa era escrever o que fosse preciso no próprio local. O segundo ponto é que nas bibliotecas havia – como ainda há - pessoas que estão ali para dar suporte, ajudar a encontrar os livros. Só haviam esquecido de avisar isto a muitos destes bibliotecários. Era uma má vontade de dar raiva.Tudo isto tinha um lado positivo. De alguma forma se assimilava a informação contida nos trabalhos, porque para copiar (obviamente) era necessário ler. E há uma maior autonomia. O fato de alguns bibliotecários não cumprirem com suas tarefas fez com que muita gente aprendesse a andar e pegar nas prateleiras os livros que quer sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O tempo passou e hoje em dia com o advento e avanço da internet, está cada vez mais simples para os estudantes entregar seus trabalhos no prazo. É sobre a importância dada a internet que Olga Pombo fala no texto &gt;Atualmente é muito difícil pensar em alguém que viva em grandes cidades e não tenha acesso à internet, mesmo que seja através de lan houses. A informação rápida e a necessidade irrefreável de “se inserir”, interagir com os amigos é hoje, muito mais que um capricho, tornou-se uma ferramenta de grande utilidade não só no ambiente de trabalho, mas também na vida pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O Google é o maior representante de como a internet pode ser usada para o bem ou para o mal. Basta clicar para obter respostas, seja sobre assuntos banais, como receitas culinárias ou a respeito de coisas ruins, como torcidas organizadas de times de futebol combinando brigas, por exemplo. O grande problema deste sistema de busca, homenageado no Orkut com comunidades como “O Google é meu pastor, nada me faltará” é permitir que muitas coisas sejam feitas sem identificar as pessoas. O anonimato só alimenta a covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Que a internet é um enorme progresso não há dúvida, basta apenas um pouco mais de critérios. Só isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6774745370471736717?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6774745370471736717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-google-e-meu-pastor-nada-me-faltara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6774745370471736717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6774745370471736717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-google-e-meu-pastor-nada-me-faltara.html' title='“O Google é meu Pastor, nada me faltará”'/><author><name>Eligia Aquino Cesar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='13' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_x1HWy0fgyV0/TTM5q_ItsKI/AAAAAAAAACk/ZSYQ9fHJ_2o/S220/Anhembi%2B-%2BFesta%2BJunina.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1624699637870252737</id><published>2009-12-19T12:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T12:50:29.395-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gondry'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MTV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pombo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odisseia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aftimus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enciclopédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kubrick'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo'/><title type='text'>A Nova Enciclopédia</title><content type='html'>No embate entre a enciclopédia e o hipertexto, mais do que informação, formas de transmiti-la e capacidade de recebê-las, está a sociedade e as mudanças das quais é ao mesmo tempo causa e consequência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qual geração saber que Ag é o símbolo da prata na tabela periódica é realmente fundamental? Para esta e a que virá logo em seguida parece não fazer diferença. Se o hipertexto não existisse hoje, ainda assim esta geração não colocaria tal conhecimento na enciclopédia. Tabela periódica não; história da MTV, com certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, minha irmãzinha de 12 anos disse, ao comentar sobre quais músicas poderiam tocar no meu aniversário: “tem aquele outro ritmo também, como chama? Ah, MPB”. Chico Buarque, para ela, é só um nome que, de vez em quando, permeia as conversas de adultos. Eu fico triste e, da mesma forma que minha mãe suspirava ao ouvir de mim, quando eu tinha 12 anos, que “Belchior é uma chatice”, percebo a próxima geração mais vazia e... sem poesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tento olhar essas crianças “não informadas” mais de perto. Minha irmã nunca leu Shakespeare, mas, de tanta Hanna Montana e Jonas Brothers já tem um inglês fluente, com direito a gírias! Sabe apenas que uma vez, há muito tempo, existiu um cara chamado Marco Polo, mas, por outro lado, encontra os pontos mais impossíveis no mundo virtual em minutos. Ela pergunta se “o Pelé foi tudo isso mesmo”, mas é capaz de criar um jogo de videogame sobre futebol em uma semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o nosso ideal de uma pessoa “informada”, mas é o da próxima geração. Assim, para se discutir o quanto de sentido o hipertexto roubou da informação, é preciso entender que é exatamente essa “informação relevante” que gera esse tal de “conhecimento”. Em Enciclopédia e Hipertexto. O Projeto, Olga Pombo diz que “no hipertexto não há, pura e simplesmente, qualquer sistema de seletividade”. Discordo, há sim. O problema é que a seleção sendo feita, diariamente pelos internautas, não é aquela que nós temos como a mais sábia. Mesmo no argumento da autora, de que “trata-se de uma seletividade que só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do eu é mais importante, de dispositivos subjetivos de determinação das boas e das más informações”, revela-se a mesma questão de que é a falta de competências necessárias para se obter uma boa informação que torna o hipertexto “um meio de diversão, distração e esquecimento” (Paulo Serra, Informação e Sentido) e não um ambiente democrático e de infinitas possibilidades onde novas competências talvez comecem a substituir, em sua ideia do que é de fato importante, informações antes tidas como boas e que agora são... descartáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a forma como a informação é transmitida ou a sociedade que a recebe. O hipertexto substituiu a enciclopédia porque o Homem de antes também foi substituído. Podemos preferir o passado e até sentir certa pena por uma sociedade que se direciona para um caminho que não temos como o mais acertado. Mas não podemos julgar esses novos indivíduos (e a parte de nós que sucumbiu às novas tecnologias) a partir do que costumava ser importante. Com base em um conhecimento que também ficou... démodé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme Rebobine, por favor, do francês Michel Gondry (um diretor “sem memória”, como sua geração, e que veio do videoclipe), todas as fitas de uma locadora são desmagnetizadas e, para salvar o negócio, dois amigos refilmam tramas como Conduzindo Miss Daisy e 2001, uma Odisseia no Espaço, da maneira como eles lembram ser os filmes, e com recursos mais do que precários. O resultado, além de divertido, explica um pouco a questão do “descaso” pelo passado e da facilidade em substituir memórias. Um clássico do cinema, por muitos considerado uma obra-prima, é apreendido por dois “ignorantes” que de nada entendem de cinematografia, e transformado em outro filme, mais “fácil de entender” e divertido do que o original – e que lota a locadora de clientes. Um insulto a Kubrick ou uma forma de mantê-lo vivo para uma geração que nem de longe o percebe como gênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Serra, em Informação e Sentido, diz que tal abundância de informações oferecida pelos novos meios de comunicação resulta em “um querer saber não para saber mas para o ter sabido”. Pois é justamente o que muitos defendem como a “boa informação”, negligenciada pela massa sem capacidade para apreendê-la, que essa geração tem como um “saber só para ter sabido”. E cito outro exemplo, meu primo de 17 anos. Ele decidiu assistir a obra-prima de Kubrick, “de tanto falarem”. Dormiu na metade. E não porque lhe faltou competência para enxergar a “genialidade” do filme, mas porque, para a sua vida, sua rotina, para quem pretende ser, aquela obra não lhe diz nada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso, de modo algum, significa a queda do médium, para usar o termo de Paulo Serra. Literatos e imprensa podem ter perdido parte de sua importância e influência, mas, ao mesmo tempo, justamente por conta da abundância de informação, são necessários mediadores que digam o que vale ou não a pena ser absorvido. Evan Williams, cofundador e diretor geral do Twitter, ao lançar o site, disse: “jornalistas são os curadores de conteúdo, com o papel de separar o joio do trigo”. “A adoção relativamente arbitrária de um ponto de vista”, caraterística da enciclopédia, permanece no hipertexto. A diferença é que talvez um ponto de vista antes subjugado agora seja o dominante e que aqueles dispensados, ainda que menor, também têm espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-1624699637870252737?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/1624699637870252737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/nova-enciclopedia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1624699637870252737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1624699637870252737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/nova-enciclopedia.html' title='A Nova Enciclopédia'/><author><name>Paula Aftimus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12507824752216745418</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8544148869491935366</id><published>2009-12-16T11:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T11:08:09.566-08:00</updated><title type='text'>Quase tudo</title><content type='html'>No exercício diário de meu cargo de redator, constantemente preciso recorrer a materiais internos de onde trabalho. Não obstante, precisei fazer uma nota sobre o maestro Villa Lobos (não sei se o tempo já alterou a grafia do nome dele). Me surpreendo ao buscar por uma foto dele e encontrar dentro do banco de imagens da Folha de São Paulo uma imagem tirada por um fotógrafo da empresa datada da época em que o compositor ainda era vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este exemplo é um dos casos de migração de mídia que vem ocorrendo com o decorrer dos tempos. Do arquivo de papel para o digital, houve um ganho de agilidade e de espaço consideráveis. É algo similar à pessoa que grava cinco CDs antigos em um único DVD para não ter que lidar com várias mídias. Em menos de um ano, muitos farão o mesmo processo, só que com o Blu-ray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A digitalização de materiais jornalísticos dá uma falsa impressão sobre uma espécie de "teoria do tudo" informacional. No nível de apenas arquivado, o material não passa de dados, não chegam a constituir uma informação em si, embora estejam repletos delas em seus conteúdos. Categorizar este volume todo, além de gerar um nível muito maior de informações, pode causar um drama com a indexação das informações: o que é realmente relevante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo: Em uma busca por "Lula", Poderíamos organizar por data, mas o retorno seria imenso. Sem contar a ambiguação. Imagine cada termo ter que ser desambiguado? E a cada nova confusão, termos que refazer em tudo que foi publicado uma nova categorização? O trabalho seria enorme. O logaritmo usado pelo Google até hoje também não se mostra eficas ao todo. Se em uma matéria escrevermos "Lula, Lula, Lula, Lula, Lula, Lula, Lula, Lula..." ela terá mais importância que uma onde esteja escrito "O presidente Lula morreu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, cada área do conhecimento deva ter seu próprio mecanismo de indexação e características de "tagueamento" comuns a vários mecanismos. Mas a busca deve respeitar cada idiossincrasia. E estas peculiaridades, esta "epistemologia diária" muda constantemente. Ainda sobre o exemplo do Lula, o Banco de Dados da Folha de S. Paulo vê com maior relevância dados sobre a trajetória política do Lula após este ter se tornado presidente. Já os repórteres tem maior interesse nos últimos passos deste. Os redatores se preocupam muito mais com os termos relacionados ao líder e às imagens vinculadas à sua figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como último exemplo, cito um caso referente ao problema em se gerenciar toda esta quantidade de informação. Recentemente, uma grande biblioteca central européia (uso estes termos por não lembrar o local nem o nome) adotou sistemas robotizados para catalogar seus livros. Anteriormente, cada bibliotecário tinha que ir pessoalmente e buscar um volume na biblioteca. Este processo demorava até duas semanas devido ao grande volume de materiais ali presentes e à impossibilidade em várias pessoas circularem pelo mesmo local ao mesmo tempo. Os livros são colocados dentro de caixas plásticas que mais lembram Tupperwares e são endereçados eletronicamente. Ao se digitar a busca, um sistema robotizado de carrinhos, como pontes rolantes, busca esta caixa e a traz até o bibliotecário. Porém, com todo o material ali presente, se o profissional colocar um livro em uma caixa errada, este pode demorar anos, e até mesmo décadas para ser novamente localizado, segundo estimativas de especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornalismo não estamos muito longe disto. Até lá, creio que possíveis soluções para isto encontram-se nas organizações diárias e na divulgação de micro-centros de informações. Todos em rede, e não um só. Talvez um projeto enciclopedista de toda produção existente peque por isso, muito mais do que por capacidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8544148869491935366?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8544148869491935366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/quase-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8544148869491935366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8544148869491935366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/quase-tudo.html' title='Quase tudo'/><author><name>Saconi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12347541373836091070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1519767940480097962</id><published>2009-12-14T14:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T14:46:37.388-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fuvest'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='USP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino Superior'/><title type='text'>Um brinde à falta de transparência da FUVEST</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(68, 68, 68); font-size: 14px; line-height: 23px; "&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Na última terça-feira (8/12), recebi com felicidade a notícia de que a nota de corte do curso de medicina havia caído para 74 pontos – em 2008, o corte foi 77. Felicidade porque minha irmã, que acertou 72 questões no vestibular realizado no último mês de novembro, conseguiria a vaga para disputar a segunda fase do concorrido curso de medicina da USP.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Antes que alguém estranhe minha matemática, devo esclarecer que além dos 72 pontos (ou questões) conseguidos, minha irmã teria acrescido 6% em sua nota por ter estudado o ensino médio inteiro numa escola pública, e mais alguns pontos devido a seu desempenho no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp), em 2008. Descontado o bônus do Pasusp, que eu confesso não saber calcular, minha irmã alcançaria 76,32 pontos, suficientes para a realização da segunda fase.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Acontece que a Fuvest divulgou nesta segunda-feira (14/12) a lista com os nomes dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que vai acontecer na primeira semana de janeiro de 2010. Para minha surpresa e desolamento de minha mãe, o nome de minha irmã não estava lá.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Tenho algumas pistas para o ocorrido. 1) Minha irmã pode ter passado as questões erradas para o gabarito. 2) Ela pode ter se enganado na correção da prova. Estou consciente de que algo do tipo pode ter acontecido.                          &lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Contudo, salta aos olhos uma atitude no mínimo estranha da Fuvest, que é o fato de não liberarem os pontos atingidos na primeira fase. É uma falta de transparência e respeito ao vestibulando sem igual. Eu não teria dúvidas da lisura do vestibular caso pudesse encontrar no site da fundação um link com o desempenho individual de minha irmã, mostrando quantas questões ela acertou oficialmente e por quantos pontos ela ficou de ir para a segunda fase. &lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Não bastasse o processo desumano do vestibular, em especial para um curso de medicina, e a brutal desigualdade entre aqueles que têm condições financeiras para pagar um colégio privado e aqueles que têm como consolo a precariedade de uma escola pública – um processo no qual gente com condição de pagar universidades toma o lugar de quem só poderia estudar numa instituição pública como a USP – vemos numa situação em que o maior vestibular do país flerta com o obscurantismo e a falta de transparência.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;É simplesmente lamentável.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Deixo este texto como forma de protesto à estrutura do vestibular da USP e a todos os outros vestibulares, que insistem em reproduzir a lógica capitalista, o darwinismo social descarado, o esquizofrênico conceito de meritocracia presentes nos vestibulares Brasil afora. Protesto, em especial, contra a falta de transparência da Fuvest.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Declaro aqui minha desconfiança. A lisura do vestibular está sob suspeita. Desfazer esta desconfiança me parece simples. Basta a Fuvest liberar o desempenho de cada estudantes no vestibular. Terão coragem? Ou existe alguma maracutaia engendrada para favorecer alguém?&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Como cidadão, exijo transparência!&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;No frigir dos ovos, meu voto é pelo fim dos vestibulares!&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-1519767940480097962?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/1519767940480097962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/um-brinde-falta-de-transparencia-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1519767940480097962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1519767940480097962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/um-brinde-falta-de-transparencia-da.html' title='Um brinde à falta de transparência da FUVEST'/><author><name>Luiz Henrique Mendes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3879481391581321301</id><published>2009-12-14T05:50:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T05:56:03.284-08:00</updated><title type='text'>Interligações</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Por Beatriz Carrasco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;“A Enciclopédia é uma reunião da informação disponível em sua época, e também uma vívida ilustração tanto da política como da economia do conhecimento”, afirma Peter Burke. É por essa importância que ficou na história a imagem das imensas bibliotecas, abarrotadas de livros e pessoas em busca de informações. Mas hoje esse quadro mudou. Os papéis foram substituídos, em grande parte, por bancos de dados na Internet, e as pesquisas são feitas por meio de cliques, sem a necessidade de se locomover.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Opiniões à parte, o fato é que a realidade agora é outra. E é justamente sobre essa transição da informação para os ambientes de rede que falam os textos de Paulo Serra, Olga Pombo e Antonio Hohlfeldt. Em “O projeto da Enciclopédia e seus registros sobre o Jornalismo”, Antonio Hohlfeldt faz um levantamento histórico a Enciclopédia de Diderot, de 1750. Por seu caráter ousado e inovador, que buscava disseminar o conhecimento, foi considerada “a obra suprema do Iluminismo”, e foi, inclusive, caçada pela Igreja Católica e alvo de processos do Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor também menciona a novidade da enciclopédia que, além de trabalhar com os verbetes, utilizava a “referência cruzada”, ou seja, “um verbete poderia remeter, em seu interior, a outro verbete”. Esse recurso garantia a consulta multiplicada da obra, e talvez tenha sido a primeira manifestação do que, séculos mais tarde, veio a ser o hipertexto tão citado por Olga Pombo em “Enciclopédia e hipertexto – o projeto”. Isso é apenas mais um dos indícios de que o ser humano sempre sentiu necessidade de interligar os fatos e alcançar conclusões fundamentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Daí aquele cuidado, já mencionado, para que as ilustrações não apenas representassem o objeto, quanto o apresentassem sob diferentes perspectivas, seu modo de construção e operação, e sobretudo, seu funcionamento e utilização”, afirma Hohlfeldt. Nesse caso, percebe-se que não havia uma intenção de impor um conhecimento absoluto, mas abrir as portas para a reflexão. O autor ainda expõe as diferenças que alguns termos sofreram em seus significados ao longo dos anos, o que evidencia como os tempos mudam e modificam a percepção dos fenômenos sociais: “mudavam os tempos, modificava-se a percepção dos fenômenos sociais, e as enciclopédias registravam, como um fiel barômetro de temperatura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos teorizadores da “sociedade da informação” acreditam, assim com os Iluministas, que quanto mais informação houver disponível para o cidadão, mais conhecimento ele terá. Porém, no texto “Informação e sentido”, de Paulo Serra, é defendida a ideia de que muita informação gera um decréscimo de conhecimento. “Estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”, diz citação de Baudrillard no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de informação que começou com a imprensa, hoje atinge seu ápice com a informatização. São diversos sites, blogs e publicações formais ou informais que desencadeiam em uma “bolha” de conteúdos. Mas toda essa bagagem muitas vezes não encontra o seu próprio sentido. É uma frequência tão rápida e ininterrupta de novos conceitos, que há a perda da reflexão sobre cada fato, para que estes encontrem seus próprios significados. Como afirma Serra, é “um mundo em que verdade, valores e normas se multiplicam até ao infinito, tornando impossível qualquer escolha fundada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado na teoria de Baudrillard e Postman, o autor afirma que quanto mais se tem informação sobre algo, mais a representação fica distante do que é real. Segundo ele, “o mito da informação” (como aquelas geradas pelos enciclopedistas), propõe uma concepção plena do conhecimento, ou seja, algo fechado e pré-conceituado. Com os computadores, ainda há uma busca de registrar todas as informações, como se a máquina fosse a própria memória (para garantir a abundância de sentido das coisas). Mas construir a memória dessa maneira pode envolver contradições e, segundo o autor, gerar uma concepção errada do conhecimento, do sujeito e da própria memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo D’Alembert, os conhecimentos humanos podem ser divididos em “conhecimentos diretos” (ou sensações), que recebemos de forma passiva, sem que a nossa vontade tenha influência; e “conhecimentos reflexos”, que são resultado da combinação e relação do espírito sobre os conhecimentos diretos. Sendo assim, o que a tecnologia da informação busca é algo como uma “memória artificial”, que garanta a abundância (e plenitude) do sentido das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a grande questão é que essa “memória artificial” gera um pré-conceito sobre tudo, de forma que a memória humana não seja utilizada na interpretação dos fatos. O autor critica isso, e é incisivo ao afirmar que, mesmo que a memória humana seja finita, ela é a chave para a diversidade de sentidos. E não uma memória artificial, um banco de dados que pressupõe todas as interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em “Enciclopédia e hipertexto – o projeto”, Olga Pombo aborda a importância da Internet. Para a autora, o hipertexto é a última potencialização da ideia de enciclopédia. É o “saber perfeito” sonhado por Santo Isidoro quando criou a primeira grande enciclopédia cristã. Após introduzir o assunto, a autora logo lança a questão: “é inevitável perguntar: será que a nossa experiência da unidade dos conhecimentos através da Internet tem mesmo a condição de uma enciclopédia em regime de ligação virtual infinita?”. Ela afirma que o hipertexto é “o limite ideal da enciclopédia”, e que são essenciais as informações da enciclopédia no ambiente virtual, com seu “vai e vem” de conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao apontar que não há muito estudo sobre essa relação, Olga comenta que a enciclopédia é o que está mais próximo ao hipertexto, e indaga sobre como ambos se relacionam. Ela é idealizadora ao tratar sobre o tema, já que sua visão é a de que o hipertexto é a máxima do conhecimento. Por outro lado, Paulo Serra parece muito catastrófico ao defender que a concentração de informações pode gerar uma falta de sentido absoluta. Talvez um meio termo seja o ideal. Utilizar a enciclopédia virtual como mais uma fonte de pesquisa, já que a própria Internet, por si só, já abre diversas portas e fontes. Por isso, segundo Olga, o hipertexto, que interliga os fatos, é dinâmico e fundamental: “sabemos que a enciclopédia se constitui na e pela pretensão à exaustividade, à cobertura do saber adquirido pela humanidade até um determinado momento. Por seu lado, o hipertexto está marcado por uma inexorável abertura à promessa de um saber em permanente crescimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro contraponto nessa discussão é o texto “Funes, o memorioso”, de Jorge Luis Borges. Com linguagem rebuscada que faz oposição à adotada na Internet, o autor cita instrumentos de comunicação como o livro e o telégrafo. É uma ideia diferente da agilidade à qual temos acesso nos tempos atuais, com os hipertextos e bancos de dados. Apesar de a linguagem ser mais densa, há um cunho muito reflexivo, com cuidado para lidar com a própria linguagem. Hoje, apesar do grande acesso à informação, muitas vezes acaba-se esbarrando com o problema da credibilidade das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio das novas tecnologias, a informação alcança o mundo inteiro, a qualquer momento. Porém, como destaca Paulo Serra, é preciso ficar atento para que o fluxo excessivo de informações não faça com que haja uma perda geral no sentido das coisas. A conexão por meio do hipertexto é um meio de contribuir para a assimilação dos fatos, mas não se pode enxergar as informações disponíveis na rede como verdades indiscutíveis. Absolutismos são becos sem saída, que impedem a reflexão, o avanço no campo do pensamento e, acima de tudo, no próprio desenvolvimento racional do ser humano.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3879481391581321301?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3879481391581321301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/interligacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3879481391581321301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3879481391581321301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/interligacoes.html' title='Interligações'/><author><name>Bia Carrasco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_-TbIDQoH2c8/S3BDAGUqXjI/AAAAAAAAACo/JsAIfDd_rF4/S220/IMG_1563%5B2%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3403917365829532600</id><published>2009-12-11T16:32:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T16:38:04.898-08:00</updated><title type='text'>A internet não tem razão</title><content type='html'>Até que ponto o excesso de informação tem nos deixado completamente desinformados. Por maiores que sejam os meios e as possibilidades de descobrirmos mais sobre tudo, mais nos afundamos no vazio. A obsoleta enciclopédia não teria nada a acrescentar a nossas mentes abarrotadas de espaços virtuais que muito pode trazer de novidade e pouco tem nos nutrido de real conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensando em Funes, o memorioso, de Jorge Luis Borges podemos perceber o quanto que nosso grande afã diário faz de nós exatamente aquele que Funes critica no texto: vivemos como quem sonha, olhamos sem ver, ouvimos sem escutar, esquecemos de tudo, ou quase tudo. Excesso de informação? Seria de se perguntar até que ponto Baudrillard também teria razão ao afirmar que a construção de uma memória artificial, corporizada nos media, nos daria a garantia maior de um esquecimento perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que esse excesso de acesso a informação não nos garante o conhecimento. A internet, por exemplo, pode ser considerada a nova televisão com um milhão de canais. É uma tentação que distrai muito mais do que orienta.&lt;br /&gt;Não acredito ser a enciclopédia o único caminho para o real conhecimento, porém não há como desconsiderar o seu valor diante de um mundo de incertezas que nos traz a internet. É claro que qualquer conhecimento pode evoluir a partir de novas descobertas. Porém, os livros ainda nos garantem uma maior credibilidade. A palavra escrita, ainda que tenha também o seu prazo de validade, no sentido de amplitude do que está escrito, nos deixa mais certeza sobre sua veracidade. Ao passo que ao atualizar uma página da internet, as informações não apenas aumentam como se modificam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda aquela riqueza de detalhes exposta na tela do computador é tão fascinante e, ao mesmo tempo, tão irreal. Irreal no sentido de parecer um concentrado de opiniões e achismos que nem sempre correspondem à verdade. O valor do livro, ou da enciclopédia, como diria o filósofo Denis Diderot, está em agrupar os conhecimentos dispersos e expor aos homens, “a fim de que os trabalhos dos séculos passados não tenham sido trabalhos inúteis” e que os descendentes ao se tornarem mais instruídos, se tornem também mais virtuosos. Enquanto o mundo virtual desorganiza, os livros ordenam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande vantagem do hipertexto para com a enciclopédia seria a rapidez de atualização. Esse atualizar poderia, então, garantir aquilo que ainda não garante racionalmente como informação concisa e segura. Isso por contar por diversas contribuições espontâneas, por vezes anônimas, que de certa forma trazem mais dúvidas do que aprendizado. Então, teríamos a ilusão, estamos atualizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enciclopédia idealizada por Diderot e dAlembert, em 1750, trazia a novidade de trabalhar com a referência cruzada, isto é, um verbete poderia remeter a outro, o que garantia a consulta multiplicada quase ao infinito da obra. O que, de certa forma, antecipava em séculos o que fazemos ao clicar uma palavra destacada de um texto na internet, pulando diretamente para sua referência. Toda essa suposta agilidade proporcionada pelo mundo virtual parece fazer de nossa memória um depósito de lixo. Nossas escolhas, ainda que com “preocupações culturais”, acabam se voltando para uma informação mais acessível oferecida pelo mass media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa condição ilimitada do hipertexto tem como efeito a banalização, a sobrecarga, a desorientação e a indiferenciação dos conteúdos veiculados. Claro que existem mecanismos de filtragem, os sites de busca oferecem esboço de seleção. Acontece que essa seleção só funciona na medida que o leitor tenha capacidade crítica de discriminação do que é importante ou não.&lt;br /&gt;E de que forma adquirir um senso crítico se hipnotizados pela curiosidade disfarçada de ‘busca pelo conhecimento’ saltamos de novidade em novidade em busca de entretenimento ao invés da instrução. Se não há mais como realizar nosso ofício sem essa navegação sem bússola, não há mais como apreender nada. E devo lembrar Jorge Luis Borges novamente: “um jornal lê-se para esquecer, uma música também se ouve para depois se esquecer, é uma coisa mecânica, portanto fútil. Um livro lê-se para se reter na memória.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet pode substituir o jornal diário, ainda que sem a devida credibilidade. Porém, a web está longe de substituir os ensinamentos dos livros. Talvez a enciclopédia, digna de tantos preceitos, devesse incorporar uma linguagem mais acessível e menos complexa para que não aconteça, por excesso de erudição, o mesmo que acontece ao passarmos os olhos pelo hipertexto, a impossibilidade de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é que a informação (importante) só tem utilidade para quem está informado (e conhece); a quem não está informado (nem conhece), de nada serve procurar essa informação nos sites de busca. Temos assim, dois tipos de internautas: aquele que procura para confirmar, ou rememorar, e outro, senão a grande maioria, que usa a internet como um desaprendizado ou como um meio de diversão, distração e esquecimento – aproximando-se cada vez mais, neste aspecto, da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos nós vítimas da opinião alheia ou pertencentes a uma opinião pública que não se sustenta. Não deixemos que o poder publicitário governe nossas idéias e ações. O mundo virtual não tem um conteúdo de todo racional e lógico. Ele só poderá ser usado a nosso favor se fizermos o uso das bússolas. E que não nos enganemos, as únicas bússolas existentes ainda estão nas estantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana Menz 05006894&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3403917365829532600?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3403917365829532600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-nao-tem-razao_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3403917365829532600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3403917365829532600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-nao-tem-razao_11.html' title='A internet não tem razão'/><author><name>Juliana Menz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_II1rtVwzQNw/S9iSTZJiWXI/AAAAAAAABa8/KcCHAG1mJg4/S220/DSC08692.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4289215575533276602</id><published>2009-12-11T10:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T10:20:07.709-08:00</updated><title type='text'>Internet, democracia e participação política</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após 4 anos discutindo paradigmas da comunicação, mais especificamente do jornalismo. Se a chegada do rádio e, posteriormente, da televisão mudaram radicalmente a forma de se relacionar com os meios de comunicação e até mesmo a forma de se relacionar entre as pessoas; o advento da internet modificou isso mais profundamente, intensificando até o conceito de democracia no que tange a comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A web proporciona a seus usuários a possibilidade de tornar-se um provedor de informação capaz ainda de distribuir esse conteúdo por toda a rede. O resultado desse fenômeno é a criação de uma rede de interação nunca vista. E como todo o espaço midiático, a internet também se constitui como um importante lugar de conversação, onde se desdobram importantes discussões políticas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora, seria então a internet um meio favorável para o surgimento de condições para o debate público democrático?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O surgimento desse espaço democrático tão sonhado não depende somente de um meio de comunicação apropriado, mas acima de tudo do interesse dos cidadãos em participar dos debates políticos. Caso não haja essa disponibilidade em se apropriar dessa rede para a deliberação política, a internet ganha contornos tão unidimensionais quanto a televisão, por exemplo. O problema não reside, portanto, na capacidade dos meios, e sim na motivação da sociedade, que não é estimulada a desenvolver a conversação política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A questão do acesso às tecnologias da comunicação também deve ser levada em consideração. O alto custo dos equipamentos eletrônicos de acesso à internet e o elevado índice de analfabetismo da população limitam o acesso de muitos ao espaço cibernético. Dessa forma, a internet tende a reforçar as desigualdades sociais, criando uma espécie de exclusão digital. Essa exclusão digital fica socialmente mais evidente quando assistimos a adoção de políticas públicas no formato digital, sem que haja uma inclusão das camadas economicamente menos favorecidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A participação do público em debates políticos possui uma ligação direta com a questão da educação. Fica claro que o limitado conhecimento dos cidadãos acerca de seus direitos e deveres se reflete drasticamente na apatia política e no desinteresse pelo debate público. Os meios de comunicação, por sua vez, não colaboram para suprir essa brecha no ensino de base, uma vez que os conteúdos jornalísticos preocupam-se apenas com a cobertura política factual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Percebe-se atualmente um certo grupo de pessoas que está mais interessado naquilo que afeta diretamente as suas vidas. São os movimentos sociais e as associações voluntárias. Essas redes são parte fundamental para a promoção da politização, pois são capazes de implementar o debate político no tecido social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar do momento propício para o surgimento de uma esfera pública de deliberação política cibernética, a internet por si só não é capaz de promover nenhuma transformação efetiva. Um ambiente informativo, formado por cidadão críticos, só será possível se houver interesse discursivo efetivo. E esse interesse ainda parece distante ou muito pulverizado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4289215575533276602?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4289215575533276602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-democracia-e-participacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4289215575533276602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4289215575533276602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-democracia-e-participacao.html' title='Internet, democracia e participação política'/><author><name>Luka</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_T2XhlrhZKlA/TO8fK4iinjI/AAAAAAAAAD4/kjkyCnasTWE/S220/Avatar%2Boficial.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8330668120212487069</id><published>2009-12-11T03:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T03:54:08.452-08:00</updated><title type='text'>Informação sem sentido</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Realizando a leitura dos textos usados em aula para a confecção deste trabalho, não pude deixar de lembrar, a todo momento, todo o tempo que demorei para começar, de fato, o trabalho. Durante este período, estive exposto a todo tipo de informação, vindo dos mais diversos meios, mas, principalmente, da Internet. Uma quantidade exponencial de informação, mas que não teve grande ajuda para o que estou escrevendo agora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; Se o projeto da enciclopédia mais recente, já modificado daquele objetivo original de reunir e organizar todas as informações produzidas, pretendia dar chaves de sentido e compressão à nossa contemporaneidade, a Internet, com toda a sua interatividade atual, tem quase uma característica utópica pretendida pelas primeiras enciclopédias, mas de um modo um tanto quanto mal sucedido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; Ao dar livre acesso à quase todo tipo de conteúdo possível e também à abertura de todo este conteúdo para a própria criação dos usuários, a Internet acaba sendo, ao mesmo tempo, mocinho e bandido. De fato, o livre acesso à informações que antes eram extremamente difíceis de se encontar é uma maravilha do mundo moderno. De outro lado, o usuário se vê diante de uma quantidade tão grandiosa de informações que, para filtrar aquilo que realmente interessa e tem valor, ele necessita de uma capacidade de seleção fora do humanamente possível. O que acontece, na maioria das vezes, é que não haja seleção alguma, e que tudo atinja o usuário de modo desconexo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; Não consigo me sentir muito otimista em relação a tal da interatividade e da “livre criação” no ambiente virtual. Mais uma vez aí, é exigida a filtragem e a seleção pelo usuário. O que se percebe é que, ao contrário da produção de um conteúdo cada vez mais emancipador (no caráter iluminista da coisa), a web interativa é muito mais uma fábrica de superexposição de egos, de um “querer se mostrar ao mundo”, bem mais freqüente do que a troca e a criação de idéias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; O jornalismo, que não podia ficar de fora dessa lógica, acaba repetindo o mesmo processo. Os grandes portais de notícia parecem levar a sério o lema all the news that’s fit to print, só que a enésima potência. As páginas iniciais destes sites são de uma hiperatividade esquizofrênica, com manchetes a respeito de qualquer coisa por todos os lados. Fica difícil perceber o que é que os editores decidiram que seria o mais importante a ser noticiado. As notícias se acumulam e se amontoam umas as outras, e esta quantidade não significa necessariamente uma produção em excesso de novo conteúdo. As histórias aparecem repetidas vezes, com acréscimos de detalhes, e todas elas, em todos os sites, parecem ter sido escritas pela mesma pessoa. Como tal caminho já foi traçado e ele não tem volta, o que se torna necessário cada vez mais é a capacidade de seleção e filtragem, que exige algo não muito em voga hoje em dia: escolher algumas coisas e abrir mão de muitas outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8330668120212487069?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8330668120212487069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/informacao-sem-sentido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8330668120212487069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8330668120212487069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/informacao-sem-sentido.html' title='Informação sem sentido'/><author><name>João Paulo Caldeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08871426588618067118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.mutacao.com.br/pato/cartoon/img/br_cartoon018.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4341101247334889873</id><published>2009-12-09T15:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T15:23:22.178-08:00</updated><title type='text'>O lado negro do Google</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apesar de poder reunir daqui a algum tempo todos os documentos já escritos, site de buscas traz a escória da humanidade em 0,26 segundos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diariamente, recebemos diversas informações de todos os meios possíveis. A profusão desse material e a rapidez como isso tem se imposto no cotidiano das pessoas põe em xeque até que ponto documentos, como livros, jornais e revistas, sobreviverão. O Google, muito além de ser uma ferramenta que traz esse tipo de informação, mostra também em seus resultados coisas absurdas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em uma rápida pesquisa por pedofilia, é possível encontrar, em 0,26 segundos, quase 4 milhões de links como resultado. Antes da web, para se ter acesso ao conteúdo de jornais ou revistas, era preciso ir à banca comprar o seu, ou fazer a assinatura. Depois da internet, podemos acessar o que quiseremos com um simples clicar do mouse. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso passa a ser perigoso quando crianças passam a ter acesso sem nenhum tipo de censura ao conteúdo da rede. Fora que há pessoas em todo o mundo mal intencionadas que postam absurdos em locais nos quais é praticamente impossível haver algum tipo de controle.&lt;br /&gt;Portanto, apesar de termos acesso a um conteúdo quase infinito e que, teoricamente, nos emancipa, o Google é muito mais do que uma simples enciclopédia. Além de trazer os principais verbetes, organizados por relevância, ele traz também conteúdo impróprio, pornografia e crimes virtuais.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a possibilidade de escrever sem ser identificado na internet, os crimes ficam ainda mais simples, já que a polícia só teria como rastrear os IP`s (registros dos computadores) para punir o indivíduo. No entanto, aqueles que querem cometer crimes e ficarem impunes usam máquinas de lan houses e cafés.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, uma legislação mais dura à internet é fundamental para regularizá-la. Porque ela ainda é uma terra de ninguém e um local sem lei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4341101247334889873?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4341101247334889873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-lado-negro-do-google.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4341101247334889873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4341101247334889873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-lado-negro-do-google.html' title='O lado negro do Google'/><author><name>Alessandro Lefevre</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-xCXLZ9JGIgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/nmxPcxNPTIs/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-2128267384554680488</id><published>2009-12-08T18:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T18:25:52.809-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='web'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>Do universo paralelo da internet e sua versão ilimitada</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana, serif;"&gt;&lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A internet é a reunião de informações sobre diversos assuntos, informações essas que acabam por confundir e em pouco esclarecer. Isso porque o problema não está especificamente no meio, a maior parte dele se encontra no usuário das informações encontradas, dados que poderiam ser transformados em conhecimento caso o leitor os soubesse usar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ainda falta ao homem a disciplina, a paciência e um minuto de escuridão diante à luz do conhecimento para refletir em meio a tantas janelas de informações. Se na enciclopédia de Diderot e D’Alembert a barreira a se superar era a sociedade, a Igreja e os conservadores, como é apresentado no texto do professor Antonio Hohlfeldt, “essa prática apresentava uma dupla novidade e desafio: de um lado quebrava o parâmetro das poucas obras anteriores, mas plenamente conhecidas e institucionalizadas”, hoje o entrave para o conhecimento é o próprio homem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A mídia virtual não encontra tamanha censura como a enfrentada pelos iluministas, um controle que tentava suprimir formas intelectuais diferenciadas. A internet encontra facilidades por não ter uma legislação vigente que abrange todas suas formas e possibilidades. Esse novo mundo proposto pela geração tecnológica acaba se tornando uma faca de dois gumes, na qual o indivíduo deve saber aproveitar o que tem nas mãos, porém sem a segurança e garantia de autoridade e fonte que outrora havia sobre os meios do conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O próprio Diderot colocou que “por todo lugar, o público tem grande disposição de acreditar naquilo que lhe é relatado contra aqueles que governam; mas esta disposição é a mesma nos países de liberdade e de servidão”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esse pensamento colocado sobre a ampla rede da web poderia trazer a idéia de que na verdade, o homem ainda tem a mesma disposição ao que lhe é divulgado, a amplitude da internet pode ser um fator agravante no que diz respeito ao acesso do homem a informações equivocadas, contudo não é fator determinante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Afinal, da mesma forma que Diderot e D’Alembert lutaram para colocar sua obra a favor da sociedade, documentos os quais acabaram por se tornar institucionalizados e vendidos por editoras a preços estrondosos; a internet também conseguiu atingir o público com bem menos limitações por se tratar de um veiculo interessante ao mercado atual. Ela não vive uma luta contra a burocracia ou o governo. Os que vivem essa luta são os próprios burocratas e legisladores que tentam colocar em vigor uma forma de organizar a rede, algo distante de se concretizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As informações implantadas no hipertexto, nas publicações em blogs, sites e redes social são trabalho do próprio usuário, ele escreve conforme seu intuito e seu desejo e, diferente da enciclopédia original, não obedece a um ritmo ou padrão, nem busca superar um obstáculo da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Trata-se de um mundo paralelo sem governantes e coordenadores. Não é uma várzea total, pois por ser exatamente um universo tão amplo é que, além de fugir ao controle de algo maior, também depende do homem a busca por informações nessa gama abrangente de dados, e então cabe a ele decidir a que se disporá ter acesso e ao seu filtro pessoal, no que ele irá acreditar e aceitar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 16px/normal Verdana; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O assustador desse mundo paralelo é que a informação pode se perder na rede virtual, mas nunca sumir. Se antes a Igreja ou o governo podia queimar livros ou trancafiá-los em mosteiros, hoje não se pode apagar um link de forma definitiva, a informação estará sempre lá, mais distante, menos visível e menos acessível, porém existirá solidamente até onde se sabe desse universo virtual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-2128267384554680488?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/2128267384554680488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/do-universo-paralelo-da-internet-e-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2128267384554680488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2128267384554680488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/do-universo-paralelo-da-internet-e-sua.html' title='Do universo paralelo da internet e sua versão ilimitada'/><author><name>Mary And...</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8258381104621424361</id><published>2009-12-07T16:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T16:14:21.038-08:00</updated><title type='text'>O Paradigma de Cody Darnell</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gustavo Silva (06008768)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O garoto norte-americano de nove anos, Cody Darnell, de Springwood, Dakota do Norte, apostou com Mikey Darnell, seu primo de 17 anos, que conseguiria imprimir todo o conteúdo da Internet. Segundo o acordo dos dois jovens, se depois de alguns meses da data da impressão não fossem encontrados sites que não foram impressos Cody ganharia US$ 50.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz todo o sentido que a Internet e seus mecanismos sejam uma extensão do projeto enciclopedista. A compilação e a condensação de todo o saber humano ganhou traços mais destacados – em forma de bytes – e a idéia de referência cruzada, a novidade maior da Enciclopédia de d’Alembert e Diderot, em que verbetes poderiam remeter a outro verbete, ganhou o mundo virtual na forma dos links e do hipertexto.&lt;br /&gt;Seria então a internet a versão definitiva da enciclopédia? Cody Darnell não deixa dúvidas de que algo está errado. Olga Pombo, em seu texto “Enciclopédia e Hipertexto”, identifica um dos sintomas: “essa condição ilimitada do hipertexto tem como efeito a desorientação, a sobrecarga, a banalização e a indiferenciação dos conteúdos veiculados”.  Os excessos da internet transformam a mente, parafraseando a frase do personagem Irineu Funes, de Jorge Luis Borges, em uma lixeira – tal como a dos PCs, cheia de arquivos inúteis e desnecessários. &lt;br /&gt;O hipertexto, que arrasta consigo problemas de credibilidade, legitimação, erro, engano, contra-informação (individual e institucional), sintetiza as dificuldades no momento da seleção do que é aproveitável ou não no mundo virtual. A Wikipedia, reconhecida como uma enciclopédia digital colaborativa, é o exemplo mais nítido dessa problemática, que é aplicável a todo e qualquer outro site dito informativo.&lt;br /&gt;Mas não é só de desvantagens que vive a rede. As vantagens conseguem atrair adeptos da enciclopédia colaborativa na internet, como por exemplo, a relação espaço e custo, que obviamente permite maior conteúdo e a popularização dos assuntos tratados, já que os livros têm o limite do papel e custam caro para quem quiser pesquisar.&lt;br /&gt;Além disso, a web permite certas facilidades. Não é mais necessário procurar em outro volume uma informação. Os links estão ali, basta clicar sobre a palavra que ela remete a uma nova página, com mais possibilidades de novos assuntos e assim por diante.&lt;br /&gt;Como coloca Roberto Darton, a Enciclopédia foi um produto de seu tempo, da França de meados do século XVIII. A Internet, com sua rapidez, fluidez e volatilidade, também é um Zeitgeist da nossa era – o que, visto a partir do prisma das redes sociais, das salas de bate-papo, dos  comunicadores instantâneos e de outros sites e programas contribuentes à mediocridade, mostra que os tempos do ‘ápice’ do projeto enciclopédico são tão claros quanto  a cegueira branca de José Saramago. &lt;br /&gt;Olga Pombo observa que a seletividade em meio aos bilhões, quiçá trilhões de hipertextos contidos na internet, só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do que é importante, de dispositivos subjectivos de determinação das boas e das más informações. Mas como diria um certo sábio, isto no ecsiste, e esperar que esse filtro se desenvolva em todos os usuários é tarefa para a eternidade – o garoto Cody Darnell e seu primo não me deixam mentir a respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8258381104621424361?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8258381104621424361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-paradigma-de-cody-darnell.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8258381104621424361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8258381104621424361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-paradigma-de-cody-darnell.html' title='O Paradigma de Cody Darnell'/><author><name>Gustavo Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10888521329492193240</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8615876303397636966</id><published>2009-12-07T05:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T05:49:50.694-08:00</updated><title type='text'>Fora do papel</title><content type='html'>&lt;p&gt;No final da década passada surgia o Google, um despretensioso projeto de dois estudantes americanos da Faculdade de Stanford. Em menos de dez anos a empresa de fundo de quintal se tornou uma das maiores corporações do mundo. As infinitas possibilidades de busca se transformaram em infinitos dígitos na conta da empresa. A idéia inicial era oferecer um site de busca mais avançado, com uma melhor navegação e uma maior qualidade de ligações. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com 23 anos de idade acompanhei de perto a transição e a consolidação do mundo virtual. É impossível negar as inúmeras vantagens e recursos que são oferecidos, por outro lado sites de busca como google também perpetuam a preguiça entre bilhões de pessoas que se sentem acomodadas com as informações que são oferecidas. Em primeiro lugar, grande parte das buscas nos leva para informações pouco confiáveis. Para piorar esse cenário, o que é errado ou pouco elaborado, é perpetuado como verdade por outros sites que usam a informação como referência. Um ciclo sem fim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Crianças utilizam a ferramenta para os trabalhos escolares, jovens buscam uma resposta rápida para um trabalho da faculdade, copiar as respostas da internet, infelizmente é cada vez mais corriqueiro. Nem mesmo as teses de doutorado e mestrado estão isentas dessa realidade, pipocam casos de trabalhos acadêmicos que foram copiados através da internet. Jornalista sem mobilidade nas redações, pressionados pela rapidez e pelo imediatismo também são pautados pelos sites de buscas, como confiar na informação?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Irineu Funes, personagem de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Funes, o Memorioso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tem a incrível capacidade de lembrar de todos os acontecimentos. Uma representação perfeita dos sites de busca, onde ambos compartilham a incapacidade de reflexão sobre os acontecimentos, tudo é muito superficial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse mundo de informações e transformações a velha enciclopédia foi devorada pelas novas tecnologias. A lembrança do tempo de escola, da busca por algum tema naquela série de livros faz parte do passado. Com a busca virtual ganhamos tempo, direcionamos nosso olhar na busca de um único objetivo, aquele termo preciso escrito entre aspas. No tempo da enciclopédia era comum errar alguma página e ler sobre um outro assunto, ler a informação da página seguinte. Esse hábito também existia na busca por alguma palavra no dicionário, prática que também está ficando para trás, hoje buscamos uma definição nas centenas de dicionários virtuais. No mundo moderno um dos grandes problemas da enciclopédia é sua defasagem em relação aos acontecimentos recentes, no mundo virtual as informações são atualizadas em tempo real. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paulo Serra defende em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Informação e Sentido&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a visão que a internet responderia a um projeto de construção da memória por meio da informação, ele argumenta que o início desse projeto aconteceu no século XVIII com o advento das enciclopédias, um projeto que buscava reunir os conhecimentos para transmiti-los para as gerações futuras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Google e o futuro do livro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; texto publicado no Caderno Mais (dia 29 de novembro) o professor da Collège de France, Roger Chartier discute essa transferência da informação e do conteúdo dos livros para o mundo digital. Processo que começou com os dicionários online e com as enciclopédias onlines (wikipedia) e que é consolidado com o novo projeto do Google, a criação de uma livraria digital paga o Google Editions. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O autor alerta para o rompimento das relações que em todas as culturas escritas anteriores, ligava estreitamente os objetos, os gêneros e os usos. No mundo digitalizado, o discurso não se inscreve mais nos objetos, algo que permitia que ele fosse classificado, hierarquizado e reconhecido em sua identidade própria. Esse foi o destino da velha enciclopédia e parece ser o futuro dos livros, jornais e revista. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;João Pontes (06004171)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8615876303397636966?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8615876303397636966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/fora-do-papel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8615876303397636966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8615876303397636966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/fora-do-papel.html' title='Fora do papel'/><author><name>João Pontes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16401696592873150096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5671410302385490979</id><published>2009-12-05T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T13:05:36.526-08:00</updated><title type='text'>UM MUNDO VIRTUAL DE CONHECIMENTO</title><content type='html'>Por Leandro de Jesus Gomes ( 06006492) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano sempre foi movido a conhecer e compreender novidades. Naturalmente, a incorporação no cotidiano de avanços tecnológicos fez com que houvesse atenção para este campo. Entender como atualmente se dá o processo de difusão do conhecimento através dos meios de comunicação é algo inquietante para acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que não é fácil compreender qualquer coisa que esteja ligada à tecnologia da informática, pois a velocidade com que surgem novidades é desafiadora para quem pretende entender os fenômenos a ela conectados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede mundial de computadores – a internet - hoje em dia se tornou um meio no qual é possível criar, procurar, publicar, discutir e alterar conhecimentos, os quais podem ser inseridos em qualquer lugar do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conhecimentos humanos que eram organizados, ordenados e sistematizados em enciclopédias cederam lugar à multiplicidade, heterogeneidade e diversidade existentes na internet, embora dispostos de forma anárquica. Discutir se o hipertexto, reinante na web, é uma nova forma de enciclopédia é debater algo que parece consumado. Questionar se o excesso promove um esvaziamento de sentido ou a perda da memória é fazer previsões da mesma forma daqueles que trataram sobre o fim do rádio e da televisão. É de mais valia estudar até que ponto as informações difundidas na internet servem para difundir conhecimento, para ilustrar ou emancipar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de computadores é conhecida por ser democrática, mas também se pode vê-la como anárquica. E é nesse ponto que reside o maior questionamento à validade e credibilidade das informações nela transmitidas. Se antes, numa enciclopédia, a sistematização e o rigor, além é claro da clara identificação de quem compilava, eram critérios que valorizavam aquilo que se publicava, na internet, a autoria, a objetividade, a fidelidade de fatos e dados e a responsabilidade, quando existem, não são claros o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de acesso à milhares de informações instantaneamente pode ser aquilo que Santo Isidoro no século VII via como “saber perfeito”. Em contrapartida, essa quantidade pode se tornar em pesado excesso. De acordo com Olga Pombo, “essa condição ilimitada tem como efeito a desorientação, a sobrecarga, a banalização e a indiferenciação dos conteúdos veiculados”. Ainda de acordo com Pombo, uma condição não seletiva, vista na web, “arrasta problemas de legitimação, erro, engano e contra-informação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet é uma ferramenta que pode ser utilizada para se chegar ao conhecimento. Ela sozinha não é o conhecimento. E também não é fácil chegar à ilustração se utiliza-lá somente. Diante da facilidade, podem-se encontrar armadilhas que afaste do descobrir e aprender. Parodiando o presidente Lula, nunca antes na história se viu um meio que pudesse contribuir tão massivamente para difusão da educação, cultura e do entretenimento. Mas para que se chegue a eles, é necessário que o navegante tenha uma capacidade de seleção muito boa, do contrário, pode receber falsos conhecimentos e ao invés de chegar à ilustração, retroceder para o obscurantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A seleção que é realizada automaticamente na web só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do que é importante, de dispositivos subjetivos de determinação das boas e das más informações. E, sem essas competências, sem essa arte de filtrar que ninguém sabe como se adquire e como se ensina, são inevitáveis a banalização e a indiferenciação”, disse Pombo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no Brasil a transmissão de conhecimento pelas vias comuns ainda engatinha, resta apenas aguardar quando todos brasileiros tiverem oportunidade de ter capacidade de crítica e seleção para chegar à emancipação pela web.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5671410302385490979?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5671410302385490979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/um-mundo-virtual-de-conhecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5671410302385490979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5671410302385490979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/um-mundo-virtual-de-conhecimento.html' title='UM MUNDO VIRTUAL DE CONHECIMENTO'/><author><name>Leandro de Jesus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468725209824086110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1943735195381044801</id><published>2009-12-04T17:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T17:48:07.237-08:00</updated><title type='text'>A internet e o excesso de luz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como catalogar algo imaterial e constantemente mutável? Se esse era o desafio principal dos iluministas quando surgiram as primeiras iniciativas reunir o conhecimento humano nas chamadas enciclopédias, hoje com a consolidação da internet esse obstáculo parece ter sido eliminado. Isso porque se o que faltava antes eram os recursos para a constante renovação e acúmulo de informações de maneira física, através do papel, o armazenamento virtual hoje dispõe de um espaço infinito e facilmente alterável, assim como o acesso instantâneo a esse "acervo" de qualquer parte do mundo. Esse "limite ideal da enciclopédia" apontado por Olga Pombo em "Enciclopédia e Hipertexto, o Projeto", é a solução com que qualquer iluminista sonharia, mas ainda assim leva a novos obstáculos para sua realização plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar por sua própria democratização, o que a princípio seria um ponto positivo mas que também traz seus poréns. Da mesma forma que a internet oferece o livre acesso a (quase) qualquer informação, ela também permite que qualquer pessoa públique conteúdos nessa rede virtual e, da mesma maneira, que os altere. Essa pluralidade de fontes aumenta as possibilidades, mas também confunde. Vale dizer que o problema em relação à veracidade daquilo que se lê é anterior à internet, assim como o controle da informação que, assim como a concentração de riqueza, é anterior até mesmo ao capitalismo. A diferença é que se  antes tal poder ficava restrito apenas a determinados grupos, e hoje a inserção de informações é possível para qualquer pessoa. Então o problema não é exatamente a distorção dessa memória, mas o excesso de informações que contribuem com ela. Como bem aponta Jean Braudillard, "estamos em um universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido". E assim como a clássica alegoria da caverna de Platão, parecemos viver hoje um momento pós-iluminista, uma transição de homens aprisionados na escuridão para seres livres a caminhar na luz, mas ainda com olhos desabituados a ela. Ou seja, a cegueira pelo excesso de luz, que Braudrillard traduz na "inflação da informação" e "deflação do sentido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, Olga Pombo tem razão ao apontar a internet como o meio ideal para a concretização desse ideal iluminista, pois o hipertexto é de fato a ferramenta ideal para o arquivamento de informações, por seu espaço de armazenamento ilimitado e possibilidade de alteração constante. Porém, falta a seus usuários ainda a habilidade para lidar com tal. Com tamanho número de informações chegando aos seus computadores e se atualizando e frações de segundo, o homem de hoje precisa desenvolver sua capacidade para absorver e filtrar um volume de conhecimento praticamente impossível. Da mesma forma, ao mesmo tempo que a oferta de informações cresce, o tempo e a capacidade para apreende-las parece se reduzir constantemente. Assim, dezenas de novos conteúdos passam diariamente pelos olhos de um internauta, mas até que ponto isso é absorvido? E, também de forma negativa, esse excesso de velocidade faz com que as informações sejam reduzidas para otimizar o tempo, tornando os conteúdos pouco aprofundados e fazendo com que muito do que entra nessa rede virtual se perca entre páginas de internet na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraponto, a possibilidade de contribuir com esse espaço fez com que crescesse muito, nos últimos anos, o hábito de se escrever. Desde a popularização dos blogs e redes sociais como orkut, facebook e etc, até a crescente contribuição de leitores em seus jornais e portais de notícia, que hoje disponibilizam espaços para comentários e contribuições com fotos e depoimentos sobre o que é publicado. Ainda assim, tais informações acabam carecendo de aprofundamento e reflexão, e ao final o que restam são opiniões repetidas e pouco aprofundadas sobre temas facilmente esquecidos. Será isso o que restará às próximas gerações como memória de nossa sociedade atual? O próprio twitter, microblog que restringe as publicações a 140 caracteres traduz muito bem essa tendência com sua popularização. Assim como o que se lê, o que se escreve não ultrapassa as três linhas de pensamento, e assim nossos livros de 700 páginas e anos de pesquisa dão lugar a opiniões instantâneas e levianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra preocupação é a constante atualização desses próprios mecanismos de armazenamento virtual. Por mais que a superação do palpável, do material, pareça ser necessária, a mudança desses meios e seu controle por terceiros elimina a garantia de uma conservação dessa memória. Afinal, por mais que todos possam contribuir com ela, quem a armazena e controla? Com o aumento do espaço de armazenamento virtual, a tendência é que cada vez menos o usuário conserve alguma informação em seu computador pessoal. Hoje já é possível ouvir música e assistir a vídeos e filmes em streaming, sem a necessidade de se possuir os arquivos em um hd próprio, assim como existem diversas ferramentas online de criação e armazenamento de textos, fotos e qualquer tipo de material. E como se garante a conservação e inalteração disso? E, do mesmo modo, para que fins tais informações serão utilizadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, mesmo que materializada em livros, a informação permanecerá sempre impalpável, e sua conversação plena ainda é um ideal distante. Seja em back-ups virtuais ou antigas escrituras, ela sempre estará sujeita a fatores externos, que variam de posse e uso até sua interpretação. Dessa forma, acredito que o maior desafio a ser superado para uma boa preservação de nossa memória atual é deseolver a habilidade para interpretá-la hoje. Treinar os olhos para lidar com esse "excesso de luz" e, por que não, selecionar parcelas, deixar de lado o excesso superficial alertado por Braudrillard, buscando aprofundar sentidos naquilo que se recebe mas não necessariamente absorve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-1943735195381044801?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/1943735195381044801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-e-o-excesso-de-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1943735195381044801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1943735195381044801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/internet-e-o-excesso-de-luz.html' title='A internet e o excesso de luz'/><author><name>Amanda Lourenço</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04173630942847645117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp0.blogger.com/_8XnuZGZ6jF4/R-CKSM-yRPI/AAAAAAAAAAM/EIroIHP0Dh0/S220/tylenol+dahmer.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5062768174221064152</id><published>2009-12-04T16:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T11:24:35.519-08:00</updated><title type='text'>A Deflação do Sentido</title><content type='html'>Essa é apenas parte de um texto completo sobre a crise do jornalismo e a deflação do sentido. O texto na integra você baixa &lt;a href="http://www.4shared.com/file/165704763/fb2d525/trabalhoteoriadojornalismovers.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:center"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:20.0pt;"&gt;A Deflação do Sentido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoQuote" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;“A crise é uma crise na consciência. Uma crise que não pode mais aceitar velhas normas, os velhos padrões, as antigas tradições. E, considerando que o mundo hoje, com toda miséria, conflito, brutalidade destrutiva, e por ai vai, o homem continua o mesmo de antes.” (Raymond Franz)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoQuote" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;POR EDSON CASTRO&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:dropcap-dropped;mso-element-wrap:around;mso-element-anchor-vertical: paragraph;mso-element-anchor-horizontal:column;mso-height-rule:exactly; mso-element-linespan:3"&gt;  &lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" hspace="0" vspace="0" align="left"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td valign="top" align="left" style="padding-top:0cm;padding-right:0cm;   padding-bottom:0cm;padding-left:0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify;text-indent:35.4pt;line-height:46.3pt;mso-line-height-rule:exactly;   page-break-after:avoid;vertical-align:baseline;mso-element:dropcap-dropped;   mso-element-wrap:around;mso-element-anchor-vertical:paragraph;mso-element-anchor-horizontal:   column;mso-height-rule:exactly;mso-element-linespan:3"&gt;&lt;span style="font-size:61.0pt;mso-bidi-mso-text-raise:-4.0ptfont-size:11.0pt;"&gt;N&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;ão partilho cegamente a visão dos teóricos da "sociedade da informação" em que o conhecimento tem um caráter auto-formador e emancipatório e que tendem a pensar que mais informação levam, necessariamente, a um acréscimo de conhecimento. Mas mesmo assim, nego o valor de alguns seus estudos e afirmações. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Postman em sua teoria sobre a deflação do sentido critica a "explosão da informação", iniciada com a imprensa e com o seu auge com o computador, gerando um mundo onde não á uma orientação existencial definida, perdida no meio de valores, normas e verdades infinitas.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Já Baudrillard, acredita que o problema está na relação entre o receptor e a informação, fazendo assim com que fujamos do sentido real da mesma e assim, não compreendermos o sentido que ela traz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Todo esse processo criticado é simplesmente um dos efeitos da modernidade na humanidade, que, ao contrário de certos estudiosos, tende a evoluir e andar para frente. Nunca ouve um bom tempo onde as pessoas liam somente livros e dela extraiam o máximo de informação. Isso é puro e simples saudosismo irracional. Hoje basicamente qualquer um pode acessar um site com uma informação que antes estava limitava a um livro que acumulava poeira nas mãos de estudiosos que tinham acesso à obra. Parte do acervo de livros da USP, que deveria ser de livre acesso ao público, esta fechada somente aos professores e mestres da universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;Paulo Serra relembra em seu texto &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Informação e Sentido&lt;/i&gt; o sentido original de outro formato ameaçado de extinção tal como conhecemos, a enciclopédia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoQuote" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;“Ora, um dos objectivos centrais da Encyclopédie é, justamente, eliminar resolutamente a infinidade de pontos de vistas, reduzindo o conhecimento a limites comportáveis por cada ser humano - o que envolve, obviamente, a adopção relativamente arbitrária de um ponto de vista) e o apagamento da infinidade de todos os outros que também seria possível adoptar.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Considero esse trecho simplesmente de um caráter retrogrado impressionante. Autores que realmente acreditam nesse valor, deveriam estar fadados a amargurar o esquecimento na história da humanidade. Ao meu ver, ele defende a história sendo escrita apenas por uma ponto de vista só, como foi feita até o século passado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Um mesmo ponto de vista que decidiu que a história do massacre nas ruas de Ruanda não deveria ser contada, ou que a batalha de Stanligrado não tinha tanta importância para a 2ª Guerra Mundial, e tantos outros fatos históricos apagados e diminuídos graças à concepção estúpida de que é necessário limitar o ponto de vista do ser humano e adotar arbitrariamente uma que seja melhor para todos. Para todos quem Paulo?. Se antes o mundo mal ouviu falar sobre o genocído que acontecia nas ruas de Ruanda, esse ano vimos a população do Irã falar ao vivo com o mundo via Twitter. Temos dados na Wikipédia, explicações, fotos e tudo mais que procurarmos lapidar na rede. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Com o uso da Wikipedia, criamos uma enciclopédia coletiva, livre de redatores e interesses privados. Os negativistas questionam: mas quem escreve essa enciclopédia? Ora, nós escrevemos. Aqueles que se interessam e vão atrás. Realmente, quantas pessoas você conhece que já fizeram isso? Essa iniciativa é única e a grande chance da história ser construída por aqueles que a vivem. O monopólio da informação ainda existe sim, mas ele não é tão gigante como era antes. Continua sim, grande e influente, mas pelo menos hoje, temos saída, temos pesquisa. O que a Globo diz sobre um assunto não é mais verdade garantida se você tiver o interesse de pesquisar e ir atrás. Não vivemos mais em uma realidade extraída das paginas de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“O nome da Rosa” &lt;/i&gt;ou nas mãos criminosas da emissora que foi &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Muito além do Cidadão Kane&lt;/i&gt;”. Se tudo isso for contra o principio da enciclopéd, que por favor esse principio se exploda. A Wikipedia agrada muito mais e, por mais que as pessoas não queriam aceitar, para quem se dedica, é fácil se informar muito mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Por que não nos atermos somente ao que Paulo Serra diz sobre a seletividade: &lt;i&gt;“só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do que é importante”&lt;/i&gt;, ao invés de uma dedicação imensa ao negativismo desse sistema. E para adicionar, cito o que o colega de classe Victor Esteves brilhantemente escreveu sobre o tema: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoQuote" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;“É fato que o excesso de luz pode cegar. Mas sem luz não há meio de se enxergar. É mais fácil colocar um óculos escuros para aprender a diferenciar as coisas amenizar as luzes fortes do que arrumar um sofisticadíssimo óculos infravermelho para enxergar no escuro. Mais informação, por si só, não garante nenhum desenvolvimento. Mas ao invés de maldizermos o excesso, é hora de nos preocuparmos em destacar o que é relevante, e de ensinar a quem não tem colírio a usar óculos escuros.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5062768174221064152?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5062768174221064152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/deflacao-do-sentido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5062768174221064152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5062768174221064152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/deflacao-do-sentido.html' title='A Deflação do Sentido'/><author><name>Edson Castro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-Z70MrqFcdHc/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAq8/vR-tkz06l-U/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3135388743923780928</id><published>2009-12-04T16:12:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T05:59:03.152-08:00</updated><title type='text'>Que abundância, meu irmão!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;por Paula Cabral Gomes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Vivemos num período de abundância. Tudo que chega aos nossos olhos vem em quantidades impossíveis de serem digeridas dentro de um intervalo de tempo razoável e torna-se irrealizável o arquivamento para se verificar mais tarde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Como Paulo Serra citou em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Informação e Sentido&lt;/i&gt;, a fórmula de Baudrillard explica bem o que sofremos no século XXI: “estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Isso ocorre com a informação e aquela possível sensação inicial trazida pela internet, de que se teria mais conhecimento devido a maior quantidade de informações disponíveis, vem caindo por terra, pois, por experiência própria, afirmo que ainda não sei como selecionar os sites que devem ser checados primeiro e muito menos decifro rapidamente os mais confiáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No que acreditar num mundo virtual que permite a expressão livre de “todos” (claro que esse todos tem limites)? A quais critérios recorrer para se fazer uma escolha que faça sentido?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Muito do que se encontra foi requentado do requentado do requentado de um site x e, como dizia minha avó, “quem conta um conto aumenta um ponto”, e o que chega até nós pode estar completamente distorcido. Logo deixo claro que não entrarei no mérito de discutir quem tem a verdade, até porque cada um tem seu modo de decifrar os códigos do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Também há o risco de perda de identidade, porque passamos a não saber mais “quem está falando” e perde-se todo e qualquer estilo de escrita. (De acordo com um amigo meu e o que ele discutiu em uma aula pesquisas atuais revelam que os meios digitais criam um novo estilo de escrita, com suas próprias regras bem definidas; ou seja, é uma aparente baderna que, na verdade, é organizada.)&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-size: 16px; "&gt;Além disso, já se criou uma dependência sem volta com relação aos computadores e ferramentas oferecidas. Quem, hoje em dia, vai pesquisar na Larousse ou na Barsa antes de utilizar o Google, também conhecido com Deus e “aquele que tudo sabe”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Já que o Google sabe de tudo, deixamos para lá o poder de nossa memória e confiamos a ele essa função: recordar para viver, o que não é muito confiável, diga-se de passagem, até porque quantidade e a variedade são inumanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A perda de memória, para alguns (principalmente políticos nada confiáveis), é sinal de liberdade, pois assim se torna viável experimentar de tudo, já que não se sabe os resultados devido a um esquecimento do passado. Dessa forma, qualquer tentativa de eliminação da memória ou a limitação desta pode ser vista como criminosa. Mas isso quando se tem noção desse fato, pois, nos dias de hoje, é totalmente possível reconhecer esse “fenômeno”, porém não aqueles que o notam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Os objetivos de se limitar a história podem ser decifrados nessas palavras de Diderot: “Com efeito, a finalidade de uma Enciclopédia é reunir os conhecimentos dispersos pela superfície da terra, expor o seu sistema geral aos homens com quem vivemos, e transmiti-lo aos homens que virão depois de nós; a fim de que os trabalhos dos séculos passados não tenham sido trabalhos inúteis para os séculos que se sucederão; que os nossos decendentes, tornando-se mais instruídos, se tornem ao mesmo tempo mais virtuosos e mais felizes, e que nós não morramos sem termos desmerecido do gênero humano.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Assim, da mesma forma que acho péssima a idéia de se limitar aquilo que deve ser passado a diante, também me incomodo com a oferta de muitas opções, pois ambos, um pela seleção e outro pela abundância, impõem limites. Não vejo nos limites um problema quando se sabe que eles existem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sei que a discussão parece estranha, não há uma verdade absoluta, mas qual seria a graça se tivéssemos todas as respostas, se tudo fosse simplesmente uma escolha entre verdadeiro ou falso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;De acordo com a previsão de Diderot, no futuro, os homens se dividirão em duas classes: de um lado, os que lendo pouco e fazendo as suas descobertas, irão acrescentando novos volumes já existentes; e, do outro lado, a classe dos homens que, não descobrindo (e não se preocupando em descobrir) nada, “se ocuparão a folhear dia e noite esses volumes, e a separar aí o que eles julgarão digno de ser recolhido e conservado”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É difícil saber o que está certo ou errado, pois cada caso necessita de uma solução diferente que pode estar na limitação ou na abundância. Um ou outro pode facilitar uma pesquisa, uma busca, uma resposta, por isso fica difícil para mim, concordar ou discordar de uma opinião, já que acredito que a generalização, em qualquer aspecto empobrece aquilo que se defende.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não posso dizer, por exemplo, que o jornal é melhor que uma enciclopédia e vice-versa, pois cada um tem a sua função certa em determinados casos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No texto de Paulo Serra, ele chama atenção para os tipos de informação que podemos encontrar. Há aquela que se dirige à curiosidade, que existe apenas para saciar o olhar inquieto, que sempre busca por novidades, mas que não se preocupa em absorver aquilo que é visto. Posso citar o Twitter, ótima forma de passar o tempo escrevendo, lendo e repassando “informações” que podem ser fundamentais como simples distração. Outro tipo é a informação que serve para divertir e agradar, que utiliza o recurso do choque e que dura exatamente o tempo do programa e acaba. Que tal usar como exemplo o Brasil Urgente, programa de Datena, apresentador sensacionalista, que por mais crítico que seja, torna-se apelativo muitas vezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Resumindo (o que não é tão legal assim): Muito do que encontramos e do que é produzido é instantâneo, no mesmo momento em que vemos, já acabou. São coisas consumidas na hora e que não surtem efeito. Aquilo que incomoda, não interessa, e o reflexo é mudar de canal ou parar de ler. Essa não é a fórmula certa para se prender um telespectador, um internauta. Todos sabem disso e é exatamente por esse motivo que as fórmulas da televisão e da internet não mudarão tão cedo, por mais opções que possamos encontrar. Afinal, porque mudarmos aquilo que está dando certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;OBS: Não concordo com muitas coisas que escrevi, tento criar alternativas, como “boa” zineira, porém reconheço as dificuldades e a existência de fórmulas praticamente imutáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3135388743923780928?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3135388743923780928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/que-abundancia-meu-irmao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3135388743923780928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3135388743923780928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/que-abundancia-meu-irmao.html' title='Que abundância, meu irmão!'/><author><name>Zine Qua Non</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14686248067494659682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://3.bp.blogspot.com/_EF9Dw8Ow1HA/SWyJvraiTuI/AAAAAAAAAMo/xieJmpJrjo0/S220/flores.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6708740907571871514</id><published>2009-12-04T11:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T11:29:48.086-08:00</updated><title type='text'>O conhecimento coletivo</title><content type='html'>Por Alexandre Santos de Morais               Matrícula 06008626&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catalogar a memória é algo que sempre foi feito através dos anos por meio das enciclopédias, que reúnem e organizam o conhecimento. Atualmente os buscadores virtuais, diferente das tradicionais enciclopédias, parecem se alimentar ininterruptamente das bases de informação e devolver tudo isso da maneira que o internauta solicitar.&lt;br /&gt;Sem dúvida, a internet desempenha um importante papel da democratização da informação e a ela são atribuídos novos sistemas de comunicação, que se desenvolvem independentemente da pauta social, ou seja, do jornalismo das empresas de comunicação.  O Google, em especial, faz um trabalho de referenciar a informação tal como uma enciclopédia e parece agregar tudo o que, em volume, a memória humana sequer sonha suportar. Retirar o conhecimento do indivíduo e situá-lo fora dele. Seria possível tal feito? Não precisaremos mais usar a memória, pois ela estará catalogada na internet pronta para ser usada de acordo com a demanda?&lt;br /&gt;Em Portugal, por exemplo, o site de buscas mais requisitado é o sapo.pt e não o Google, e isso se dá pelo fato de que as referências em língua portuguesa nos sites de pesquisa são geralmente brasileiras. O sapo.pt é um buscador mais voltado para o conteúdo de Portugal. Assim, podemos concluir que até a disponibilidade dos assuntos na internet, pelo Google ao menos, pressupõe uma organização política da informação. &lt;br /&gt;O grande problema está na concentração de conhecimento em um só ponto, e no efeito colateral desta imensa difusão de informações que é justamente o seu excesso, que não emancipa o indivíduo, mas o desorienta. Em especial, a postura adotada diante da internet a desconsidera como uma ferramenta e lhe dá um caráter superior de detentora dos conhecimentos. Os jornais, que antes eram o meio predominante de informação, hoje estão em crise por não darem meios alternativos de resposta ou interação com o conteúdo. &lt;br /&gt;A questão que envolve a internet e jornalismo se dá pela razão de que os meios digitais ultrapassam o controle do conteúdo antes exercido pela mídia. O que se dava em um movimento vertical, hoje se desenvolve horizontalmente. Assim, quem antes era consumidor, passa a ser produtor de conteúdo. E nesse aspecto o Hipertexto se encaixa como uma espécie de construção do saber que se mostra em aberto, pois mais pessoas podem adicionar os dados que julgarem necessários a aquele tipo de informação. &lt;br /&gt;Neste sentido, como enciclopédia, a internet pode cumprir muito bem a missão de receber os saberes de diversas fontes e condensá-los, porém, não pode substituir a capacidade humana de contextualizar os saberes, que são dados a partir de uma assimilação. E é assim que surgem as dificuldades em lidar com o bombardeamento, uma vez que a velocidade das informações independem do ritmo de internalização da notícia.&lt;br /&gt;Portanto, é necessário perceber que o acesso aos fatos por meio da informação, independente da forma com a qual ela se dá, é produto de uma segunda visão deste fato, passível à visão de quem a produziu. Logo, o princípio para se entender a criação de uma memória coletiva, como uma enciclopédia, e entender o Hipertexto, é conferir a estes o caráter de serem obras da individualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6708740907571871514?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6708740907571871514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-conhecimento-coletivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6708740907571871514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6708740907571871514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-conhecimento-coletivo.html' title='O conhecimento coletivo'/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3092186169249795164</id><published>2009-12-04T08:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T08:17:31.051-08:00</updated><title type='text'>Não precisamos mais lembrar... Temos o Google!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Elisangela F. Silva &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;“Algumas coisas o homem não deve saber. Para todas as outras existe o Google”. Isto resume, de forma amadora e precária, a intenção do hipertexto e links de substituir os projetos dos enciclopedistas - de organizar, hierarquizar, relacionar e transmitir o conhecimento. A idéia em si não é ruim, apenas impossível. Sempre me pergunto, “que cargas d’águas, eles pensavam quando idealizaram o projeto de etiquetar o conhecimento?”. Teriam que ter mais vida que um gato, viver mais que Matusalém, afinal de contas, eles próprios se angustiaram em perceber que o projeto é tão complexo e infinito, quanto o universo e o conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Que fique claro que trabalhos de catalogação foram, e continua sendo, importante para novas descobertas e manutenção do que já foi realizado. Os registros da informação por parte dos enciclopedistas não foram em vão (Que atire a primeira pedra quem nunca usou uma enciclopédia para descobrir algo ou verificar que se uma coisa tem relação com outra!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Ao longo da história diversas linhas editoriais, políticas, econômicas e sociais foram criadas para explicar e registrar o conhecimento. Em todos os projetos a intenção era a mesma: realizar o sonho moderno de conservar e transmitir o máximo de memória possível, porém, os enciclopedistas confundiam conhecimento com informação. Nos exemplares (e mais tarde na internet) havia registro da informação, por meio dela é possível se chegar ao conhecimento, contudo o acréscimo de informação não acarreta necessariamente um acréscimo de conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;O acumulo de informação sem reflexão conduz à redução do conhecimento, uma vez que o não entrelaçamento entre as memórias adquiridas transforma os indivíduos em verdadeiros Funes – personagem de Jorge Luís Borges caracterizado por registrar e recordar tudo, porém não consegue distinguir o memorável e o desprezível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Os meios de comunicação trazem consigo a intenção elaborada pelos enciclopedistas e apresentam a mesma positividade e os mesmo problemas. Na tentativa de informar o mais rápido possível, com o maior número de informação, a imprensa acabar por desinformar o interlocutor. A televisão e a internet despejam um conteúdo mesclado em que um fato histórico tem relação com a novela que por sua vez tem relação com um filme e assim por diante, misturando realidade cotidiana com uma realidade fabricada, ficcionalizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Refiro-me a internet e a televisão em especial porque são os meios em que esse processo está mais avanço, e consequentemente, mais visível. Na internet, a enciclopeditização da informação ganhou proporções inimagináveis, quer dizer, pensadas sim pelos primeiros enciclopedistas que acreditavam ser possível a racionalização da memória. Hoje um simples clique no mouse, permite que o interlocutor, ou leitor (como referir) pule diretamente para aquela outra referência, e assim por diante, num processo quase infinito de busca e cruzamento de informações aparentemente dispares ao primeiro olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Possibilidades infinitas de ligações, links, assuntos em um tempo proporcionalmente pequeno. O Google faz isso, acumula informação e num simples “enter” páginas e mais páginas aparecem sobre o assunto e suas relações. As informações, assim como eram nas enciclopédias, estão ali para serem pesquisadas, cabe ao internauta interpretá-las e perceber os limites de sua pesquisa, caso contrário, uma informação sobre golfinhos, por exemplo, pode ir parar no passeio da Xuxa a um parque aquático. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;A tecnologia, mais especificamente a informática, dá à sociedade a imortalidade tanto buscada, acumula a memória que há tanto tempo é perseguida. A máquina consegue atingir a quase perfeição no acumulo, registro, ligações e transmissão de informação. A memória é a força motora social. Para Nietzsche, ela é o poder social, que também nos separa dos outros animais e de si mesmo, Michel Foucault também afirma isso quando argumenta dizendo que o saber/conhecimento é uma forma de poder. A memória está estritamente ligada ao acumulo de conhecimento, é por meio dela que o homem tenta se tornar imortal fazer-se lembrar. Embora nossa mente guarde muita informação, não fomos “organizados” para isso, não superamos um computador ou o Google que possui uma infinidade de rede de relação entre assuntos. Somos limitados, o Google aparentemente não!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;A idéia de disponibilizar o maior número de informação no site faz-se crer que todo o conhecimento mundial está a nosso alcance, na tela do computador. Esse pensamento faz surgir frases que refletem a abrangência do site: “o que vai acontecer, só Deus e o Google sabe”, “Deus sabe de tudo, está em todos os lugares, portanto Deus é o Google”, “Se não está no Google é porque não existe”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;É como inicio o texto, tudo que a humanidade precisa saber está no Google? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3092186169249795164?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3092186169249795164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/nao-precisamos-mais-lembrar-temos-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3092186169249795164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3092186169249795164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/nao-precisamos-mais-lembrar-temos-o.html' title='Não precisamos mais lembrar... Temos o Google!'/><author><name>Elisangela Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11564689832731909943</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7757363015933365890</id><published>2009-12-03T10:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T10:28:11.410-08:00</updated><title type='text'>Aviso: texto descartável</title><content type='html'>Por Fabiana Nanô 05007458&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez pela data, um tanto tardia, meu “post” é publicado depois dos da maioria de meus colegas. Eu poderia tirar vantagem dessa posição privilegiada e “dialogar” com diversos textos “escritos” abaixo. A aparente natureza democrática da internet permitiria essa “conversa”. Mas a verdade é que, depois de ler seis ou setes páginas do blog, cansei. Minha mente já não processava mais tanta opinião, tanta informação. Se continuasse, eu não conseguiria produzir o meu próprio texto.&lt;br /&gt; Tampouco conseguiria dialogar com os outros “posts”. Ao conhecer a opinião de todos os meus colegas, não conheci nenhuma. Ok, talvez uma ou outra tenha me chamado a atenção, mas porque eu já tinha feito uma prévia reflexão, fora do espaço da internet, sobre o assunto. O diálogo virtual é impossível. O blog é, por excelência, o espaço onde todos colocam suas opiniões e não se chega a lugar nenhum.&lt;br /&gt; É infrutífero, contraproducente, desumano, saber tudo. A Internet, assim como a sua irmã mais velha Enciclopédia, não passam de ferramentas desumanas criadas por seres humanos. E qual a finalidade? No caso da enciclopédia, enquadrar todo o conhecimento em um espaço reservado e imutável? Tal projeto já nasce fracassado por vários motivos. Citarei dois. Em primeiro lugar, o conhecimento muda a todo momento. E, segundo, o fato de selecionar o que irá ou não para a enciclopédia indica um recorte, e não uma totalidade. (Na minha opinião, isso é ótimo, os recortes não são apenas necessários, mas vitais.) Diderot e D’Alembert conheciam estes problemas inerentes ao projeto da Encyclopédie, porém não deram o braço a torcer. Eram, antes de tudo, iluministas.&lt;br /&gt; A internet, aparentemente, veio para preencher tais lacunas. O conhecimento guardado na rede atualiza-se em tempo real e pode ser visto e modificado (acrescentado) por qualquer pessoa, em qualquer lugar. Repito: aparentemente. Pois, assim como a enciclopédia, a internet já mostra-se um fracasso neste aspecto. &lt;br /&gt; Primeiramente, pela questão do próprio conhecimento. O internauta que entra na rede sem saber previamente o que procura acabará perdido, sem rumo, passando de um site para outro, lendo várias opiniões sem chegar a nenhuma, completamente esvaziado de sentido.&lt;br /&gt; Existe, além disso, uma questão de caráter político e econômico: quem tem acesso à internet? Os miseráveis, os excluídos? Eles finalmente ganharam voz? Acredito que não. A rede é usada como mais um instrumento de concentração de poder. Engana-se quem acredita que Facebook, Twitter e Wikipédia são espaços democráticos. Pelo contrário, são muito bem controlados por corporações nada virtuais.&lt;br /&gt; Além disso, tanto a enciclopédia quanto a internet foram criadas pelos e para os países ricos, detentores das tecnologias mais avançadas. A enciclopédia é filha do Iluminismo e da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O projeto, apesar de ser fruto de escolhas feitas por homens de um dado contexto, se declarava universal. A internet, por sua vez, se diz democrática. Porém, é um espaço repleto de filtros e controlado por megacorporações norte-americanas, em sua maioria.&lt;br /&gt; É preciso ser muito esperto para usar a rede virtual da maneira que melhor lhe convém. É um espaço pouco transformador que nunca vai substituir a conversa entre amigos, o olho no olho. O contato humano segue fundamental para a sobrevivência, assim como a memória imperfeita segue essencial para a construção do sentido.&lt;br /&gt; Poderia, agora, transportar o debate sobre a contenção do conhecimento para o jornalismo e criticar o excesso de informação que nos leva a não refletir. De fato, não refletimos. “O que fazer?”, é a pergunta que me vem à cabeça. Infelizmente, ainda não tenho resposta.&lt;br /&gt; Por isso, agora me contento em publicar esse texto, sabendo que, quando for postado, será mais uma opinião no meio de outras tantas. O que, antes, era uma opinião minha, toda especial, vai virar uma opinião banal. Sei também que bastará um clique no meu mouse para que o artigo apareça no blog e, da mesma forma, um clique no mouse do professor para que seja deletado para sempre. Quanta banalidade! Que situação deplorável, ou melhor, descartável! (Ao menos resta a sensação de “missão cumprida”, de texto feito e entregue.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7757363015933365890?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7757363015933365890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/aviso-texto-descartavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7757363015933365890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7757363015933365890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/aviso-texto-descartavel.html' title='Aviso: texto descartável'/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6293913495191521997</id><published>2009-12-03T02:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T06:13:27.616-08:00</updated><title type='text'>O mundo a um clique</title><content type='html'>Li alguns dos artigos desse site antes de tentar bolar o meu próprio. Notei que grande parte deles traçava um paralelo entre os textos de Paulo Serra, Olga Pombo e Antonio Honfeldt, e terminava em análises sobre como a rede mundial de computadores se mostra como um ambicioso projeto de arquivar e fornecer todas as informações ao acesso de um clique -- o que pode não dar certo, visto que a quantidade de informações no ambiente online é tão grande e infinita que acaba por perder seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Paulo Serra, em Informação e sentido, aborda essa questão de forma clara: “Grande parte dos teorizadores da "sociedade da informação" - que partilha, com os iluministas, da crença otimista de que o conhecimento tem um caráter auto-formador e emancipatório -, tende a pensar que mais informação leva, necessariamente, a um acréscimo de conhecimento. No entanto, e a acreditarmos em autores como Postman e Baudrillard - que podemos considerar, neste aspecto, como paradigmáticos -, o acréscimo de informação não só não acarreta um acréscimo de conhecimento como conduz, mesmo, ao seu decréscimo; assim, e para citarmos a conhecida fórmula de Baudrillard, "estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido", em que a "inflação da informação" corresponde uma "deflação do sentido"”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Jorge Luis Borges, no conto Funes, o memorioso, já prevê o que esse excesso pode trazer. O homem que possui a maior memória do mundo vive isolado;  ele grava e recorda, mas nem sempre consegue pensar, por não ser capaz de selecionar o que deve ser lembrado e o que deve ser jogado fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Dez anos atrás, o termo internet era quase desconhecido para a grande maioria das pessoas. Hoje, ela se tornou uma ferramenta poderosa e mundialmente conhecida e utilizada, com uma coleção absurda de serviços e pesquisas, capaz de conectar pessoas de um lado a outro do globo em poucos segundos. Existe hoje um excesso de informação sobre praticamente qualquer assunto, onde quer que se possa acessar a internet. É como se cada um de nós tivesse acesso a um Funes, o Memorioso, que pudesse ser consultado quando bem quisermos. A rede mundial deixou de ser apenas uma longa coleção de páginas; hoje ela envolve quantidades incalculáveis de informação com dados, imagens, vídeos, músicas, textos, artigos, resumos, coletâneas, livros, blogs, enciclopédias virtuais --- para citar alguns dos recursos de que ela dispõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Das centenas de milhares de maneiras de compartilhar informação na internet, pego como exemplo uma parte significativa dela: os blogs (ou em estrito senso, um weblog, ou fotolog, ou blog, ou registro, ou diário on line). Os blogs têm uma história tão antiga quanto a internet. Em 1999, contavam-se algumas dezenas deles; hoje, são milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A explicação desse aumento tão significativo foi dada pelo criador da primeira ferramenta que possibilitou seu sucesso: Andrew Smales, que lançou o pitas.com alguns meses antes do surgimento do blogger, em 1999. Disse Smales que “as pessoas gostam de se intrometer na vida alheia. Ler outros blogs é uma forma de voyerismo. Ter seu blog vistado, uma forma de exibicionismo”. Mas independente de entendermos a fórmula de seu sucesso, faz-se mister reconhece-lo como uma forma alternativa de jornalismo. Isso devido a uma razão histórica muito importante: nunca antes foi possível a uma só pessoa escrever, editar, diagramar e publicar seu próprio produto editorial – e ser lido por um público de milhares de pessoas – gastando entre nada e 100 dólares por ano. Nunca antes surgiram tantas pessoas dispostas a fazer jornalismo sem passar por uma redação. Claro que muito do que vemos como notícia - nessa mídia especificamente – não passa de tentativas infecundas de despejar verdades, crendices e valores sem fazer jornalismo de verdade. Ou seja, sem apurar, sem checar, sem avaliar. Mas existe, para nossa sorte, muita gente fazendo jornalismo. E bom jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Quanto mais segmentado e mais específico, possivelmente melhor será a cobertura de determinado fato, e mais pontos esse blog vai ganhar em relação à concorrência de jornais e revistas, por exemplo. A verdade é que se os veículos de comunicação e os jornalistas mudarem a maneira de produzir as histórias e trouxerem o leitor não para a confortável situação de receptor de seus conteúdos, mas de co-partícipe de seus esforços jornalísticos, poderão informar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O jornalista Matt Welch, em artigo para a Columbia Journalism Review, afirma que cada novo fenômeno no mundo das publicações é precedido por um grande avanço na tecnologia de impressão. A Renascença, desse ponto de vista, garantiu os tipos móveis de Guttenberg (com isso, a Bíblia foi impressa em larga escala). Formas mais baratas de papel de imprensa são precursoras do jornalismo popular de Pulitzer e Hearst. Pode-se dizer que o hipertexto seria o sonho dos criadores da enciclopédia francesa de 1750?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A idéia dos pensadores iluministas Diderot e D’Alembert era não só reunir todo o conhecimento da humanidade em uma mídia impressa, mas também catalogá-lo segundo critérios científicos. A enciclopédia dos iluministas encontrou diversos obstáculos, entre eles a dificuldade para atualizá-la, uma vez que era um processo bastante dispendioso realizar novas pesquisas e novas edições periodicamente. Além disso, havia um lapso significativo de tempo entre a pesquisa da informação e sua consulta, ou seja, parte das informações inevitavelmente se desatualizaria. Com a revolução tecnológica vivida na segunda metade do século XX, o antigo projeto dos enciclopedistas do Iluminismo ganhou novo fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A grande vantagem da internet é a falta de fronteiras, é o espaço infinito disponível nessa mídia. O hipertexto, ou seja, o reenvio virtual entre todos os conceitos e endereços dos servidores de internet do mundo, é ilimitado. Cada palavra e cada conteúdo pode estar interligado a milhares de outros, e só o que precisamos fazer é dar mais um click na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       No texto “Enciclopédia e Hipertexto, O Projeto”, Olga Pombo defende que o hipertexto “é o limite ideal da enciclopédia, isto é, a de que a relação entre as diferentes formas de organização da totalidade do patrimônio cognitivo de uma época (enciclopédia) e as técnicas de reenvio virtual entre todos os conceitos ou todos os endereços conservados nos servidores de todo o mundo (hipertexto) é mais fundamental do que aparece de forma imediata”. O hipertexto desafia o ideal textual e renova as medidas antiquadas, mas gera desorientação, sobrecarga, banalização e indiferenciação dos conteúdos vinculados, o que expõe problemas de legitimação e credibilidade. Afinal, como podemos confiar no que lemos na internet, se qualquer pessoa no mundo pode ser responsável por aquele conteúdo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Thais Cortez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6293913495191521997?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6293913495191521997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-mundo-um-clique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6293913495191521997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6293913495191521997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-mundo-um-clique.html' title='O mundo a um clique'/><author><name>Th</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13457118000519825882</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5655351738367838689</id><published>2009-12-01T20:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T20:08:36.608-08:00</updated><title type='text'>Enciclopédia Virtual</title><content type='html'>Alessandra Natasha Costa Ramos (06008625)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em meio a um turbilhão de imagens e informações que nos são lançadas diariamente  por meio da internet e outras mídias. A profusão desse material e a rapidez como isso tem se imposto no cotidiano das pessoas põe em xeque até que ponto documentos palpáveis (livros, jornais, revistas, etc.) sobreviverão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet, muito além de ser uma propulsora das mais variadas formas de comunicação, é uma ferramenta com forte viés democrático no sentido de possibilitar o acesso do que antes era restrito a quem pudesse pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da web, para se ter acesso ao conteúdo de jornais ou revistas, era preciso ir à banca comprar o seu, ou fazer a assinatura. Depois da internet, podemos acessar as notícias com um simples clicar do mouse. Obviamente que há uma parte reservada a quem compra o jornal, afinal de contas, se fosse completamente liberado, provavelmente as publicações impressas seriam extintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto de teia virtual, em que as contribuições de conteúdo vêm por todos os lados, o Hipertexto —técnicas de reenvio virtual entre todos os conceitos ou todos os endereços conservados nos servidores de todo o mundo— se estabelece criando uma relação com a idéia de enciclopédia —organização da totalidade do patrimônio cognitivo de uma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não basta apenas evidenciar essa relação entre Hipertexto e Enciclopédia. Segundo Olga Pombo, é necessário compreender em que medida o hipertexto prolonga, ou menos, se articula com o projeto enciclopedista.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Devido ao crescimento e especialização dos conhecimentos que se verifica desde o século passado, a morte da enciclopédia havia sido anunciada. Porém, com o advento do hipertexto criado no universo das novas máquinas informáticas e da sua ambição totalizadora, esse quadro pode mudar, adquirindo moldes mais dinâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, a rede é parâmetro da existência para muita gente. Quem hoje em dia não possui e-mail? Este endereço eletrônico foi incorporado às fichas de inscrição, assim como o telefone e o endereço residencial estão há muito ali. Os blogs se proliferaram numa velocidade incrível e tomou formas inimagináveis da época de sua criação até agora. De mero diário eletrônico, os blogs tem se configurado cada vez mais em verdadeiras fontes de informações especializadas. Jornalistas migraram para lá. O Twitter virou um fenômeno nos últimos tempos. Para quem não deseja dissertar sobre grandes assuntos, os 140 caracteres máximos do Twitter vem bem a calhar. MySpace, Orkut, Facebook... E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tantos sites de relacionamento social, de compartilhamento e publicação de conteúdo, nunca a totalidade cognitiva de nosso tempo ficou tão difícil de se compreender em um único lugar engessado como um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com o alcance cada vez maior das ferramentas de busca para mapear tudo o que existe na rede e dessa colaboração multilateral, pode-se dizer que o hipertexto tem feito as vezes do que convencionou pensar como enciclopédia, no sentido de que ela tem captado os conteúdo cognitivos de seu tempo a partir da publicação das próprias pessoas desse universo físico e virtual,  e tem disponibilizado isso para quem quiser acessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse novo contexto, assim como diz Olga Pombo, o que se ganha é uma nova ideia de unidade. Não uma unidade hermética, mas uma unidade sempre inacabada, variada, aberta, descentrada de si própria, combinatória. Unidade esta amadurecida, capaz de conviver, com todas as derivas, aceitar todas as diferenças, deixar-se prolongar por todos os labirintos, arriscar-se a destinos imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o hipertexto capaz de estabelecer uma nova idéia de enciclopédia, uma em que as informações se renovassem e se atualizassem continuamente por meio da colaboração de diversas pessoas em qualquer parte do globo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5655351738367838689?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5655351738367838689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/enciclopedia-virtual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5655351738367838689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5655351738367838689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/enciclopedia-virtual.html' title='Enciclopédia Virtual'/><author><name>Alessandra Natasha Costa Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02567860950613117057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4732959904168805131</id><published>2009-12-01T19:43:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T19:48:34.323-08:00</updated><title type='text'>Regulamentar para Racionalizar ou Transformando o excesso em abundância</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Clara Caldeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diferente da conclusão a que chegam Postman e Baudrillard - acerca da insuperabilidade das contradições que envolvem o projeto de construção de uma memória artificial a partir da informação - defendo a busca por uma solução para essa equação nos moldes em que ela se configura hoje: a web.&lt;br /&gt;É importante ressaltar em primeiro lugar que por mais que Paulo Serra utilize em seu texto Informação e Sentido a enciclopédia como metáfora para a hiper-memória das redes, ambas se distingue em inúmeros aspectos. O mais importante deles é que a enciclopédia enquanto modelo de catalogação de informação foi superada, ficou no passado, enquanto a internet ganha importância a cada dia e promete ocupar uma parcela cada vez maior na construção do futuro.&lt;br /&gt;Ao invés de enveredar por um dos dois caminhos teóricos mais comuns quando o assunto é a sociedade da informação, proponho uma atitude mais realista. Deixando de lado a demonização e a exaltação exacerbada da atual abundância de informação, sugiro a análise do que temos de fato. Creio que não cabe mais a nós dizer se a web deve ou não existir e prevalecer enquanto principal veículo de acesso e organização de dados porque, na prática, ela já existe e já atua como tal. Devemos então tentar compreender em que circunstâncias essa atividade pode ser ou não produtiva e enriquecedora e como assegurar que o consumidor/leitor saiba fazer essa diferenciação.&lt;br /&gt;Em tese, é muito interessante um contexto no qual todas as pessoas tem igual possibilidade de acesso à informação, de manifestação pública e de alcance de interlocutores. A princípio a idéia parece muito democrática. Mas é preciso considerar que vivemos uma realidade onde as pessoas tem capitais intelectuais e financeiros distintos, o que, no limite, possibilita a existência de dominadores e dominados no âmbito da informação.&lt;br /&gt;Um exemplo citado por Sylvia Moretzsohn no livro Pensando Contra os Fatos para ilustrar como o ciberespaço acaba reproduzindo as relações de poder existentes na sociedade é o da eleição de Bush em 2004. Na época, os blogs republicanos se articularam rapidamente e conseguiram impedir a disseminação de um boato sobre o candidato. Desmentiram a acusação à tempo, e ainda divulgaram a hipótese de uma conspiração democrata.&lt;br /&gt;O criador da Wikipédia por exemplo, transpôs a lógica neo liberal para as comunicações. Segundo sua linha de argumentação, assim como o mercado, a comunicação e o fluxo de informações se auto-regulam. Ele defende, no caso da Wikipédia, que o melhor modo de garantir informação verídica e de qualidade é o olhar atento dos leitores, que caso não se satisfaçam com um determinado conteúdo, agirão para modificá-lo. Um dos problemas desse pensamento é que ele importa a lógica do mundo real para o virtual de forma incompleta.&lt;br /&gt;Segundo Bowman e Willis no livro We the Media “Os Weblogs deram a qualquer um com o devido talento e energia a condição de ser ouvido amplamente na Web.”. A questão é que não são apenas conteúdos fruto de talento e energia que estão disponíveis na Web podendo ser amplamente acessados. A “democracia virtual” é portanto uma faca de dois gumes, que nos conecta com todo tipo de informação: relevante ou inútil, confiável ou duvidosa, bem fundamentada ou precipitada.&lt;br /&gt;Como alerta Sylvia Moretzsohn, ainda na referida publicação, um dos maiores problemas do meio virtual são as condições para se tornar referência dentro dele. Essa condição não vem, como deveria ser obvio, da credibilidade que os autores conquistaram como políticos, comentaristas, colunistas, etc. O terreno da web é propício à desqualificação das instituições e à diluição dos referenciais teóricos que diferenciam por exemplo a notícia e a opinião relevantes e bem fundamentadas, do besteirol.&lt;br /&gt;Voltando à questão da abundância de informação (que fazendo uma outra opção semântica poderíamos chamar excesso), não vejo como uma atitude sábia tentar conter esse movimento que a internet possibilitou. Essa conjuntura constitui uma nova realidade já bem estruturada, uma tendência que dificilmente será contida e levará, cada vez mais, em direção à multiplicidade. O jornalismo de qualidade, por exemplo, pode surgir em qualquer “lugar”, mas nem todos os “lugares” produzem um bom jornalismo. É com esse paradigma que temos que lidar e é para ele que temos que pensar soluções.&lt;br /&gt;No texto Enciclopédia e Hipertexto. O Projeto, Olga Pombo defende que no hipertexto (reenvio virtual entre todos os conceitos/endereços dos servidores de todo o mundo) não há qualquer limite de extensão. Para a autora isso tem como efeito a desorientação, a sobrecarga, a banalização e a indifererenciação dos conteúdos vinculados, o que arrasta consigo problemas de credibilidade, legitimação e erro.&lt;br /&gt;De acordo com o texto Informação e Sentido de Paulo Serra a possibilidade de uma seleção de conteúdo “pressupõe que o cibernauta já possua, previamente à sua entrada no ciberespaço, informação (conhecimento) sobre a informação que lhe interessa procurar”. Essa constitui a questão central para uma possível solução da equação a que me referi no primeiro parágrafo. Para entender melhor como ela poderia ser resolvida no âmbito digital vamos tomar, não à toa, como exemplo a atividade jornalística no ciberespaço.&lt;br /&gt;Por isso, a atividade dos blogs, assim como a atividade de qualquer endereço que venha a se instalar na web, pode e deve ser ter sua legitimidade reconhecida, contanto que devidamente categorizada de acordo com critérios a serem criados. E agora, chegamos a um ponto crucial. Um assunto polêmico, mas inevitável no presente contexto: regulamentação.&lt;br /&gt;Seria necessária a estruturação de um órgão regulador competente, que contasse com uma comissão de internacional de especialistas para a análise dos conteúdos disponíveis no ciberespaço. Não por acaso esta comissão se assemelharia muito às equipes de especialistas a nível planetário responsáveis pela atualização constante da enciclopédia Universalis, mencionadas por Olga Pombo em seu texto.&lt;br /&gt;Essa classificação seria executada por seres humanos (e não por sistemas de dados) por meio de uma espécie de selo que atestasse sua credibilidade, assegurando ou não a confiabilidade de determinado conteúdo. Assim, as pessoas teriam a liberdade para acessar o que quisessem, mas com a opção de seguir a orientação de especialistas (a comissão) quando quisessem procurara por algo realmente confiável. O objetivo dessa categorização seria racionalizar o universo do hipertexto descrito pela referida autora como acéfalo, transformando o excesso de dados em abundância de informação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4732959904168805131?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4732959904168805131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/regulamentar-para-racionalizar-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4732959904168805131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4732959904168805131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/regulamentar-para-racionalizar-ou.html' title='Regulamentar para Racionalizar ou Transformando o excesso em abundância'/><author><name>Clara Caldeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00745018903798750977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4673972669874503240</id><published>2009-12-01T16:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T16:56:18.935-08:00</updated><title type='text'>Rede ou teia de aranha?</title><content type='html'>Filippo Cecilio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que sempre defenderam a democratização das comunicações, a internet poderia representar a consolidação de todas as utopias. Um espaço ilimitado para produção e divulgação de conteúdo, com acesso garantido a qualquer pessoa que tenha condições tecnológicas para tanto. Contudo, a constituição da esfera pública perpassa diversas outras questões e interesses (econômicos, políticos, ideológicos) que não permitiram que a internet se consolidasse como esse espaço emancipador da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento da rede que interliga os computadores de todo mundo serviu para botar por terra o poder antes concentrado nas mãos dos donos das empresas jornalísticas. Com o fim da esfera pública e a valorização cada vez mais aguda do individualismo, o homem contemporâneo perdeu a real noção de seu papel enquanto agente transformador de sua realidade. Essa solidão que sentimos mesmo no meio de uma multidão é reforçada diuturnamente pelo fascínio hipnótico e veloz exercido pelos meios de comunicação. Essa concepção estetizada da vida ganha força no imaginário coletivo criado dentro do que Guy Debord definiu como "Sociedade do espetáculo". Trata-se da já conhecida sociedade de consumo apoiada no alcance dos meios de comunicação. O espetáculo acaba por assumir a forma de ser da sociedade do consumo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da aparência que confere algum sentido a essa sociedade esfacelada. É o mais alto grau de evolução do fetichismo da mercadoria - que faz a ligação direta entre felicidade e capacidade de consumo. Debord diz que os meios de comunicação são a "manifestação superficial mais esmagadora" dessa sociedade do espetáculo, que torna os indivíduos infelizes e solitários no meio da massa de consumidores. A relação entre os homens e os avanços da tecnologia vem se modificando a uma velocidade infinitamente maior do que nossa capacidade de compreensão. Justamente por isso os meios de comunicação vêm sofrendo tanto para se adequar às novas demandas e encontrar seu lugar nessa convergência sem fios de mídias. O principal seria encontrar um sentido nisso tudo, mas a postura de se deixar levar pela maré que os veículos adotaram está distante disso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa quantidade de informação recebida mais atrapalha do que de fato contribui para a formação de um senso crítico nos cidadãos. Não há tempo para reflexão, ponderação. Mal se acaba de digerir um fato, já vêm mais outros tantos, simultaneamente, para serem codificados e armazenados em nossos cérebros. Cria-se assim uma amnésia. Se o que interessa é a novidade - produzida em ritmo cada vez mais frenético - o receptor abandona qualquer crítica para sempre estar pronto para a próxima notícia. E essa falta de tempo para entender os fatos apresentados estimula a repetição de clichês, preconceitos e concepções já formadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeremy Rifkin, no livro “A era do acesso”, afirma que o capitalismo está se reinventando na forma de redes e começando a deixar os mercados para trás. "No processo, novas formas de poder institucional estão se desenvolvendo, e se tornando melhores e potencialmente mais perigosas que qualquer coisa que a sociedade tenha experimentado durante o longo reinado da era do mercado". A teoria dele afirma que o ato de alienação da propriedade - ou seja, a troca negociada entre vendedor e comprador -, cerne do que constitui um sistema de mercado, está se tornando menos freqüente nesse mundo virtual de nossos dias. Aproveitar o acesso de curto prazo é mais importante que comprar a ter posse de longo prazo. Transformar um relacionamento entre partes em commodity para acessar e partilhar propriedades tangíveis e intangíveis é a essência da abordagem baseada em rede à vida comercial. Esse avanço dos meios de comunicação e tecnológicos não é algo deslocado da realidade. O pensamento neoliberal vem à cena para consolidar a agenda conservadora, retraindo a ação do Estado em favor das grandes corporações e do fluxo livre de capitais, abalando os sindicatos, disseminando o desemprego, rebaixando a massa salarial e concentrando a renda. Não foi pequena a epidemia mundial das privatizações, das reengenharias, das flexibilizações e das megafusões entre grandes empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa a prevalecer a auto-regulação do mercado, sem intervenção estatal, o que fortalece o livre jogo das forças do mercado e das finanças internacionais e enfraquece quaisquer mecanismos de proteção à economia nacional ou às garantias dos trabalhadores.  Concomitante ao advento do neoliberalismo veio a Revolução Microeletrônica - extrema magnitude e aceleração - que reconfigura um universo de possibilidades e expectativas e leva à imprevisibilidade, presentificando o horizonte de perspectivas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos que vêm em favor desse rearranjo enfatizam o que é caracterizado como sendo seus aspectos positivos: a difusão de idéias e informações, a atualização e transferência das tecnologias, o rebaixamento dos custos das mercadorias e a ampliação das opções para os consumidores. O tecnicismo exacerbado aboliu a crítica. Porém, a crítica repensa, faz um juízo dos avanços e, sem ela, novos avanços não aconteceriam.  Quando, nesse efeito loop, a crítica é minada, a identidade daquela comunidade se perde. O imediatismo e as inovações tecnológicas colocados numa velocidade atroz tornam a crítica cada vez mais escassa e menos profunda, restando aos indivíduos às perspectivas limitadas, à técnica e à liberdade de escolha de consumo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova sociedade, ao mesmo tempo em que emancipa, aprisiona. A alteração no padrão de comportamento imposto pela mecanização muda os valores da sociedade, e como é tudo tão veloz e todos estão ocupados, praticamente ninguém conhece ninguém e a forma prática de identificar e conhecer os outros é a mais rápida e direta: pela maneira como se vestem, pelos objetos simbólicos que exibem, pelo modo e pelo tom com que falam, pelo seu jeito de se comportar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se analisar a atual crise econômica deflagrada pelo mercado imobiliário, percebe se o efeito looping - período em que a crítica, elemento essencial para o avanço, é deixada de lado e o que se nota são medidas tomadas em cima de erros (sem a menor reflexão), que por sua vez resultam em novos erros e medidas. Na fase de progresso econômico e tecnológico, até o rebente da crise, o sistema neoliberal era maravilhoso, auto-regulatório, passível de absorver as mais gritantes contradições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bancos, depois de muito jogar com "dinheiro a receber" (hipotecas), percebem que os compradores a crédito não têm como pagar suas dívidas e vêm todo o capital especulativo se dissolver, se deparando apenas com os "papéis podres" (hipotecas impagáveis) e com retração de liquidez. O frenesi do mercado especulativo incitou a reflexão em torno da economia neoliberal, rompendo com o looping e dando margem a novas perspectivas táticas. Temos, portanto, as maiores e melhores razões para refletir criticamente sobre os descaminhos da técnica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliado a isso, o obscurecimento das referências de tempo e espaço em conseqüência da globalização tende a minar as culturas regionais. Todos os produtos e mercadorias transitam pelo globo, de um lado a outro, chegando às mais diversas culturas. Poderia ser interessante, não fosse o fato de que a indústria cultural se limita a disseminar o pensamento imperialista ocidental, com seus valores e práticas que não permitem desvios de interpretação e conduta. Assim, com a disseminação hegemônica do "american way of life", sobra pouco espaço para as culturas regionais e suas particularidades.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advento da tecnologia como nova teoria do conhecimento científico atende às necessidades do homem em controlar seu mundo, prever fatos e acabar de vez com seus medos. Esse mesmo mundo que antes mantinha uma relação de troca passa a ser o mundo ameaçador por ser desconhecido em seu todo, daí então, dá-se a necessidade de dominá-lo e o usá-lo em próprio favor. O uso da tecnologia para obtenção de recursos naturais, bens de consumo e lucro, tem seu preço. A função humana nas indústrias se reduziu, limitando-se a pouco (nada) mais do que produção, manutenção e programação das máquinas, resultando em desemprego (demissões em massa).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ocupações restantes exigem muito dos funcionários, que têm de se especializar cada vez mais. A tecnologia é usada como estrutura de funcionamento, nos termos relacionados aos meios de produção. Nesses casos não há uma referência feita ao produto final, mas sim as estrutura e ao sistema pelo qual o produto passa antes de ser finalizado. Com essa lógica de eficácia, surge uma sociedade voltada apenas ao que é funcional e que órbita ao sistema de consumo, eliminando as utopias e ideologias por não desempenharem papéis no novo sistema funcional e consumista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos países ditos de Terceiro Mundo, a justificativa dada pelos funcionalistas (profetas da tecnologia) para suas problemáticas, limita-se não apenas ao atraso tecnológico, mas dá-se por uma razão mais crítica: as culturas desses países de Terceiro Mundo caracterizam-se como não-funcionais. São povos que não possuem estruturas suficientes (pensamento funcionalista) para se adequar as novas tecnologias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição de subdesenvolvimento para desenvolvimento significaria não somente a implantação da estrutura funcional da tecnologia através de um processo de industrialização, como também a destruição de uma cultura que nem pode resistir nem pode subsistir lado a lado com o estilo de vida funcional. Vemos, portanto, a estreita relação entre globalização, tecnologia, cultura hegemônica e a desumanização das relações entre os homens como conseqüência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as pessoas se isolam umas das outras seja por competitividade ou pelo medo - estimulado - da violência. A internet, portanto, neste início de século XXI, seria a consolidação do ideal iluminista de Diderot e D'Alambert, que imaginavam a escrita como instrumento para o registro de toda a produção cultural humana. A quimera iluminista de armazenar o conhecimento humano acumulado em um livro, assim como os meios de comunicação que prevaleceram até o surgimento da revolução tecnológica, encontra enfim seus limites.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4673972669874503240?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4673972669874503240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/rede-ou-teia-de-aranha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4673972669874503240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4673972669874503240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/rede-ou-teia-de-aranha.html' title='Rede ou teia de aranha?'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04226869888879375505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-721895844043615707</id><published>2009-12-01T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T16:55:05.868-08:00</updated><title type='text'>O brilho eterno de uma mente sem lembranças</title><content type='html'>&lt;em&gt;“hoje em dia, por toda a parte, &lt;br /&gt;são as memórias artificiais que apagam a memória dos homens, &lt;br /&gt;que apagam os homens da sua própria memória".&lt;br /&gt;Jean Baudrillard&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Helena Wolfenson&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 se aproxima. Vivemos em um tempo em que a internet já se instaurou como artigo mais do que necessário. Fonte de informação, lazer, comunicação e facilitadora dos dias de hoje. A dimensão do tempo se transformou, e apesar deste ser um fenômeno relativamente recente, não conseguimos mais imaginar nossas vidas sem o advento dela e a sua conseqüente democratização. Com isso, instrumentos de informação e formação, como a outrora essencial enciclopédia tornaram-se obsoletos e a memória humana cada vez está mais associada aos seus suplementos de memórias virtuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet se configura como um espaço público para cada cidadão, no qual todos podem ser receptores e produtores de mensagens e informação. Ou seja, a internet é ao mesmo tempo onipresente e pessoal. É um espaço que diferente de outros meios de comunicação como a televisão e o rádio, nele se permite que a cidadania encontre novas formas para interagir, revitalizando a coletividade, proposta por Hannah Arendt. “A troca de juízos é condicionada à esfera pública, público é onde há coletividade, pluralidade e presença de diferentes opiniões”. Então, nesse sentido a internet é o mais público dos meios de comunicação jamais vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se ela ser pública, democrática e essencial para os dias de hoje já está dito, há um ponto para se discutir: a validade e o poder de informar de fato de seu conteúdo e o quanto disso armazenamos em nossas mentes e o quanto depositamos em arquivos suplementares aos quais nunca mais acessamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pensador francês Jean Baudrillard: “estamos em um universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido” em que a “inflação da informação” corresponde a “deflação do sentido”. O poder de armazenarmos informações e cultivarmos coisas em nossa memória acoplada no mundo virtual é infinitamente mais eficaz e maleável do que era durante o período Iluminista, quando foi inventada a Enciclopédia clássica.  Criada por dois franceses, Diderot e D'Alembert, com a idéia central de “reunir os conhecimentos dispersos pela superfície da terra, expor o seu sistema geral aos homens com quem vivemos, e transmiti-lo aos homens que virão depois de nós”, criou-se um projeto no Ocidente, de destruir uma memória antiga para, em seu lugar, mediante a "informação" apropriada, construísse uma nova memória, sendo impossível, à memória humana, considerada quer individualmente quer coletivamente, reunir, expor e transmitir o todo o sistema dos conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, com o advento da internet e a proliferação de informação de todos os homens de todos os cantos, nasce a impossibilidade do projeto de construir memórias a partir do acúmulo de informações. Ainda parafraseando Baudrillard, a idéia de construir uma “memória artificial”, atribuída e corporizada nos media, sugere a garantia maior de que “o esquecimento será perfeito”. Ou seja, uma vez que se arquiva e até se compartilha todas as informações e imagens produzidas, a memória no ciberespaço se dissipa e se torna mais seguro seguir adiante sem aquilo em mente. Pois tem-se a segurança que a qualquer momento pode-se retomar aquele back-up de sua memória pessoal em um clique. Assim, temos a sensação de estarmos livre para esquecermos tudo o que dissemos antes, o que pensamos, escrevemos, produzimos, mas essencialmente tudo aquilo que lemos, vimos e absorvemos de informação e também de carregarmos conosco todas essas informações, sem termos que lembrarmos delas sempre.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No mundo virtual a memória arquiva apenas o que é instigado pelo racional, o que parte do verbal e se arquiva em palavras nos back-ups digitais, não conseguimos em nosso suplemento de memória arquivar lembranças de sensações e sentidos.   Segundo Paulo Serra vivemos “o mito da in-formação do (como) sentido”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia iluminista da “informação” de todos os homens do mundo e de interferir com isso no futuro, sofria uma impossibilidade quanto a renovação dinâmica das produções de informação dos seres humanos. O atraso do que constava nas enciclopédias em relação a velocidade do mundo, com o advento da internet encontra a sua solução e mais, a possibilidade desta informação ser compartilhada e interferida por quem quer que seja e de onde estiver, em uma permanentemente atualização, ao eliminar, praticamente, o tempo de intervalo entre a produção e a recolha da informação. A enciclopédia online torna disponível não só a informação relativa às "ciências, artes e ofícios" como todos os tipos e formas de informação. Assim sendo, surge a questão se não realizará este importante meio de comunicação, de forma perfeita, essa ideia de reunir, expor e transmitir, a todos os homens, de todos os tempos, lugares e condições, toda informação? Sim e não. Pois, se este aspecto a internet solucionou como em um passe de mágica, eis que ressurge a questão do armazenamento, da absorção da informação e do que realmente cabe na memória humana, como já referido por Platão, “a informação (importante) só tem utilidade para quem está informado (e conhece); a quem não está informado (nem conhece), de nada serve procurar essa informação.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A super-exposição e a liberdade de produção de informação universal e acima de tudo a capacidade de armazenar toda essa infinita quantidade de material informativo ou não, nos dá garantia de que nada será esquecido (pela máquina). O que faz criarmos um espaço livre em nossa memória e a enorme garantia de que nada - ou, pelo menos, nada de importante - será lembrado por nós. A internet apresenta, cada vez mais, o problema da hiper-memória, não atribuída naturalmente aos humanos e que necessita de uma enorme capacidade de selecionar e arquivar de forma hierárquica as informações que se tem acesso por ai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos tanto na enciclopédia clássica, como na sua moderna reformulação a idéia de suplemento a memória humana, que na era do virtual foi difundida a todos os nossos mecanismos de armazenamento de informação e não somente ao Wikipédia. A agenda de telefones, o caderno de lembretes, o diário de viagem, estes sempre foram suplementos de memórias em que nós ativamente preenchíamos para depois termos a liberdade de esquecer daquelas informações que um dia poderiam ser úteis ou apenas recordadas e relidas com outros ares. No mundo virtual, substituímos a agenda, o caderno e o diário por informações digitais, que apesar de não serem escritas a mão, também necessitam da cabeça humana para serem preenchidas. Mas não são materiais palpáveis e isso faz com que sejam esquecidas mais facilmente, assim como a informação adquirida e produzida pela enciclopédia online colaborativa, que se por um lado, proporciona acesso há uma incontável quantidade de informação, e a questão aqui não é nem a de quem publica e escreve, pois neste caso, a sua variedade e até poder de confiança pode vir a ser maior do que o de apenas duas fontes criadoras da enciclopédia encadernada, por exemplo. Mas sim, o que do que lemos, escrevemos e entramos em contato conseguimos de fato armazenar e não apenas passar adiante em um movimento constante de produzir, arquivar, criar pastas e nunca mais recordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-721895844043615707?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/721895844043615707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-brilho-eterno-de-uma-mente-sem_9638.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/721895844043615707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/721895844043615707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-brilho-eterno-de-uma-mente-sem_9638.html' title='O brilho eterno de uma mente sem lembranças'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04226869888879375505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6177408026101390726</id><published>2009-12-01T16:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T16:53:16.923-08:00</updated><title type='text'>“Os Funes do jornalismo”</title><content type='html'>Por Rodrigo Borges Delfim - 06004509&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”, analisa Neil Postman no texto “Informação e sentido”, escrito por Paulo Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem conhecida  a teoria de que o esclarecimento iluminista – do qual a Enciclopédia deve sua origem – levado ao extremo, deu origem ao nazismo – justamente o país de ícones da música clássica, da Filosofia e das Ciências em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de luz pode levar à cegueira, ao caos, à falta de sentido nas coisas. Claro, tal cegueira deve ser entendida no sentido da incapacidade de processar, a partir do que se vê, a imensa gama de informações disponíveis e com as quais as pessoas são bombardeadas diariamente. Um resultado possível desse “apagão” no cérebro é o que acontece com o personagem de Jorge Luis Borges, Mauricio Funes, que é dotado de um excelente memória, mas que não consegue relacionar, organizar e filtrar os dados presentes em seu cotidiano e sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes os próprios responsáveis por dar algum sentido ao caos de informação na imprensa – os jornalistas – fracassam nessa tarefa, tornando-se verdadeiros “Funes” do jornalismo. Um exemplo bem claro disso são os textos presentes nos jornais impressos e na Internet feitos a partir de despachos das agências de noticias. Dados incompletos, contraditórios e até mesmo conflitantes uns com os outros podem ser encontrados no mesmo texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, em alguns casos, eles traduzem o contexto de incerteza e de tragédia decorrente de um fato (uma tragédia natural, um acidente de avião, um incêndio em um grande edifício). Aqui, tal confusão pode ser relevada, dada a dimensão ainda difícil de mensurar da tragédia a ser relatada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse problema de misturar “alhos e bugalhos” ocorre não só em relatos de tragédias, ms também quando pede-se uma análise de um determinado fato – pode ser política, ideológica, econômica, história, não importa. Na ânsia de se fazer um texto plural e abrangente, o responsável por redigi-lo mistura métodos de análise de pensamentos distintos de forma desordenada, sem delimitar qual é o ponto de referência, qual a base desse texto que pretende ser uma análise de um determinado fato. O resultado são verdadeiros “Frankensteins” que, a exemplo do personagem de Borges, não são capazes de esclarecer e nem ao mesmo informar coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse problema é mais presente na mídia do que se imagina. Na Internet essa confusão é mais comum, dado o caráter imediatista que possui. Mas mesmo jornais e revistas – que deveriam dar uma ordem e sentido mais eficazes e com maior critério do que é feito na Internet ao caos de informações – também caem na mesma armadilha. Pior para o leitor do texto, que começa a lê-lo na tentativa de entender um determinado assunto e acaba o texto tão ou mais confuso do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cegueira, a síndorme de Funes dos jornalistas tem cura? Sim, também não se pode levar essa questão às últimas consequências e da à mesma um caráter de “fim da história” ou beco sem saída. Ela é muito mais um sintoma de que certos critérios devem ser revistos para se adequar a esses novos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para citar um dentre tantos, o furo é um desses critérios a serem reformulados – especialmente em tempos de twitter, onde em 140 toques pode ser dada um informação bombástica, como a morte de Michael Jackson. O furo de verdade não é dar a noticia antes da concorrência, mas sim uma informação exclusiva, apurada e obtida graças à competência da equipe daquele veículo. Sim, dar tal notícia antes da concorrência é melhor ainda, mas corre-se menos risco de o pretenso furo virar uma “barriga” daquelas que será lembrada com um fardo para a história daquele veículo de mídia por um bom tempo – em outras palavras, impede-se um vexame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista tem uma responsabilidade cada vez maior em organizar tais informações, e precisa fazer jus a ela, apesar de toda cobrança por tempo e dar a informação antes do concorrente. Ou seja, ele próprio, mais do que qualquer outro profissional, precisa se policiar quanto aos critérios de análise e fontes de informação usadas no texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para não cair nas armadilhas e tentações de confundir alhos com bugalhos e inserir informações inúteis nos frutos de seu trabalho – os textos e análises jornalísticas. Assim, será possível ao menos minimizar o problema exposto por Postman e dar cada vez mais sentido às informações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6177408026101390726?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6177408026101390726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/os-funes-do-jornalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6177408026101390726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6177408026101390726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/os-funes-do-jornalismo.html' title='“Os Funes do jornalismo”'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04226869888879375505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8429022320048728182</id><published>2009-12-01T14:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T14:26:53.585-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;“Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair’’&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Luciana Barbosa (05000495)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Borges consegue criar em seus contos ótimas analogias. “Funes, o memorioso”, mesmo que passado no final do século 19, pode ser perfeitamente usado para explicar a complexidade da vida nos dias de hoje.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Tempos intricados, onde, sufocados pelo excesso de informação, estamos sempre a esquecer o que vimos, ouvimos ou pensamos minutos atrás. Ireneo Funes, por outro lado, lembrava de tudo; tinha uma capacidade ilimitada de memória. Mas era incapaz de ter ideias geniais, ou compreender qualquer pensamento. Ele apenas guardava, não havia raciocínio por trás das lembranças.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Funes pode ser comparado à Internet: uma infindável memória, onde se coloca de tudo. Não se filtra nada; não há seleção da qualidade da informação e nem se discrimina sua origem. "Minha memória, senhor, é como um despejadouro de lixos".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Tal qual a memória de um computador, onde quase tudo se encontra indefinidamente registrado. E quando é preciso, corremos para nosso arquivo e procuramos, entre as tantas pastas, aquela informação que resolvemos guardar não em nossa própria memória, mas em nossa memória – ou HD - externa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Segundo Funes, deveria haver um sistema capaz de dar um signo único para cada coisa, cada expressão, observada em cada momento preciso. Seus fatos eram limitados a uma memorização sem um real raciocínio, apenas o total e completo registro de tudo que acontecera ausente de distinções ou afastamentos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Dizia, ainda, que antes do acidente "havia vivido como quem sonha: olhava sem ver, ouvia sem ouvir, esquecia-se de tudo, de quase tudo", tal qual Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, com sua simplicidade em o “Guardador de Rebanhos”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;O excesso de informação do mundo atual nos confunde. TV, rádio, jornais, Internet e o ritmo frenético da vida urbana se combinam numa tensa mistura que torna tudo fragmentado demais. A incessante mudança de contextos torna a realidade das informações e imagens praticamente impossível de assimilar tudo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Entretanto, a Internet, sem dúvidas, é a que mais colabora para a nossa perda de memória. A Internet e suas incontáveis páginas de informação concentram-se nos anos recentes. É como se de imediato o tempo tivesse sido aniquilado, deixando-nos numa espécie de presente estendido. Tudo é para hoje, tudo é agora, é o Último Segundo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; "&gt;Funes simplesmente não sabia o que fazer com tanta informação. Nem nós.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8429022320048728182?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8429022320048728182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/pensar-e-esquecer-diferencas-e_01.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8429022320048728182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8429022320048728182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/pensar-e-esquecer-diferencas-e_01.html' title=''/><author><name>Luciana Barbosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17826374985299416101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-597312873313980631</id><published>2009-12-01T12:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T13:06:35.779-08:00</updated><title type='text'>Ode à Nostalgia?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Nathalia Sica (06007325)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nostalgia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;descreve uma sensação de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saudade" title="Saudade"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:windowtext;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;saudades&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;de um tempo vivido, frequentemente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idealizado" title="Idealizado"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:windowtext;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;idealizado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e irreal. Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida. O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Wikipedia, 29.11.2009&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em um mundo onde quem fica sem luz não fica sem twitter, a metáfora de Jorge Luis Borges em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Funes, o Memorioso&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; cabe como uma luva. Seu ponto de vista é passado através de Irineu Funes, personagem que tem a capacidade de memorizar todos os fatos e armazenar todas as informações, mas sem refletir, hierarquizar a importância, ou simplesmente abstrair o desnecessário.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nesse contexto é possível voltar aos tempos da enciclopédia, da máquina de escrever e do telegrama. Tempos onde a informação era, não pouca, mas mais sucinta, a velocidade entre produzi-la e repassá-la era de horas e não segundos, e as pessoas tinham tempo de “absorver” o conteúdo pretendido. O projeto da Enciclopédia, desenvolvido e idealizado por D'Alembert e Diderot adota o método “dicionário”, tem o objetivo de arquivar o conhecimento humano, eternizar memória e registrar a evolução e o desenvolvimento ideológicos do homem. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Obviamente que com a evolução da tecnologia e surgimento da internet, o estilo “enciclopédia” de informação caiu por terra, o que levou pensadores como Luis Borges e Paulo Serra a levantar certas questões. Paulo Serra afirma em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Informação e Sentido”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; que o excesso de informação pode funcionar de forma contrária ao seu objetivo. Para ele, o usuário da internet não consegue filtrar o que é relevante ou não, e deixa para os leitores a máxima:&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A discussão do excesso de informação é na verdade uma crítica feroz à sua qualidade. Quem é que tem competência para repassar informações aos outros? É muito fácil sentir-se nostálgico à época aonde a informação vinha condensada em livros de capa dura, e não havia opinião, discussão e dúvida. Assim como a “desinformação” de todos os dias da internet tem seus seguidores fiéis, a informação de qualidade também não perdeu os seus. A mudança está na forma. A enciclopédia engloba a informação em sua forma mais lapidada, e a internet na mais bruta. É um novo modo de encarar o mundo, e a verdade é que a última “geração da enciclopédia” ainda não se acostumou. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para quem sabe procurar, a informação de qualidade ainda está aqui. A diferença é que há mais opiniões, discussões e pontos de vista, e quem não se interessa, não é obrigado a ler, certo? Os bons autores continuam escrevendo livros, os grandes jornais continuam a publicar suas notícias, e querendo ou não, a evolução da informação não foi acompanhada pela evolução de quem procura, e talvez esteja aí o grande problema. Não se pode negar a revolução que a internet trouxe para o mundo, mesmo com seus poréns. Se o problema é a quantidade e a qualidade, a solução é saber selecionar. Em vez de contestar o excesso, é preciso educar. Negar o direito à internet é negar à sociedade o maior trunfo da democracia e liberdade de expressão já criado. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-597312873313980631?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/597312873313980631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/ode-nostalgia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/597312873313980631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/597312873313980631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/ode-nostalgia.html' title='Ode à Nostalgia?'/><author><name>Nath Sica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09281949157535965058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7990251060470875555</id><published>2009-12-01T12:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T12:32:37.566-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo online'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogosfera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='web'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>O que o mundo prometeu?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Coordenada por D'Alembert e Diderot, "Encyclopédie" foi elaborada entre 1751 e 1780. Com base nos ideais iluministas, filósofos pretendiam, através do saber, criar o "cidadão esclarecido".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O acúmulo de saber e uma educação norteada pela razão deveriam, de acordo com o projeto da Enciclopédia, fomentar a capacidade de raciocinar de modo autônomo e a responsabilidade própria. Essa imagem de mundo excluía tanto a superstição e o êxtase religioso como a repressão por um governante absolutista. Assim, a Enciclopédia foi uma obra-chave do Iluminismo, cujo projeto era, supostamente, libertar o ser humano da "dependência autoimposta", como formularia o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cidadão tornado responsável através da educação e do saber teria direito a participar das decisões políticas de sua sociedade. Na visão de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), esse "cidadão esclarecido" é tão abrangentemente educado, que pode se submeter ao "contrato social" sem abrir mão de suas liberdades pessoais. Esse ideal de uma "vontade geral" (volonté générale) influenciou numerosos pensadores e filósofos do século XVIII. E perdurou por muito tempo. Hoje, passados pouco mais de 250 aos da criação do projeto enciclopedista, a internet é creditada como a evolução da reunião de todo o conhecimento humano. Mas o que é o conhecimento humano? E um homem esclarecido? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Exatamente partindo destas questões que se pode hoje, questionar o ideal enciclopedista como forma única de alcance do saber. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com “grande parte dos teorizadores da ‘sociedade da informação’ – que partilha, com os iluministas, da crença otimista de que o conhecimento tem um caráter auto-formador e emancipatório, tende a pensar que mais informação leva, necessariamente, a um acréscimo de conhecimento. No entanto, para outros autores como Postman e Baudrillard, o acréscimo de informação não só não acarreta um acréscimo de conhecimento como conduz, mesmo, ao seu decréscimo; assim, e para citarmos a conhecida fórmula de Baudrillard, ‘estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido’, em que à ‘inflação da informação’ corresponde uma ‘deflação do sentido’. Segundo esses pensadores, essa deflação de sentido deve-se, essencialmente, ao fato da "explosão da informação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade pós Apple, Microsoft, hiperlinks e Midiática, não é muito difícil atolar-se em centenas de palavras, tidas como informação. Ao sair de casa, todos se deparam com uma série de letreiros sobre diversos assuntos. Aquele que não abrir a internet - ou para os mais tradicionais, o jornal – e não conferir todas as manchetes do dia, pode até ficar alheio em rodinhas de conversas. A opinião também é fundamental. Sem opinião sobre um assunto o homem moderno não é ninguém. Não é reconhecido pelo outro. Por temer esse não reconhecimento, todos de munem de diversas ‘informações’, cada vez mais. Tantas, em tão pouco tempo, que o sentido torna-se esvaziado. Sempre vale lembrar casos famosos noticiados pelos jornais de todo o país: “Menina Isabella”, “Eloá”, “Escola Base”. Todos eles têm na desculpa da rápida informação a base para a desinformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última segunda-feira, o site do jornal O Globo publicou a seguinte matéria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Polícia Civil faz operação em Costa Barros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;RIO - Uma operação da Polícia Civil com várias delegacias especializadas está na manhã desta sexta-feira no Morro da Pedreira, em Costa Barros. Dois veículos blindados e um helicóptero estão no local.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta a pergunta: que tipo de informação é essa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O projeto enciclopedista criou uma idéia única de conhecimento, que dentro de seus preceitos, parece muito igualitária até. Entretanto, após anos de desigualdades, não é esse caráter emancipador que podemos ver através dela. Mas sim o exato contrário. Um ser informado, de acordo com os padrões do projeto de D'Alembert e Diderot, obviamente, atualizado para os dias atuais, de maneira alguma pode ser considerado livre e politicamente ativo. Basta olhar, por exemplo, para a articipação política dos jovens, hoje, nas universidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, aqueles que não se alinham à essa linha de pensamento são excluídos. Não é necessário, nem exemplificar com pessoas desprovidas da alfabetização, basta pegar alguém que saiba ler, mas que não se adapte a internet, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que resta desta reflexão, é na realidade, o questionamento de um futuro sobre a matriz do conhecimento e seu conceito. Será que continuaremos a viver numa sociedade em que a informação não passa de números, ou um novo projeto menos excludente será criado? Mais quantas décadas serão necessárias para que se perceba que o projeto da enciclopédia, tal qual foi interpretado, não corresponde as necessidades de uma sociedade igual e melhor, que é o que buscamos. Afinal, é isso que o mundo nos prometeu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7990251060470875555?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7990251060470875555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-que-o-mundo-prometeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7990251060470875555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7990251060470875555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-que-o-mundo-prometeu.html' title='O que o mundo prometeu?'/><author><name>Euríbia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03164786695444813031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CLwUpycyAVU/SfoO8_zKpxI/AAAAAAAAAAM/FSsNdxPo3B4/S220/eur%C3%ADbia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5871213536811586974</id><published>2009-12-01T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T11:09:08.662-08:00</updated><title type='text'>Velocidade + Informação = Internet?</title><content type='html'>Karla Romero (06007322)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imaginar o mundo contemporâneo sem o advento da internet? O que o Google, principal ferramenta de busca da atualidade, representa para seus usuários? Atualmente vivemos num espaço em que velocidade da informação é o que realmente importa para as grandes indústrias da informação. Como um jogo, vence aquele que chegar primeiro com a notícia. A busca por fontes e mais fontes, a vontade de chegar a fundo em um fato passou a configurar apenas no âmago de alguns jornalistas. A idéia não mais fazer com que o receptor pense ou reflita sobre o fato, mas sim absorva todo e qualquer tipo de informação e dê isto como certo, assim como define a concepção do personagem Homer Simpson, lançada por Willian Bonner. A matéria deve ser simplificada para que seja compreendida pelo leitor, definido como sendo o telespectador médio. &lt;br /&gt;Em seu texto “O projeto da enciclopédia e seus registros sobre o jornalismo”, Antonio Hohlfeldt explica como foi o projeto de enciclopédia dirigido em 1750 pelos franceses d’Alembert e Diderot. Segundo ele: “O elemento radical da Enciclopédia (...) residia em sua tentativa de mapear o mundo do conhecimento segundo novas fronteiras, determinadas única e exclusivamente pela razão”. O projeto era ambicioso e antecipava em séculos o que hoje é possível se fazer com a internet. &lt;br /&gt;Assunto muito discutido quando se fala em internet, agora os blogs são criados por pessoas físicas e também jurídicas. Na capa da revista Época de novembro de 2008, a manchete “80 blogs que você não pode perder”. Política, humor, cultura, tecnologia, comportamento. As editorias são inúmeras no mundo das páginas pessoais na internet. Houve um momento em que dizer que se tinha um blog era algo novo e até estranho. Hoje, já existem mais de 133 milhões de blogs no mundo todo. Segundo a publicação há aquelas páginas que você jamais conseguirá viver sem. Eles são sim uma fonte de informação. A questão é: confiável ou não? Como saber a veracidade de um fato publicado na página pessoal de alguém? Na verdade, a legitimidade do fato é sim dada pelo veículo em que ele é noticiado. É desta forma que enxerga o leitor. Ele está atrás da informação porque confia naquele veículo. &lt;br /&gt;Olga Pombo, no texto “Enciclopédia e Hipertexto”, explica: “Esta condição não seletiva da internet arrasta consigo problemas de credibilidade, legitimação, erro, engano, contra-informação (individual e institucional). É certo que, no hipertexto, há mecanismos de filtragem, de organização, de indexação. Num centro sentido, os motores de busca oferecem esboços de seleção. Trata-se, porém, de uma seletividade a posteriori que só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do que é importante, de dispositivos subjetivos de determinação das boas e das más informações. E, sem essas competências, sem essa arte de filtrar que ninguém sabe como se adquire e como se ensina são inevitáveis a banalização e a indiferenciação”. &lt;br /&gt;A internet é capaz de transmitir mais informações do que qualquer outro meio de comunicação, é claro, não me refiro a qualidade e sim, quantidade. Na internet, também, não se pode crer na total veracidade dos conteúdos, uma vez que é de livre acesso a divulgação de uma notícia, de um acontecimento. O objetivo principal é atingir o maior número de informações em um menor possível e ainda proporcionar ao leitor a idéia da interação com a notícia. Para isto temos o exemplo dos blogs e também sites de busca que permitem ao receptor introduzir seu conteúdo na rede.  &lt;br /&gt; Em “Informação e Sentido”, Paulo Serra, da Universidade da Beira Interior, afirma que “’estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido’, em que à ‘inflação da informação’ corresponde uma ‘deflação de sentido’”. O grande problema causado pela internet é que a grande quantidade de informações, muitas vezes, não é capaz de ser absorvida pelo leitor. No entanto, o excesso ainda pode ser positivo. Quando poderíamos pensar que um “simples” site de busca seria capaz de cruzar informações que pareciam dispares? Quando qualquer informação poderia seria acessada ou buscada na internet? Sim, atualmente tudo isso é possível e deve ser aproveitado da melhor forma. Afinal, a internet, de uma forma ou de outra, força o leitor a filtrar as informações necessárias para o seu próprio cotidiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5871213536811586974?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5871213536811586974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/velocidade-informacao-internet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5871213536811586974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5871213536811586974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/velocidade-informacao-internet.html' title='Velocidade + Informação = Internet?'/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7204708489052154044</id><published>2009-12-01T10:35:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T10:35:50.851-08:00</updated><title type='text'>Excesso de informação</title><content type='html'>Fernanda Barrelo&lt;br /&gt;Jornalismo Noturno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiríamos hoje viver sem as facilidades da internet? Qualquer dúvida que tenhamos, nós conseguimos tirar em apenas alguns segundo através do Google. Nos grandes portais da impressa, como o Globo.com, Terra, Uol entre outros, somos bombardeados a cada segundo por milhares de informações, sejam de esporte, política, novelas ou notícias do cotidiano, que nem sempre são relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabemos realmente o que fazer com elas? Ter acesso a todo tipo de informação traz cultura e conhecimento? O culto à cultura inútil e à informação descartável parece mesmo ter chegado a níveis antes impensados, tornando impossível, ainda segundo Paulo Serra, em seu texto “Informação e Sentido”, “distinguir o memorável e o desprezível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo o autor, “estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”. Pois de nada adianta ter todas essas notícias se não sabemos como aproveitá-las. É preciso ter uma visão crítica, saber ler e ver se aquilo é relevante, se é realmente pertinente e acrescenta algo na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal a internet não é uma fonte totalmente segura e confiável, qualquer um pode escrever e deixar registrado ali a sua opinião, mas não necessariamente precisamos absorver e aceitar aquilo como verdade. Mais do que nunca, hoje precisamos ter discernimento. Podemos levantar aqui a discussão da inclusão digital, até que ponto ela é funcional, não basta colocar computadores com internet nas escolas públicas. E preciso educar as pessoas a utilizar essa ferramenta a seu favor. Dela obter informações para pesquisar, ter acesso ao que acontece no mundo e saber filtrar o que é desnecessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olga Pombo, em seu texto “Enciclopédia e Hipertexto”, aborda o tema e o questiona a enciclopédia. A autora aponta como objetivos “Procurar perceber até que ponto o enciclopedismo encontra a sua quase realização, o seu quase cumprimento, no universo recriado das novas máquinas informáticas e da sua ambição totalizadora” e “Procurar também compreender em que medida o hipertexto abre novas possibilidades ao projecto enciclopedista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desses questionamentos, Olga Pombo conclui que “ao contrário do que seria de supor, não assistimos a um abandono da idéia de totalidade do saber. O que há é a idéia de que essa totalidade não é de natureza aditiva, mas resulta da complexidade de articulações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora traz um outro ponto para a discussão: o da internet como fonte de pesquisa. Trazendo para o campo da internet, temos a Wikipédia, uma enciclopédia virtual livre, cuja elaboração é feita pelos próprios usuários, por isso não muito confiável, mas que traz em seu conteúdo as mais diversificadas definições sobre quaisquer assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu ver, a relação entre os estudantes com as pesquisas escolares evoluiu muito com a internet. Muitos classificam estas pesquisas como “preguiçosas” e bem mais rasas do que as que eram oferecidas pelas grossas enciclopédias de capa dura. Lembro de quando era criança, de ficar horas sentada, copiando literalmente, a Barsa, sem me preocupar com o que estava escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quando fazemos uma simples busca no Google aparecem milhares opções de fontes. Para selecionar qual será utilizada, temos que ler algumas delas e criar algum tipo de critério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se atualmente estamos sendo massacrados pelo excesso de informação e muitas vezes nem sabemos o que fazer com elas. Por outro lado, estamos sendo forçados a criar algum tipo seleção e análise, para conseguirmos absorver o conteúdo que realmente é necessário. Acredito que daqui para frente, seremos obrigados a pensar em novas soluções para organizar toda essas notícias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7204708489052154044?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7204708489052154044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/excesso-de-informacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7204708489052154044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7204708489052154044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/excesso-de-informacao.html' title='Excesso de informação'/><author><name>Valter Hugo Muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05307204655399426028</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6997134531157853398</id><published>2009-12-01T10:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T10:33:52.582-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enciclopédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido'/><title type='text'>O sentido que falta a comunicação</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Valter Hugo Muniz&lt;br /&gt;Jornalismo Noturno&lt;br /&gt;Matrícula:06000524&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a historia da humanidade, desde a materialização da razão, posteriormente chamada de ciência, o ser humano sempre buscou dentro de si respostas filosóficas primárias que explicassem concretamente (e satisfatoriamente) o porquê de estar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pensador francês Jean Paul Sartre "Ser homem é propender a ser Deus; ou, se preferirmos, o homem é fundamentalmente desejo de ser Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, além de objetivos filosóficos, o homem sempre buscou também satisfazer o desejo de poder que também se manifesta nesse almejar ser Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação materializada por meio da escrita, som e imagem e o conhecimento passível de ser adquirido por meio dela tornou-se logo uma forma privilegiada de obtenção e manutenção do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os gregos, romanos e passando principalmente pela Idade Média o conhecimento e principalmente a restrição para o acesso do mesmo era controlado de maneira tantas vezes repressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de discursos religiosos, culturais e de aspecto “piramidal” mostrava-se claro que somente aqueles seres privilegiados de intelecto ou mesmo “abençoados” eram dotados do dom de transmitir a Verdade para os seus semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, no Iluminismo essa matriz de conhecimento é modificada com o surgimento da Enciclopédia de Diderot, que tinha como principal objetivo evidenciar “a razão como fonte de conhecimento e não a revelação, como a Igreja Católica pretendia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando o empirismo como método, tendo como objetivo condensar e resumir todo o conhecimento instrumental essa tentativa de Diderot e D’Alembert de criar uma “memória desmedida” travou uma verdadeira batalha contra os paradigmas estabelecidos e perpetuados pela sociedade até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo “O projeto da Enciclopédia e seus registros sobre o Jornalismo” o autor deixa explicito que os enciclopedistas estavam “mexendo com maribondos”, apontando assim a interdependência entre informação e poder, como explicita Robert Darmton em seu estudo “O grande massacre dos gatos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, mesmo diante desse ideal libertador e emancipador do conhecimento que, pela primeira vez, ganhava aspectos universais, o próprio processo de disponibilização do conhecimento se confrontou com problemas insolúveis pela incapacidade de se sustentar em seus próprios preceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande problema foi manter consonantes a descoberta e elaboração do conhecimento com a atualização dos volumes enciclopédicos. “Planejada originalmente para 8 volumes” dois anos depois chegou-se à 17 volumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema foi determinar o modo como essas informações cientificas seriam organizadas, principalmente pela interligações e relações de interdependência entre elas, tentando ao mesmo tempo contemplar os mais variados pontos de vista e resumindo-os, “reduzindo o conhecimento a limites comportáveis para cada ser humano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim um aspecto que diz muito a respeito do principal objetivo do conceito de informação: “Que tipo de informação merece ser reunida, divulgada aos contemporâneos e transmitidas aos homens do futuro?”, quem faria essa escolha editorial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui onde as contradições ganham maior dramaticidade pois, o surgimento da enciclopédia visava “desmonopolizar” o conhecimento, mas a escolha editorial do seu projeto teria preferências especificas, decisões cabíveis, segundo os seus criadores, aos homens letrados, elitizando e monopolizando novamente o conhecimento e consequentemente, dotando seus criadores/leitores de um privilegio por poderem utilizar os livros para leitura. (é preciso evidenciar que no final do século XIX o índice de analfabetismo era bem mais acentuado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Sempre achei que ser jornalista era ser instrumento. Como o mediador que faz com que a mensagem seja materializada para o maior número de pessoas. Que as origens sociais do jornalismo fossem voltadas à promoção do bem comum da sociedade em que ele atua. Mas ela é herdeira do projeto enciclopédico, que mostrou que esses anseios altruístas foram suprimidos pela impossibilidade em si mesma da enciclopédia contemplar o conhecimento humano de maneira intrinsecamente imparcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi duro descobrir que o nascimento oficial da mídia queria, acima de tudo, oficializar mecanismos de controle da opinião pública. Criar um modo de representar a opinião do povo foi uma sentença de morte à diversidade de vozes. Como dizia Rosseau: a representação é um esvaziamento&lt;/em&gt;." &lt;strong&gt;(escrito pós aula a respeito da enciclopédia) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como base as origens enciclopédias e partindo da premissa de que a necessidade de compilar o conhecimento, de manipular a própria existência, descende do anseio de divindade pelo ser humano, me pergunto, ainda mais no advento da minha graduação, qual o objetivo real da informação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chiara Lubich, fundadora do Projeto NetOne (http://www.net-one.org/), um projeto que tem como objetivo reunir profissionais da comunicação de todo o mundo para discutir os meios de comunicação a partir da ótica da fraternidade, disse no primeiro congresso mundial, realizado no ano 2000, em Castelgandolfo, cidade da região dos Castelos Romanos, na Itália que &lt;em&gt;“a comunicação social tem a tarefa de unir pessoas e enriquecer as suas vidas”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A ideia de Rosseau de que a representação esvazia o sentido e a riqueza das diferentes vozes da sociedade fica mais evidente quando olhamos para nossa contemporânea “Sociedade da Informação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo os preceitos e conceitos do projeto enciclopédico, mas agora potencializados pelos modernos meios de comunicação, a produção e organização do conhecimento humano têm gerado muitos questionamentos que tornam bem atuais do estudioso francês Jean Baudrillard que diz: &lt;em&gt;“estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando responder interiormente esse questionamento percebi que o anseio desmedido de buscar o conhecimento torna a busca não só infinita, impossível, mas absorve a necessidade de encontrar sentido em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiz da informação, explicitada na citação de Chiara Lubich é justamente disponibilizar e socializar o conhecimento para permitir uma identificação comunitária entre os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui o jornalismo, como também acontecia com os “letrados” que produziam a enciclopédia, passa a ser manipulador de um instrumento que é fonte de poder.&lt;br /&gt;Também a representação da opinião pública e a linha editorial da informação na atualidade passam por esse crivo extremamente parcial. É uma escolha objetiva que apresenta o que é socialmente importante ou não ser divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O jornalista é o ser dotado de talento que o torna capaz de materializar em linguagem o mundo que passa cotidianamente sobre os nossos olhos."&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(escrito após a aula sobre informação e sentido)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornalismo, como também na produção da enciclopédia no século XIX, a produção da informação – verdade, isto é, na escolha do que é socialmente importante conhecer, não existe um debate social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação da opinião publica por meio da enciclopédia, herdada depois pela mídia retirou da sociedade o espírito de busca coletiva por respostas satisfatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa concessão social que concedeu a mídia o papel de “Senhora da Verdade” faz hoje dos meios de comunicação não um instrumento de emancipação social, mas um mecanismo de conformidade, passividade e de condução política em direção a interesses específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também como aconteceu com os enciclopedistas, o conhecimento, a informação disponibilizada só tem utilidade se aquele que a usufrui possui capacidade intelectual de manipulá-la. Pelo contrário, tornas-se um emaranhado infinito de possibilidades que tem mais aspecto dispersivo que sintético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo havendo uma enorme quantidade de possibilidades e acesso a informação, principalmente no período pós internet, novamente nos vemos com a necessidade de, se quisermos manipular esses meios, termos um conhecimento precedente sobre eles. “&lt;em&gt;A informação só tem utilidade para quem está informado; para quem não está informado de nada serve procurar essa informação&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente aqui que se encruzam todos os aspectos da discussão: da impossibilidade de tornar a informação algo imparcial, da desvinculação da informação como forma de poder e da incapacidade de contemplar todo o conhecimento e em tudo o que se é “compilado” conseguir encontrar sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta um espaço virtual como a internet, onde os hyperlinks criam essas relações entre determinados conhecimentos, não basta o anseio de disponibilizá-los. É preciso dar sentido a informação, buscando contemplar as necessidades sociais atribuídas à representação da opinião publica pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizar e disponibilizar a informação certamente será uma escolha objetiva, como é também decidir os rumos da nossa própria vida como seres humanos, diante de uma infinidade de escolhas. Porém, se nessas escolhas editorias (pessoais ou profissionais) o jornalista (hoje) e o enciclopedista (antes) busca cotidianamente um sentido social, comunitário, para apresentação e representação dessas necessidades ele pode produzir, ao menos de uma nova perspectiva, uma informação que estimule e não escravize a sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6997134531157853398?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6997134531157853398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-sentido-que-falta-comunicacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6997134531157853398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6997134531157853398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-sentido-que-falta-comunicacao.html' title='O sentido que falta a comunicação'/><author><name>Valter Hugo Muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05307204655399426028</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6751261967905942756</id><published>2009-12-01T09:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T09:51:19.375-08:00</updated><title type='text'>O brilho eterno de uma mente sem lembranças</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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font-family: Times;"&gt;que apagam os homens da sua própria memória".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Times;"&gt;Jean Baudrillard&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Times;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Times;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: times new roman; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Por Helena Wolfenson&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2010 se aproxima. Vivemos em um tempo em que a internet já se instaurou como artigo mais do que necessário. Fonte de informação, lazer, comunicação e facilitadora dos dias de hoje. A dimensão do tempo se transformou, e apesar deste ser um fenômeno relativamente recente, não conseguimos mais imaginar nossas vidas sem o advento dela e a sua conseqüente democratização. Com isso, instrumentos de informação e formação, como a outrora essencial enciclopédia tornaram-se obsoletos e a memória humana cada vez está mais associada aos seus suplementos de memórias virtuais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A internet se configura como um espaço público para cada cidadão, no qual todos podem ser receptores e produtores de mensagens e informação. Ou seja, a internet é ao mesmo tempo onipresente e pessoal. É um espaço que diferente de outros meios de comunicação como a televisão e o rádio, nele se permite que a cidadania encontre novas formas para interagir, revitalizando a coletividade, proposta por Hannah Arendt. “A troca de juízos é condicionada à esfera pública, público é onde há coletividade, pluralidade e presença de diferentes opiniões”. Então, nesse sentido a internet é o mais público dos meios de comunicação jamais vistos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bom, se ela ser pública, democrática e essencial para os dias de hoje já está dito, há um ponto para se discutir: a validade e o poder de informar de fato de seu conteúdo e o quanto disso armazenamos em nossas mentes e o quanto depositamos em arquivos suplementares aos quais nunca mais acessamos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo o pensador francês Jean Baudrillard: “estamos em um universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido” em que a “inflação da informação” corresponde a “deflação do sentido”. O poder de armazenarmos informações e cultivarmos coisas em nossa memória acoplada no mundo virtual é infinitamente mais eficaz e maleável do que era durante o período Iluminista, quando foi inventada a Enciclopédia clássica.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Criada por dois franceses, Diderot e D'Alembert, com a idéia central de “reunir os conhecimentos dispersos pela superfície da terra, expor o seu sistema geral aos homens com quem vivemos, e transmiti-lo aos homens que virão depois de nós”, criou-se um projeto no Ocidente, de destruir uma memória antiga para, em seu lugar, mediante a "informação" apropriada, construísse uma nova memória, sendo impossível, à memória humana, considerada quer individualmente quer coletivamente, reunir, expor e transmitir o todo o sistema dos conhecimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No entanto, com o advento da internet e a proliferação de informação de todos os homens de todos os cantos, nasce a impossibilidade do projeto de construir memórias a partir do acúmulo de informações. Ainda parafraseando Baudrillard, a idéia de construir uma “memória artificial”, atribuída e corporizada nos media, sugere a garantia maior de que “o esquecimento será perfeito”. Ou seja, uma vez que se arquiva e até se compartilha todas as informações e imagens produzidas, a memória no ciberespaço se dissipa e se torna mais seguro seguir adiante sem aquilo &lt;st1:personname productid="em mente. Pois" st="on"&gt;em mente. Pois&lt;/st1:personname&gt; tem-se a segurança que a qualquer momento pode-se retomar aquele back-up de sua memória pessoal em um clique. Assim, temos a sensação de estarmos livre para esquecermos tudo o que dissemos antes, o que pensamos, escrevemos, produzimos, mas essencialmente tudo aquilo que lemos, vimos e absorvemos de informação e também de carregarmos conosco todas essas informações, sem termos que lembrarmos delas sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No mundo virtual a memória arquiva apenas o que é instigado pelo racional, o que parte do verbal e se arquiva em palavras nos back-ups digitais, não conseguimos em nosso suplemento de memória arquivar lembranças de sensações e sentidos.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Segundo Paulo Serra vivemos “o mito da in-formação do (como) sentido”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A ideia iluminista da “informação” de todos os homens do mundo e de interferir com isso no futuro, sofria uma impossibilidade quanto a renovação dinâmica das produções de informação dos seres humanos. O atraso do que constava nas enciclopédias em relação a velocidade do mundo, com o advento da internet encontra a sua solução e mais, a possibilidade desta informação ser compartilhada e interferida por quem quer que seja e de onde estiver, em uma permanentemente atualização, ao eliminar, praticamente, o tempo de intervalo entre a produção e a recolha da informação. A enciclopédia online torna disponível não só a informação relativa às "ciências, artes e ofícios" como todos os tipos e formas de informação. Assim sendo, surge a questão se não realizará este importante meio de comunicação, de forma perfeita, essa ideia de reunir, expor e transmitir, a todos os homens, de todos os tempos, lugares e condições, toda informação? Sim e não. Pois, se este aspecto a internet solucionou como em um passe de mágica, eis que ressurge a questão do armazenamento, da absorção da informação e do que realmente cabe na memória humana, como já referido por Platão, “a informação (importante) só tem utilidade para quem está informado (e conhece); a quem não está informado (nem conhece), de nada serve procurar essa informação.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A super-exposição e a liberdade de produção de informação universal e acima de tudo a capacidade de armazenar toda essa infinita quantidade de material informativo ou não, nos dá garantia de que nada será esquecido (pela máquina). O que faz criarmos um espaço livre em nossa memória e a enorme garantia de que nada - ou, pelo menos, nada de importante - será lembrado por nós. A internet apresenta, cada vez mais, o problema da hiper-memória, não atribuída naturalmente aos humanos e que necessita de uma enorme capacidade de selecionar e arquivar de forma hierárquica as informações que se tem acesso por ai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: times new roman;"&gt;Temos tanto na enciclopédia clássica, como na sua moderna reformulação a idéia de suplemento a memória humana, que na era do virtual foi difundida a todos os nossos mecanismos de armazenamento de informação e não somente ao Wikipédia. A agenda de telefones, o caderno de lembretes, o diário de viagem, estes sempre foram suplementos de memórias em que nós ativamente preenchíamos para depois termos a liberdade de esquecer daquelas informações que um dia poderiam ser úteis ou apenas recordadas e relidas com outros ares. No mundo virtual, substituímos a agenda, o caderno e o diário por informações digitais, que apesar de não serem escritas a mão, também necessitam da cabeça humana para serem preenchidas. Mas não são materiais palpáveis e isso faz com que sejam esquecidas mais facilmente, assim como a informação adquirida e produzida pela enciclopédia online colaborativa, que se por um lado, proporciona acesso há uma incontável quantidade de informação, e a questão aqui não é nem a de quem publica e escreve, pois neste caso, a sua variedade e até poder de confiança pode vir a ser maior do que o de apenas duas fontes criadoras da enciclopédia encadernada, por exemplo. Mas sim, o que do que lemos, escrevemos e entramos em contato conseguimos de fato armazenar e não apenas passar adiante em um movimento constante de produzir, arquivar, criar pastas e nunca mais recordar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6751261967905942756?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6751261967905942756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-brilho-eterno-de-uma-mente-sem_01.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6751261967905942756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6751261967905942756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/12/o-brilho-eterno-de-uma-mente-sem_01.html' title='O brilho eterno de uma mente sem lembranças'/><author><name>helenagwolfenson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18120770051927701570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-180752128026167022</id><published>2009-11-30T09:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T09:50:33.388-08:00</updated><title type='text'>O papel da internet e a enciclopédia de papel</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No início da minha vida escolar, não existia nada melhor que a enciclopédia para estudar e fazer os trabalhos pedidos pela professora do ginásio. Eram vários livros de diversas coleções. As cores eram vibrantes e em pouco tempo já sabia qual tema estava em qual volume. A biblioteca ficava na garagem, não por ser indigno dos ambientes mais visitados da casa, mas pelo silêncio que o cômodo proporcionava. Mesa, luminária, canetas, várias folhas, marcadores de páginas e pronto. Bastava encontrar o livro. Digo encontrar, pois acreditava não haver temas abordados na escola que não estivessem nos livros vermelhos de capa dura, ou nos verdes com folhas já amareladas que cortavam os dedos de quem não tivesse cuidado ao folheá-las.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com o passar dos anos percebi que os trabalhos escritos à mão deram lugar aos impressos pelo computador, e que eram cada vez maiores, com figuras coloridas, cheias de legendas. As notas dos meus trabalhos, feitos com base na enciclopédia e escritos à mão passaram a receber notas cada vez mais baixas. O conteúdo estava errado? “Não!” - dizia a professora. “Apenas comparando com o dos seus colegas, o deles está muito mais completo.” Esse foi o primeiro momento que senti a necessidade de um computador com acesso à internet. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Idealizada e desenvolvida &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;às luzes das ideias iluministas francesas, o projeto da Enciclopédia (de D'Alembert e Denis Diderot) foi inovador. A maior inovação veio pelo formato adotado: o método do dicionário, organizando os artigos por ordem alfabética. Em cada tópico era apresentado o campo de conhecimento ao qual ele pertencia. O recurso mais inovador, porém, foi a chamada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;referência cruzada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A referência cruzada é inter-relacionamento de temas, ou seja, um tópico remete a outro tópico relacionado ao mesmo tema. Nos dias de hoje, o conceito pode ser comparado a um tema relacionado na página de pesquisa ou ao hiperlink, comum em páginas da internet, principalmente na Wikipédia. Este recurso aumenta o leque de pesquisa sobre o tema e amplia a abordagem do tema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os autores de "Informação e Sentido" e "O projeto da enciclopédia e seus registros sobre o jornalismo", Paulo Serra e Antônio Hohlfeldt, respectivamente, recontam a criação da enciclopédia como uma forma de eternizar e registrar a memória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A enciclopédia é, nada mais, que um grande arquivo de história, geografia, política, ciência, enfim, do conhecimento humano que seus criadores acharam pertinente estarem contidos nesse registro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A inovação não foi apenas em sua concepção. A enciclopédia representou também um marco na evolução das formas de organização do saber. Ao identificar que o conhecimento tradicional estava baseado em superstições e preconceitos, seus idealizadores apostavam na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;razão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; como único meio para se chegar à verdade. A partir dessa filosofia, houve o rompimento da versão católica da revelação como base da ciência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O processo enciclopédico representava a institucionalização dos dados organizados a partir de uma única visão, de certa forma inquestionável e inalterável. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Internet veio a resolver alguns dos problemas enfrentados pela enciclopédia. O primeiro deles é a infinita capacidade de armazenamento. Com espaço ilimitado, nenhuma informação era descartada. Não havia mais necessidade de adequar-se a um espaço delimitado por bordas de livros. Foram eliminados também os problemas de desatualização, já que o conteúdo publicado pode ser alterado a qualquer momento. Reduziu-se ainda, e muito, o tempo de pesquisa. Se a cada atualização de conteúdo, fosse necessário editar uma nova versão da coleção, esta jamais ficaria pronta. A publicação da primeira edição consumiu mais de 20 anos de seus escritores. Quando chegassem às lojas, não era de se espantar que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;algumas informações já estivessem ultrapassadas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A popularização da pesquisa online e a inserção livre de conteúdo não fiscalizado causaram um novo problema, até então desconhecido e, no início, de difícil compreensão por algumas pessoas: a falta de credibilidade das fontes contidas na internet. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Resultados de pesquisas no Google reúnem milhares de fontes, sem discernir a idoneidade de cada uma delas. Compila todos os resultados encontrados, incluindo blogs e comentários pessoais. Em páginas como a Wikipédia, cujo slogan é “a enciclopédia livre”, qualquer um pode consultar e até alterar o conteúdo das páginas. Se por um lado isso democratiza a informação, por outro gera dúvidas e desconfianças do que pode ou não se confiar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Podendo optar, ainda fico com a atualizada, mesmo que não 100% confiável, internet. Já dizia minha professora do ginásio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Tahoma"&gt;(Aline Boniolo - 06004503)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-180752128026167022?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/180752128026167022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-papel-da-internet-e-enciclopedia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/180752128026167022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/180752128026167022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-papel-da-internet-e-enciclopedia-de.html' title='O papel da internet e a enciclopédia de papel'/><author><name>Aline Boniolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03925914499589231092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6693243166716643357</id><published>2009-11-30T06:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T06:19:01.401-08:00</updated><title type='text'>A credibilidade da informação na era virtual</title><content type='html'>Evandro Ruivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As informações que circulam no ambiente da rede mundial de computadores têm papel fundamental na formação crítica do mundo contemporâneo. Sites, blogs, e afins, são formas modernas de acesso e troca de informação, porém esbarram no mesmo problema de sempre, a fonte fornecedora.&lt;br /&gt;  O indivíduo pode acessar e ser acessado por milhões de pessoas. Os números são estratosféricos. A aparente ilimitação da circulação de conteúdo esbarra na chamada “superexposição”, invertendo o papel inicial que era o do acesso irrestrito às informações.&lt;br /&gt;  Os iluministas D’Alembert Diderot, artífices da “Enciclopédia Francesa”, tentaram racionalizar uma maneira de reunir e popularizar o conhecimento humano, compilado até aquele momento. Dentre outras evoluções na agregação desse conhecimento, eles iniciaram a forma cruzada de pesquisa de informações. Anteciparam em mais de um século a formatação que hoje a rede mundial de computadores utiliza. Desse modo, a pesquisa de verbetes na internet parece infinita, como desejavam os enciclopedistas. Naquele tempo, os realizadores da Enciclopédia tinham como base os empiristas John Locke e Francis Bacon. E ainda como colaboradores atuantes, nomes do calibre de Voltaire, Rousseau e Motesquieu.&lt;br /&gt;  Como todo texto impresso tem suas limitações quanto à atualização, além de outros problemas com a formatação, o modelo proposto pelos enciclopedistas foi questionado e relegado ao segundo plano, especialmente pelas novas enciclopédias surgidas a partir dos anos 70.  &lt;br /&gt;  Paulo Serra, no texto “Informação e Sentido – Notas para uma abordagem problemática do conceito de informação”, esclarece as limitações e falhas no processo. De início, vislumbra a impossibilidade de rápida atualização, haja vista que a Enciclopédia demorou cerca de 22 anos para ser completada.&lt;br /&gt;  A atualização também traria outro inconveniente ao espírito da concepção original, qual seja, deixaria de ser um resumo de aspectos e fatos relevantes do conhecimento, demandando maior volume de páginas.&lt;br /&gt;  Um outro problema detectado por Serra é o critério para a escolha da organização sistemática. Segundo o autor, se adotarmos qualquer método, dentre a infinidade disponível, estamos fazendo-o aleatoriamente, arbitrariamente. Disto decorre outro problema: a escolha da informação a ser prestada. Como separar as informações de cunho científico e cultural das meramente cotidianas.&lt;br /&gt;  A rede mundial de computadores poderia solucionar estes problemas. Quanto à atualização, esta é cada vez mais instantânea, relegando o tempo de emissão e recepção a segundos. Como o campo de pesquisa é quase ilimitado, a rede de computadores não necessita fixar um método de organização e sistematização para obtenção do conhecimento. As variáveis de pesquisa e método são quase infindáveis. &lt;br /&gt;  O terceiro problema seria a capacidade de armazenar todo e qualquer conhecimento. A solução é obtida pela rede de computadores, pois esta elimina a necessidade de um suporte material para abrigar as informações. Decorre daí outro problema atualíssimo, que é o excesso de informações.&lt;br /&gt;  Segundo Serra, a perda do sentido da informação é o contraponto das soluções que a rede de computadores trouxe na busca pelo conhecimento. Lembrando a lição de Platão, Serra demonstra o paradoxo de que, se não tem conhecimento sobre o que fazer com a informação, esta de nada serve. Funes, o memorioso, de Jorge Luis Borges, releva a personificação da realidade virtual que estamos vivenciando. Nada adianta ter tanta informação armazenada, se o sentido lhe escapa. Não adianta ter acesso e arquivar tantas informações, sem o correspondente sentido. O sentido que Funes não conseguia dar à quantidade infinita de informações e detalhes que memorizava naturalmente, ou pelo esforço de relembrar as passagens de dias inteiros.&lt;br /&gt;  Por outro lado, o hipertexto virtual encerra a finalidade que os enciclopedistas pretendiam. As diversas formas de organização e sistematização do conhecimento estão contidas na rede de computadores. O projeto enciclopedista avançou mesmo um século depois de pensado. Desde o Memex de Vannevar Bush até o World Wide Web, de Tim Bernes-Lee, o enriquecimento cultural da humanidade encontra-se no Projeto enciclopedista. Uma das diferenças essenciais é que na Enciclopédia, os autores escolhiam as informações baseados em um conjunto de sistemas interdependentes entre si. No hipertexto, estas escolhas são fragmentadas, fugindo do conjunto sistematizado de organização do conhecimento. &lt;br /&gt;  Nos últimos 50 anos, a humanidade evoluiu tecnologicamente, mais do que em toda a sua história. Com essa evolução e o acúmulo de conhecimento, esperava-se uma certa emancipação da população como um todo, a ponto de o conhecimento ser acessível à, pelo menos, maioria dos povos do planeta. O que acontece é exatamente o contrário. A revolução tecnológica de ponta concentra-se nas mãos de poucos. Essa concentração também se verifica na rede mundial de computadores. As grandes corporações, incluindo os meios de comunicação de massa, entupiram o sistema, fragmentando as informações e dando a aparência de uma democratrização do conhecimento. O jornalismo tem papel de suma importância na intermediação entre a coleta de dados e o sentido a ser dado àquela informação.&lt;br /&gt;  O registro, a conservação e a transmissão da informação, como queriam os enciclopedistas, ainda não foi realizado pelo tráfego virtual. Carece de acesso múltiplo a uma cultura social de maior amplitude e maior alcance. Enquanto o sistema estiver restrito a uma parcela minoritária da população, não haverá emancipação da sociedade, quer por meio do papel impresso, quer por meio vitual.&lt;br /&gt;  O que hoje realmente atrapalha o desenvolvimento na troca de informações no hipertexto é exatamente o excesso inconsequente de dados na rede de computadores. A maioria das fontes emissoras de informações colocadas no sistema virtual ainda carecem de credibilidade. A responsabilidade, a ética, a veracidade, dentre outras questões humanas, ainda não estão na pauta das fontes originárias das informações arquivadas na internet.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6693243166716643357?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6693243166716643357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/credibilidade-da-informacao-na-era.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6693243166716643357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6693243166716643357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/credibilidade-da-informacao-na-era.html' title='A credibilidade da informação na era virtual'/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7539284319628326063</id><published>2009-11-29T20:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T20:24:30.002-08:00</updated><title type='text'>O esforço para esquecer</title><content type='html'>(André  Avelar - 06000487)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ao longo dos anos, seres humanos utilizavam as mais variadas técnicas para “lembrar”. Pois hoje, sobretudo com o advento da Internet, o desafio é justamente o contrário: a tarefa agora é “esquecer”. Esse debate, retirado das profundezas das redes sociais, encontra a validade empírica sempre quando necessária uma busca sobre qualquer que seja o assunto. Diante da enxurrada de endereços eletrônicos com informações nem sempre confiáveis, nem sempre plausíveis, nem sempre verdadeiras mesmo, o leitor se vê perdido em uma infinidade nada democrática ou emancipatória, como defendem teorizadores que beberam da mesma fonte dos iluministas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Desde a Enciclopédia Francesa ou Encyclopédie, de Jean le Rond d´Alembert e Denis Diderot, os Homens tentam reunir o passado, sabendo que estão fazendo recortes na História e, assim, constituindo talvez, a forma oficial de uma espécie do “tudo que deveria ter sido e não foi”. A produção da memória, separadas em ordem alfabética e por tópicos, tinha também um quê de desorganização na mesma proporção da atual explosão da informação, igualmente excessiva e fidedignamente improvável. Bem por isso, o fracasso do projeto do primeiro, neste momento, em relação ao segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Enciclopédia existiu sem saber que era a própria morte anunciada. Não por falta de vontade ou critério, mas pelas limitações impostas pela época de forma que pouco tempo se passava e ela já estava desatualizada e resumida. Além disso, a legitimidade da escolha de um argumento baseado no lembrar de seus criadores e, ainda, a relevância ou não dos temas sugeridos, como aponta Paulo Serra, em Informação e Sentido – Notas para uma abordagem problemática do conceito de informação. Para o autor, problemas como esses se repetem aos ciclos e a verdade estará entregue à mão de quem a assina. Em suas próprias palavras, “o projecto dos Enciclopedistas desemboca, assim, numa contradição (aparentemente) insuperável: de um lado, uma informação que merecia ser memorizada, mas que, dada a sua exponencialidade e sua hiper-complexidade, se torna impossível memorizar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Nas ruas, esse fim das enciclopédias como um todo aconteceu em meados da década de 90.  Quem não se lembra daqueles bravos, porém inconvenientes vendedores da Barsa que batiam de porta em porta, sempre no horário do jantar, da final de campeonato, ou mesmo, no último capítulo da novela? Era difícil se desvencilhar deles até que, mais precisamente em 2001, surgiu o que em pouquíssimo tempo se tornou o maior site de buscas: o Google, sinônimo até de pesquisa, sendo capaz, inclusive, de aceitar uma péssima conjugação verbal, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Esse talvez tente reunir toda a memória da publicada na Terra, mas não raro cai em descrédito por mau uso da informação, se deixando levar por um consumo imediato e esforço para o esquecimento instantâneo do outro. Ali está um produto que não se sabe a origem, os interesses por trás e, nem mesmo, a tradição. Esse excesso de memória se assemelha à ficção de Jorge Luís Borges, em “Funes, o memorioso”. Nele estão todos os registros, notas, sentimentos, sensações que apesar de belo, fica impossível de distinguir o memorável do desprezível. Bem comparando, o material útil do lixo eletrônico. Em outras palavras, não existe o filtro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     E é exatamente nesse filtro que os grandes portais de comunicação estão justamente empenhados. Arquivos de jornais seculares começam a ser disponibilizados na íntegra na tela do computador, livres para a consulta de seus assinantes – pois sim, o conhecimento tem um valor e ele é pago em espécie. Ainda que uma versão do fato, ou melhor, uma visão do fato acontecido, pelo menos se pode confiar que ali está em jogo toda uma história, que por incansáveis vezes passou pelo crivo da sociedade e, mais do que isso, resistiu ao tempo. Nada nada um peso que os demais links apresentados pelo buscador não têm. De novo, um esforço para esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Mas nem assim é justo culpar a acessibilidade aos computadores, a inclusão digital ou as redes sociais pelas milhares e milhares de páginas com registros por vezes distantes do que se está procurando. Aí reside justamente a Internet. O infinito armazenamento, sem limites físicos, está intrínseco ao seu uso, seja ele relevante ou não. Mesmo nos pormenores de cada busca, há algum tipo de informação. O cuidado deve estar em saber lidar com essa informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Como nas conhecidas palavras de Jean Baudrillard, “estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”. Uma possível solução para esse impasse, também presente no trabalho de Serra, é a linguagem do hipertexto, a frequente atualização e, sobretudo, o conhecimento do usuário de separar o que aleatoriamente aparece para ele. Um otimismo que ainda não leva em conta as técnicas utilizadas e a máquina plenamente falível que é a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quem melhor tenta explicar essa contradição em termos é Olga Pombo, em Enciclopédia e Hipertexto – O Projecto. Ela deixa claro que esse não é um processo que se aprende ou ensina, mas explica que a relação entre “as diferentes formas de organização da totalidade do patrimônio cognitivo de uma época (enciclopédia) e as técnicas de reenvio virtual entre todos os conceitos ou todos os endereços conservados nos servidores de todo o mundo (hipertexto) é mais fundamental do que aparece de forma imediata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O hipertexto, segundo a autora, é uma aposta do saber em permanente crescimento, daquilo que em outros tempos foi o saber adquirido até  certo ponto. Não está em jogo uma unidade fechada, mas algo sempre inacabado, em constante construção apenas pela contribuição. “Não perder o detalhe, de estar atento ao singular, ao irrelevante, ao insignificante” não apenas por mero estilo – separação nítida no jornalismo diário e na sua forma mais literária –, mas ter consciência daquele material que está se utilizando e ter o devido cuidado na hora de distribuir, além do conseqüente esforço para o esquecimento dos demais tópicos não-utlizados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7539284319628326063?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7539284319628326063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-esforco-para-esquecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7539284319628326063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7539284319628326063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-esforco-para-esquecer.html' title='O esforço para esquecer'/><author><name>Alessandro Lefevre</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-xCXLZ9JGIgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/nmxPcxNPTIs/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-2174429681089940579</id><published>2009-11-29T17:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T18:25:06.546-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enciclopédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>Iluminadas sejam as verdades</title><content type='html'>&lt;em&gt;Natália Pesciotta (06000516)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HWNoDVYdg0M/SxMoFNqlSuI/AAAAAAAAA0M/Hk_uCeDmigE/s1600/Fez-se-luz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409711647434820322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HWNoDVYdg0M/SxMoFNqlSuI/AAAAAAAAA0M/Hk_uCeDmigE/s200/Fez-se-luz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;A jornalista Sylvia Moretzsohn termina o livro &lt;a href="http://www.revan.com.br/catalogo/0368.htm"&gt;&lt;em&gt;Pensando Contra os Fatos&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;com uma imagem: uma mulher, segurando uma vela, caminha no breu. Ela é engolida pela escuridão, mas ilumina as trevas por onde passa. Para a autora, essa mulher representa o jornalismo. A metáfora da luz como informação é recorrente. Quem lê o texto &lt;em&gt;&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-informacao_e_sentido.html"&gt;Informação e Sentido&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Paulo Serra, logo resume: “o excesso de luz causa cegueira”, para referir-se à multiplicidade e quantidade de informação ao qual estamos submetidos hoje. A princípio, uma ideia trata de escuridão e outra de claridade, mas, na verdade, as duas apontam para um mesmo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vela do jornalismo descrita por Moretzsohn nada mais é do que o próprio Iluminismo. O formato da profissão nasceu – assim como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EncyclopÃ©die"&gt;projeto enciclopedista de d’Alambert e Diderot&lt;/a&gt;, analisado por Serra – com os ideais do século 18, que buscavam dar luz aos conhecimentos humanos, organizar e divulgar saberes, depois da humanidade ter vivido a escuridão na Idade Média. Uma Idade Moderna se passou e, três séculos depois, Moretzsohn reafirma essa função do jornalismo – exatamente pelo fenômeno de “excesso de luz” explicitado por Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a argumentação dele, as pessoas convivem com a propagação de tanta informação veloz, sem articulação, que deixam de ser capazes de memorizá-las e, assim, assimilar os conceitos e relacionar idéias. Essa cegueira seria, e aí está a convergência das imagens, a volta à escuridão. Para diversificar um pouco a metáfora, o filósofo francês Lipovetsky escreveu que nossos tempos pós-modernos são o “looping da montanha-russa”. Depois da ascendência Iluminista, comparada à subida do carrinho nos trilhos, a humanidade teria começado a perder o controle na descida e encontrado-se em total inércia no “looping pós-moderno”. Quer dizer, toda a tecnologia criada e a evolução na comunicação teria nos levado ao descontrole, à tal cultura do esvaziamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que interação é palavra de ordem e todos têm direito à voz ao comentar notícias ou criar um blog, por exemplo, a teoria da comunicação tradicional – com emissor, receptor, meio, mensagem – entra em desuso, &lt;a href="http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:68GmbU9Ud5oJ:revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/2950/2234+epistemologia+em+ru%C3%ADnas&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;gl=br&amp;amp;sig=AHIEtbRU7Xzgw62y0cJETXac3udjO1oZwg"&gt;defendem alguns&lt;/a&gt;. A &lt;a href="http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:68GmbU9Ud5oJ:revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/2950/2234+epistemologia+em+ru%C3%ADnas&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;gl=br&amp;amp;sig=AHIEtbRU7Xzgw62y0cJETXac3udjO1oZwg"&gt;ruína da epistemologia&lt;/a&gt;, contudo, não é necessariamente negativa. Há quem indique a Internet, responsável pela pluralidade de vozes e intensidade da troca de informações, como o auge do pensamento iluminista. É o caso de Olga Pombo, de &lt;em&gt;Enciclopédia e Hipertexto, o Projeto&lt;/em&gt;, para quem talvez a Wikipedia fosse o sonho dos criadores da Enciclopédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, outros acreditam que a comunicação sem a epistemologia tradicional caminhe contra a institucionalização de “fontes confiáveis”, impostas pelos contratualistas e pelo projeto enciclopedista. Uma enciclopédia ou certos veículos da imprensa como guardiões da verdade absoluta, afinal, significa a pasteurização dos vários pontos de vista e vozes existentes na sociedade. Rosseau, um contratualista, já percebia que a imprensa esvazia o espaço público desde que foi idealizada para representar as discussões da sociedade. Nesse sentido, a abertura de canais que vivemos pode ser o caminho para um espaço público mais autêntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra precisa estar no dicionário para existir? Darei um exemplo prático: o sobrenome Silva é usado como indicador de intensidade (“ele é doidinho da silva”). Quando escrevi uma &lt;a href="http://www.almanaquebrasil.com.br/especiais/brasileiros-da-silva/"&gt;matéria sobre os sobrenomes no Brasil&lt;/a&gt;, frisei que nossa alcunha mais difundida está “até no dicionário”. Pensando sobre o assunto, não vejo com maus olhos a institucionalização da informação. É importante que existam referências e que os saberes do cotidiano sejam balizados. Já aceitamos, afinal, a democracia representativa em detrimento da participativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Barça e a Larrousse devem trazer informações sobre Diderot, D’Alemberg, Paulo Serra, Enciclopédia e, nas versões mais atualizadas, até sobre Hipertexto. É importante que possamos tê-las como referência para checar informações. Mas, atualmente, há um porém: basta digitar as palavras no Google para saber o que pensam também todos os estudantes de jornalismo aqui listados, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que a exclusividade de meios oficiais para propagar conhecimentos aniquila a pluralidade da sociedade. Diria que a mulher com a vela, na imagem de Moretzsohn, é essencial, mas a sociedade não é mais refém de seu ponto de vista sobre o que deve ou não ser iluminado. Por todo canto, sites, blogs e redes sociais se acendem, como fósforos, para informações que julgam relevantes, e passam a guiar a mulher que segura a vela. Dessa forma, talvez, possamos nos livrar da escuridão e da cegueira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-2174429681089940579?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/2174429681089940579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/iluminadas-sejam-as-verdades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2174429681089940579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2174429681089940579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/iluminadas-sejam-as-verdades.html' title='Iluminadas sejam as verdades'/><author><name>Natália Pesciotta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17440028373615412729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HWNoDVYdg0M/SxMoFNqlSuI/AAAAAAAAA0M/Hk_uCeDmigE/s72-c/Fez-se-luz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6104303635581722384</id><published>2009-11-29T15:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T15:07:26.918-08:00</updated><title type='text'>Internet: A Enciclopédia Moderna</title><content type='html'>Ana Carolina Castilho&lt;br /&gt;06004504&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enciclopédia é uma magnífica obra do iluminismo francês e europeu. Ela foi publicada entre 1751 e 1780, em 34 volumes, como uma fonte de conhecimento e não de revelação. Seus principais autores foram Jean D’Alembert e Denis Diderot. A enciclopédia serve para descrever o mais aproximado possível o relativo à concepção do conhecimento humano e Segundo Paulo Serra, em seu texto “Informação e Sentido”, os objetivos de Diderot era reunir o conhecimentos dispersos pela Terra e deixar para as gerações seguintes todos os feitos de sua geração, a fim de evitar que as ações dos séculos passados não se tornassem trabalhos inúteis. Claro, naquela época não era possível colocar todas as informações, assim, elas eram selecionadas pelos seus editores e entravam aquelas mais os interessavam, deixando para trás fatos que deveriam ser esquecidos na opinião deles. Esse fato, restringiu muita informação e construiu, como Paulo Serra cita em seu texto, uma nova memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e mais e mais informações foram sendo acrescentadas. Os livros iam aumentando, as enciclopédias ganhavam mais volumes, novos fatos se tornavam conhecidos, até chegar nos grandes livros que conhecemos e que a maioria tem guardados hoje no fundo do baú de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me direitinho dos dias em que eu passava o dia atrás de livros, pesquisando sobre um determinado tema para entregar, em uma folha de almaço, um trabalho para a minha professora. A enciclopédia “Conhecer”, e a “Grande Enciclopédia Larousse Cultural” fizeram parte do meu ginásio e me garantiram boas notas. Porém, há anos não ouço mais falar das minhas salvadoras do passado e há anos não chego perto de uma. Nem imagino onde elas estejam guardadas na minha casa. Isso porque a internet foi chegando às casas dos brasileiros e sem nem pedir licença, expulsou as velhas enciclopédias para dar lugar a outras mais modernas, mais completas e muito mais fáceis de usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O declínio das grandes enciclopédias em livros começou com a chegada das enciclopédias em CD-ROM. Nesses CDs cabiam todas as informações necessárias para que estudantes, pesquisadores e curiosos achassem o que queriam. A vantagem era a portabilidade e a rapidez, além de ter uma produção econômica, animações e até áudio. Foi então que apareceram os hiperlinks, ligando artigos relacionados e aumentando o poder da busca. Então chegou a internet, citada acima. Com ela, vieram as enciclopédias livres, onde qualquer pessoa poderia contribuir com o seu conteúdo, ampliando de maneira absurda a quantidade de informação e criando um banco de dados universal, que é aperfeiçoado continuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje grande parte do que se deseja saber está na internet. Precisa fazer um trabalho para a escola? Precisa entender mais sobre um determinado assunto? Busca no Google! Com um computador e a internet é possível armazenar muita coisa e aprender muita coisa. Tudo é muito rápido. Não se trata somente de artigos de enciclopédia, mas sim de tudo que está acontecendo no mundo. A notícia na internet é imediata. Em questão de minutos podemos saber o que está acontecendo do outro lado do mundo. E não são só de informações úteis que vive a internet. Hoje, uma cultura inútil toma conta de importantes sites de informação. Somos bombardeados por notícias dos mais variados assuntos e muitas delas não nos acrescentam nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa tecnologia tem seu lado negativo. O que estrutura a sociedade hoje é a comunicação, todas as nossas relações sociais estão estruturadas por ela e essa nossa sociabilidade se localiza no cotidiano, que é fragmentado em um universo muito grande de demandas. O problema é que hoje em dia, as informações devem ser passadas o mais rápido possível, o jornalista deve produzir grandes quantidades de notícias em pouco tempo. Há um dinamismo e produtivismo muito grande, deixando o jornalista sobrecarregado e assim a notícia acaba não sendo boa nem para quem escreveu, nem para o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo precisa lidar com a imediaticidade dos fatos e ao mesmo tempo com a vida cotidiana para nos fornecer elementos para que possamos fazer uma crítica sobre o assunto. As notícias de sites como UOL, GLOBO e etc, nos servem como uma enciclopédia moderna, que nos dá base, mas não nos aprofunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6104303635581722384?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6104303635581722384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/internet-enciclopedia-moderna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6104303635581722384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6104303635581722384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/internet-enciclopedia-moderna.html' title='Internet: A Enciclopédia Moderna'/><author><name>Ana Carol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10199863670311796079</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1693030289117353552</id><published>2009-11-29T14:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T14:41:53.038-08:00</updated><title type='text'>Tanta informação pra quê?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Bruna Zibellini - 06000491&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 1998 a dupla de estudantes Larry Page e Sergey Brin lançou o Google. Três anos depois, em 2001, Jimmy Wales e Larry Sanger lançaram a Wikipedia. O que essas duas ferramentas têm em comum? São os maiores sites de busca do mundo. O Google é aquele em que você encontra tudo sobre tudo e todos. “Não sabe? Joga no Google.” A Wikipedia é uma “enciclopédia livre” como diz o próprio site. Isso significa que qualquer um pode modificar o seu conteúdo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Tanto o Google como a Wikipedia “roubaram” o antigo formato de enciclopédia criada por Santo Isidoro no século VII. Segundo Olga Pombo, a internet é “a versão dessacralizada do esforço de contenção dos conhecimentos que, nessa primeira enciclopédia cristã, Santo Isidoro tinha conseguido arrancar às cinzas do império romano”. A autora ainda afirma: “Sabemos que o texto da enciclopédia é descontínuo, composto de entradas independentes organizadas segundo critérios de ordenação alfabéticos, temáticos ou disciplinares”, da mesma forma que esses sites atuam.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;As enciclopédias (digitais ou não) estão organizadas de uma maneira que contém, além de elementos textuais, elemnetos visuais, como gravuras, desenhos, ilutrações, mapas, cartas, mapas, tabelas e fotografias, o que caracteriza a composição geométrica do hipertexto. Segundo Pombo, “o hipertexto é o dispositivo que permite conectar em rede as informações disponíveis em todos os servidores do mundo”, e isso potencializa a última ideia de enciclopédia. São muitas informações interligadas, e diferentemente de como fazíamos antigamente, que era só abrir aquela Larousse capa dura e procurar uma verbete, tudo está ao nosso alcance com apenas um click.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Em “Funes, o memorioso”, de Jorge Luís Borges, o jovem Irineu Funes pode ser usado como uma mtáfora ao hipertexto, já que, após o seu acidente, nunca mais esqueceu de mais nada. Mas ao mesmo tempo em que registrava tudo o que acontecia, não conseguia pensar por conta própria, não tinha a capacidade de organizar suas ideias e interpreté-las de uma maneira mais crítica, o mesmo que acontece com a intenet e seus hipertextos.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Os textos de Paulo Serra e Antonio Hohlfeldt, “Informação e sentido” e “O projeto da Enciclopédia e seus registros sobre o Jornalismo” respectivamente, mostram a enciclopédia como uma solidificação da memória coletiva. Segundo os autores, trata-se de um grande arquivo que registra a evolução e o desenvolimento ideológicos do homem. Toda essa informação está dispersa e é curioso tentar encontrar sua base, assim como ter discernimento para distinguir a importância das coisas e tentar não deixar cair no cunho individual. Será possível? O que é importante para mim, pode não ser nem um pouco importante para você.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Isso só mostra que a tecnologia despeja informações em cima de nós o tempo inteiro e não nos dá tempo de assimilá-las, tornando o conhecimento superficial e preguiço, pois quem há de querer se aprofundar em um tema se a Wikipedia já jogou ali o que um qualquer escreveu naquela página? Clicar nos primeiro links que o Google dá como opção (quase sempre a Wikipedia está entre as três primeiras) é muito mais fácil do que ir a uma biblioteca e pesquisar em livros. E viva a a boa memória e a falta de pensamentos próprios!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-1693030289117353552?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/1693030289117353552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/tanta-informacao-pra-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1693030289117353552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1693030289117353552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/tanta-informacao-pra-que.html' title='Tanta informação pra quê?'/><author><name>Bruna Z.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-blDEWlQYowo/TdB8OU8DPqI/AAAAAAAAJ1o/F-gDaRKokYg/s220/profile%2Bpb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8295630459808898795</id><published>2009-11-28T14:59:00.001-08:00</published><updated>2009-11-28T15:08:08.691-08:00</updated><title type='text'>Que haja luz, e Google se fez</title><content type='html'>&lt;p&gt;Lucas Pacheco (06000511)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998 uma dupla de universitários procurava o que qualquer outro estudante queria (inclusive o que escreve isso aqui): uma maneira rápida, eficaz e sem esforço de saber o que realmente precisavam ler para que fossem aprovados. Frustrados com os buscadores da época, os amigos foram atrás do seu próprio algoritmo. Pouco tempo depois, com a “fórmula secreta” nas mãos, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Larry_Page"&gt;Larry Page&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sergey_Brin"&gt;Sergey Brin&lt;/a&gt; criaram um negócio cujo tema era “obter, organizar e hierarquizar toda a informação do mundo”. Meta que na época soava ridícula, megalomaníaca e entediante para qualquer um de qualquer meio. Nascia o &lt;a href="http://www.google.com/intl/en/about.html"&gt;Google&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dez anos depois a empresa, o negócio se tornou uma das maiores corporações do mundo, e os criadores, que nunca se formaram, são bilionários. A empresa continua com uma fórmula complexa (e trancada a sete chaves) para determinar o que é mais importante dentre tudo o que é encontrado, mas tem outra simples para “fazer dinheiro”: colocar anúncios em suas pesquisas, sem que afetem a lista de resultados. Credibilidade e lucro pra todo mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a pretensão preguiçosa, e natural para a maioria dos estudantes, de dar respostas certas sem realmente ter que saber de tudo, Page e Brin deram um salto para o objetivo dos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Encyclopedism"&gt;enciclopedistas&lt;/a&gt; do século XVIII: catalogar todo o conhecimento humano a partir dos princípios da razão formulados na época. Além disso, davam sustentação para a tese de Paulo Serra de que a internet seria a reposta para o problema desta construção. Pois a dupla revolucionou o modo como esse objetivo era perseguido, deixando os maçantes e tediosos tomos de lado, partindo para uma página em branco com um campo a ser preenchido. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maioria dos problemas enfrentados pelo projeto enciclopedista foi sendo resolvida com o avanço da internet e do acesso que a população tem à ela. Antes toda vez que algo mudava na história ou na ciência, uma nova versão da &lt;a href="http://www.larousse.com.br/"&gt;Larrouse&lt;/a&gt; ou da &lt;a href="http://brasil.planetasaber.com/default.asp"&gt;Barsa&lt;/a&gt; tinha de ser comprada para a estante, na internet, basta editar o site. A web não tem limite de armazenamento de dados, ja os livros começam a ficar pesados com o tempo. Sempre que algo tinha de ser apreendido, você tinha de dar um pulo na estante e estudar o assunto, hoje com a popularização de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gadget"&gt;gadgets&lt;/a&gt; como os &lt;a href="http://www.apple.com/br/iphone/"&gt;smartphones&lt;/a&gt; a resposta está a poucos cliques de distância. A sociedade, reconhecendo seu novo messias, criou um novo dito “se não tem no Google, não existe.” &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo assim, como apontado por Serra em “&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-informacao_e_sentido.html"&gt;Informação e Sentido&lt;/a&gt;”, outras barreiras continuaram em pé. A internet passou a se comportar como &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/funes.htm"&gt;Funes, o memorioso&lt;/a&gt; (personagem do conto de &lt;a href="http://www2.fcsh.unl.pt/borgesjorgeluis/"&gt;Jorge luis Borges&lt;/a&gt; com mesmo nome). Um homem que lembra de tudo, não consegue esquecer nada, mas que acaba confundindo passado, futuro e presente, e mostra que, com o passar do tempo sua memória se torna um “despejadouro de lixo”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o aumento vertiginoso de sites, da liberdade de escrever o que quiser sobre o que quiser, da facilidade de modificação e deturpação das coisas, o algoritmo do Google (o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Lus%C3%ADadas"&gt;Vasco da Gama camoniano&lt;/a&gt; da internet) passou a ser um Funes entupido de respostas inválidas, contraditórias e sem fontes confiáveis. Não que o Titanic fosse afundar, pelo contrario, com seu crescimento, acoplou novas áreas da informação ao seu campo de ação, de links passou às fotos, aos sons, os vídeos, notícias, mapas, geração de rotas, etc. Uma mina de outro gigantesca e aparentemente inesgotável. Assim como artistas que dão sua contribuição para a evolução da arte e depois partem para a mesmice, o Google fez sua parte e foi ganhar dinheiro. Problema de quem? Alguém que não eles.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para felicidade geral da nação, em 2006, outro projeto que começou em 2001 tomou proporções “mundiais” e deu uma nova guinada no sonho enciclopédico. Desta vez, mostrando ligação com o movimento francês em seu nome: &lt;a href="http://wikipedia.org/"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;. A enciclopédia feita pelo internauta nasceu não para combater o Google, mas sim para alimentar o sucesso do buscador. Como? Se tornando a informação mais relevante que o buscador pode achar na internet. Não importa o tema, suas páginas devem conter atrativos para os parâmetros de busca do motor googleano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conteúdo de um texto Wiki deve conter, além da informação escrita, imagens, datas, tabelas, gráficos relativos ao tema e, principalmente, hiperlinks. A chave para o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/PageRank"&gt;pagerank&lt;/a&gt; do Google. Além da ligação com as páginas-fontes do artigo, qualquer termo do texto que possa parecer um tema em si, ganha um link para outro artigo da Wikipédia (quer ele exista ou não), datas, nomes, movimentos, lugares, períodos, tudo que possa ser “substantivado” vira um link, transformando o texto em uma zebra preta e azul. Em pouco tempo, o objetivo estava cumprido, como disse a amiga Luana em &lt;a href="http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-sem-sentido.html"&gt;Informação (s)e(m) Sentido&lt;/a&gt;: a Wikipedia é o 1º item da grande maioria dos resultados do Google.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para evitar o problema do “monte de lixo” já que todos podem editar os textos da Wikipédia, o projeto passou a contratar uma equipe de revisores, padronizadores e editores. Pessoas (e não maquinas) responsáveis por checar o que está escrito, se faz sentido e se é imparcial, em caso de desaprovação o texto ganha &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Estaleiro"&gt;selos&lt;/a&gt; avisando para a falta de fontes, de padrão, de imparcialidade ou de sentido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já que a Wikipédia se tornou a maior rede de hipertextos do mundo e tem uma “validação humana” de seu conteúdo, o mundo tomou formulou um novo termo o “WikiAmém”, se está em um artigo gigantesco na Wikipédia, é verdade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O novo problema é a dependência da comunidade para a existência. E como já apontado anteriormente, o mundo tem preguiça. Como cada língua do mundo tem sua versão a Wikipédia depende da colaboração dos falantes de determinada língua para ser completa, confiável e simples. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por exemplo, se alguns departamentos de renomadas universidades brasileiras se responsabilizassem por checarem freqüentemente os artigos dos temas nos quais são especialistas, a Wikipédia seria considerada uma fonte confiável. Mas as escolas e universidades brasileiras desestimulam e punem os alunos pelo uso da Wikipédia, pois nossa comunidade tem a fama de “desvirtuadora da internet”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema do lixo pode não ter voltado, mas todos o temeram. Então, aproveitando a onda, a &lt;a href="http://www.microsoft.com/"&gt;Microsoft&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.yahoo.com.br/"&gt;Yahoo&lt;/a&gt; (publicamente aclamados Google-Loosers ou simplesmente Googloosers) pintaram como falsos profetas, prometendo a solução para aquilo que Serra, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Postman"&gt;Neil Postman&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard"&gt;Jean Baudrillard&lt;/a&gt; apontam: o excesso da informação muito mais atrapalha o aprendizado do que ajuda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="http://www.bing.com/"&gt;Bing&lt;/a&gt;, novo buscador da inventora do Windows, promete não só trazer a informação relevante sobre o que busca através de uma formula matemática, mas também só te mostrar o que é necessário, chega de “desinformação”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É verdade que infelizmente, ou não, Page, Brin e companhia limitada levaram a preguiça estudantil, e humana, a um novo patamar, o da acessibilidade: “Por que saber agora se posso googar só quando for preciso?” Também há quem esteja maravilhado com o Bing, mas continuo a pensar que é mais manipulação e pretensão te mostrar só o que alguém achou melhor do que ranquear uma pancada de links. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No fim, todos reclamam dos novos métodos de pesquisa, algo egoísta o meu ver. Acho que, se você não concorda no como uma facilidade funciona, deixe de fazer o fácil, deixe a rapidez de lado e faça o trabalho você mesmo.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8295630459808898795?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8295630459808898795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/que-haja-luz-e-google-se-fez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8295630459808898795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8295630459808898795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/que-haja-luz-e-google-se-fez.html' title='Que haja luz, e Google se fez'/><author><name>Smurf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971553587011137787</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4292648903568972810</id><published>2009-11-28T04:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T04:47:37.452-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt; 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No ano de 2001 o site foi lançado, com objetivo de ser uma enciclopédia livre, plurilíngue e cuja colaboração na elaboração de verbetes e artigos partisse dos próprios usuários. Enfim, uma ideia moderna e visionária, perfeita para o século XXI das máquinas e computadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A mãe dos afoitos por informações rápidas e de fácil acesso é na verdade filha de uma grande conhecida dos que estavam na escola nos tempos pré-interneticos: a enciclopédia de capa, folhas e índice remissivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na França de ideias iluministas do século XVIII, pensou-se numa forma diferente para classificar conhecimentos, tendo a razão (sempre ela) como fonte. O projeto nasceu como forma de disponibilizar as informações em sua época. É claro que nem toda informação poderia estar presente nos volumes enciclopédicos. Os editores (“homens das letras”, intelectuais) deveriam selecionar aquelas que se mostravam mais adequadas ao novo formato. Tudo o que fosse atraente e interessante deveria constar nos volumes, mesmo que tais qualidades não abrangessem aquilo que fosse mais instrutivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao enciclopedizar certos assuntos e deixando outros de fora, faz-se um recorte arbitrário daquele tempo: os editores responsáveis pelos volumes escolheriam os temas que deveriam ser rememorados pelas próximas gerações, apagando, definitivamente, tópicos que não se mostraram suficientemente interessantes para eles. Dessa forma, acabaram restringindo a memória do passado aos que a estudariam tempos depois. A escolha arbitrária daquilo que deve ser lido na posteridade é uma das críticas que Paulo Serra faz à enciclopédia em seu texto “Informação e sentido”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É verdade que a enciclopédia nasceu com esta função seletiva (de reunir somente o essencial), mas acabou construindo uma memória coletiva eliminando outra.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao reunir informações sobre todo e qualquer assunto disponível, gerou um gosto pelo não especializado, pelo verbete dicionarizado, cuja função é definir sem acarretar discussões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com o passar dos anos o conteúdo só tenderia a aumentar, claro. Tal fato acaba contrariando os objetivos da enciclopédia: se somente o relevante deve constar em suas páginas, como selecionar ainda mais os fatos lá acumulados para que caibam em 8 volumes? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em tempos de enciclopédia virtual, tudo é muito diferente. A capacidade de memória que tem um computador pode ser imensurável, o universo &lt;i style=""&gt;on-line&lt;/i&gt; pode tudo armazenar, irrestritamente, imediatamente. Confia-se mais na memória da máquina que na pessoal. Tudo é esquecível, pois num clique do mouse o “tudo” pode ser rememorado e redescoberto. Toda notícia veiculada on-line é imediata. Para qualquer informação desejada, o &lt;i style=""&gt;Google&lt;/i&gt; dá resultados. Não há assunto para o qual não se ache respostas, ainda que não se possa confiar cegamente nelas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na tela inicial do site &lt;i style=""&gt;Globo.com&lt;/i&gt;, um dos grandes portais brasileiros, são cerca de 200 hiperlinks de assuntos diversos: Copa do Mundo, Big Brother Brasil, a novela das 21h, além de política internacional, editorias para cada grande cidade do Brasil, etc. É informação demais (muitas vezes de qualidade e veracidade extremamente duvidosas) em apenas um local. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O culto à cultura inútil e à informação descartável parece mesmo ter chegado a níveis antes impensados, tornando impossível, ainda segundo Paulo Serra, “ distinguir o memorável e o desprezível.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não deixa de ser verdade que existe hoje um culto também a tudo aquilo que é virtual. As pesquisas escolares feitas on-line, por exemplo, tornaram-se meras desculpas para a preguiça de enfrentar as dificuldades de consultar livros. As informações muitas vezes não se adéquam àquelas que se esperava, mas às vezes o “pesquisador” (ou fuçador virtual) não consegue identificar erros ou discordâncias, justamente por não estar acostumado a “discutir” com o texto que acaba sendo apenas um mero definidor de verbetes.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4292648903568972810?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4292648903568972810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4292648903568972810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4292648903568972810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title=''/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6730576540234330479</id><published>2009-11-27T16:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T17:00:30.258-08:00</updated><title type='text'>Ainda temos opções</title><content type='html'>O meu trabalho de conclusão de curso (TCC) é sobre um vilarejo do interior de Minas Gerais, chamado Lapinha da Serra. Como o acesso é ruim e a estrada só abriu a cerca de dez anos atrás o vilarejo ainda possui características de um lugar que parou no tempo. A única maneira dos lapinhenses saberem o que está ocorrendo fora da Lapinha é através dos turistas ou da televisão. O rádio que não funciona muito bem, na maioria das vezes só serve para tocar música sertaneja. O povoado possui um único orelhão, que dificilmente funciona. A internet está longe de ser instalada. O jornal também não chega tampouco revistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias que realmente interessam ao vilarejo são contadas na praça. Para se atualizar basta ir a uma das rodinhas de conversa e bater uma prosa. As “notícias” nem sempre são confiáveis, mas raramente são mal contadas. Apenas os mais novos que saem do vilarejo pra estudar na pequena cidade vizinha, ficam sabendo o que ocorre no resto do mundo sem ser pela televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lapinhenses adquirem informação de maneira muito mais coletiva que a gente que vive em São Paulo. Essa maneira de adquirir informações individualmente também prejudicou a convivência com nossos vizinhos, que dificilmente avistamos e raramente nos comunicamos.  Enquanto eles procuram a informação do dia, a gente procura a informação do minuto. Eles não selecionam a informação. Nós selecionamos tudo que lemos, pois seria impossível ler tudo que é produzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior efeito da banalização da informação talvez nem seja nossa incapacidade de selecioná-las corretamente, devido a sua quantidade infinita, mas sim sua perda de valor. No ano em que estourou o “mensalão”, a maioria dos meios de comunicação criticava o governo Lula, se falou até em impeachment, mas sua popularidade e aceitação só aumentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Lapinha a banalização da noticia não ocorre, o que é noticiado pela manhã todos ainda se recordam a noite, isso não acontece em São Paulo. Quem lê uma notícia ao ir para o trabalho de manhã, fatalmente não vai lembrar-se do que leu ao anoitecer. Nossa memória é contrária a de Funes, no conto “Funes, o Memorioso”, de Jorge Luís Borges. Funes é dotado de uma memória infinita e nós se tratando de notícias, uma memória finita, a cada dia. Porém a memória de Funes pode ser comparada com a internet como bem percebeu Paulo Serra em seu texto “Informação e Sentido” que ainda usa outros textos de Borges para exemplificar suas teorias. Segundo Paulo Serra, quanto mais informação existe menos sentido observaremos, ou seja, a banalização da informação faz com que a mesma perca seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente fiz generalizações tanto sobre os moradores de São Paulo como os moradores da Lapinha, mas serviram em um único sentido para demonstrar o nosso passado e o nosso presente. Cabe a cada indivíduo de cada lugar decidir em que tempo viver, ou melhor, se sua memória vai ser um despejadouro de lixo ou um vertedouro de matéria prima. Mesmo vivendo em São Paulo há meios de selecionar bem o que se lê ou o que se vê, o problema é organização e vontade pra fazer isso diariamente. Porém para nós, ainda há essa possibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6730576540234330479?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6730576540234330479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/ainda-temos-opcoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6730576540234330479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6730576540234330479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/ainda-temos-opcoes.html' title='Ainda temos opções'/><author><name>Lucian Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06213653736022347345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-2191126329824760366</id><published>2009-11-27T16:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T16:22:10.340-08:00</updated><title type='text'>Todo o poder aos receptores!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por oito votos a um, o STF derrubou no dia 16 de junho a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão trouxe mais calor a uma discussão que já fervia desde a consolidação da internet como fonte de informação. De um lado, a defesa do jornalismo responsável, feito profissionais e difundido por veículos tidos como ‘de confiança’; do outro, a poderosa ascensão dos blogs e microblogs - páginas de conteúdo livre, cujos autores podem ser de leigos a especialistas. A raiz do debate, assim como a base da argumentação dos ministros favoráveis a essa decisão, tem alicerce na liberdade de expressão e informação, garantida pela Constituição Federal. No mesmo embate entram as críticas negativas e elogios feitos às enciclopédias online livres e colaborativas.Tudo isto porque a internet revolucionou os métodos de busca por conteúdo e abalou as estruturas da Teoria da Comunicação aplicada à veiculação de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estiveram muito bem definidos os papéis de emissor e receptor dentro desse sistema. Jornais impressos, revistas, programas de rádio, telejornais, enciclopédias, dicionários, livros didáticos, entre outros, sempre cumpriram a função de informar leitores, ouvintes e telespectadores que limitavam-se à condição de meros receptores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blogs surgiram nos anos noventa como uma espécie de relato de links interessantes. A febre pegou de vez em 2001 e, aos poucos, os receptores perceberam nessa ferramenta a possibilidade de expressar opiniões, informar o que os jornais não informam, iniciar debates, divulgar trabalhos sociais, criar conteúdos, enfim, experimentaram de um poder antes restrito aos emissores. Não deixaram de receber informações das fontes habituais, mas ganharam voz para confrontar, reforçar, distorcer, divulgar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra séria ameaça ao domínio dos emissores nasceu com o advento das enciclopédias online colaborativas. A liberdade proposta pela Wikipédia, por exemplo, causa arrepios nos dependentes de fontes ‘oficiais’: “qualquer pessoa com o acesso à Internet pode modificar qualquer artigo, e cada leitor é potencial colaborador do projeto”. Ou seja, aqui cai por terra distinção habitual entre emissores e receptores. Tem-se a possibilidade de escolher que papel assumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inevitável pulverização de fontes decorrente deste processo contempla a liberdade de expressão ao mesmo tempo em que expõe três questões cruciais, daquelas capazes de alimentar debates infinitos no âmbito jornalístico. A primeira trata da possibilidade de dar voz aos pequenos e minimizar o monopólio da grande mídia sobre a veiculação de informações; a segunda é sobre a credibilidade de fontes alternativas; e a terceira questiona se há real ganho intelectual com a ampliação do acesso a informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, desconfio quando dizem que vivemos um momento de democracia digital. Poderíamos chegar lá, não duvido do potencial da internet. Mas, em uma era de domínio dos sites de busca, onde “jogar no Google” virou sinônimo de “pesquisar na web”, nem todas as fontes ganham o destaque necessário para que se considere uma real tendência à pluralização de vozes. Sites com maior audiência são priorizados. Critérios pouco conhecidos pelo grande público são adotados na hierarquização dos resultados em sites de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto às chamadas fontes oficiais coloca em questão a credibilidade de páginas menos visitadas, menos conhecidas. É certo que depositar total confiança no conteúdo da web expõe o internauta à possibilidade de crer em informações incorretas. Mas esta não é uma particularidade da internet, qualquer veículo pode oferecer tal risco, se não for adotada uma postura devidamente crítica diante do que é informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da web é que ela atende com eficiência a uma demanda crescente por informações de rápido consumo. A necessidade de atualizações rápidas culmina na produção de conteúdos razos, porém com profundidade suficiente para satisfazer leitores apressados. Dessa relação de cumplicidade entre emissores cobrados por alta produção e receptores ávidos por novidades quentes, nascem fontes metralhadoras de conteúdo. Um turbilhão de informações é diariamente despejado sobre um público que ainda não encontrou uma forma de assimilar tal quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Paulo Serra, o artigo “Informação e Sentido” aponta para essa questão e mostra que o internauta sente dificuldade em selecionar e incorporar o que de fato é relevante, o que, paradoxalmente, gera uma legião de alienados pelo excesso de informação, cegos pelo excesso de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando-se a grandeza e bipolaridade do potencial da internet, faz-se necessária uma reeducação dos receptores. A busca pelo uso benéfico da rede não pode se encerrar na crença de que o excesso de luz cega e, portanto, não há o que fazer. O ser humano é capaz de enxergar até no escuro, se necessário. É preciso um esforço coletivo para adaptar os olhos à dinâmica virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-2191126329824760366?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/2191126329824760366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/todo-o-poder-aos-receptores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2191126329824760366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2191126329824760366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/todo-o-poder-aos-receptores.html' title='Todo o poder aos receptores!'/><author><name>Nayla Carvalho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_gO3NcSu8Vk8/SxBwaKsSReI/AAAAAAAAADY/5P90O7C75pg/S220/viajens_marina_410.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-2961464223260711955</id><published>2009-11-27T14:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T15:00:30.105-08:00</updated><title type='text'>Sem tempo para o aprofundamento</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cuser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.9pt 3.0cm 70.9pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estagiário, faça uma nota, por favor, sobre a visita do premier de Israel no Brasil para publicar o quanto antes no site.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele imaginou a estrutura de seu texto: falaria primeiro sobre o motivo do político no país, depois sobre como a questão das discussões é tratada em sua nação de origem, o que incluiria um pequeno contexto histórico, passaria para a discrição do encontro entre as autoridades, depois para a relação entre os dois países, mais uma vez com retrospectiva histórica, para, enfim, tratar das conclusões e acertos que chegaram as negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha material para um livro-reportagem. Mas seu espaço, assim como o tempo, era restrito. Portanto, a primeira ideia de agrupar diversos contextos e aprofundar a questão foi logo substituída por uma rápida pesquisa na internet e a famosa "cozinhada" de textos já publicados. O resultado foram parágrafos curtos e links que levavam palavras-chaves a textos maiores, entrevistas longas ou vídeos. Resumidamente, o que foi produzido foi um texto rápido e superficial, assim como, provavelmente, os textos usados para a pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes últimos são denominados "hipertextos", estruturas difundidas com o advento da internet e publicados em sites como a Wikipedia. Os autores são desconhecidos e, ao mesmo tempo, podem ser qualquer um, não mais especialistas e estudiosos. A pesquisa para produzi-los não exige nenhum grande aprofundamento. O conteúdo deriva das enciclopédias, o que faz com que o trabalho de campo e apuração de informação entre em extinção. Assim, a facilidade de publicação e veiculação de informação se torna um aspecto prejudicial na relação do leitor com o conteúdo e o impacto que esse exerce sobre as comunidades, como revela Olga Pombo, em Enciclopédia e Hipertexto. O Projecto: "essa condição ilimitada do hipertexto tem como efeito a desorientação, a sobrecarga, a banalização e a indiferenciação dos conteúdos veiculados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição ilimitada descrita pela autora é o que sujeita os leitores a um bombardeio de informações (e imagens), que por sua vez estimulam um olhar vicioso sobre os conteúdos, esvaziados de reflexão. A disseminação do conteúdo humano, através deste tipo de texto, ficou instantânea (a qualquer hora é só consultar a Wikipedia ou dar um Google) e, num primeiro momento deixando de lado a questão do acesso à internet, mais participativa, já que o conhecimento pode ser modificado e atualizado por quem se voluntariar para tal. Por outro lado, para os leitores armazenarem este conteúdo e, mais do que isso, o conteúdo correto, o desafio é grande. Além de a internet oferecer centenas de verbetes/links sobre um mesmo assunto, muitos deles não são tão inteligíveis ou não têm a credibilidade de um texto produzido para uma enciclopédia, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para apurar e elaborar o conteúdo das enciclopédias, ao contrário, era necessário um grande tempo de pesquisa de campo (o primeiro exemplar demorou 25 anos para ficar pronto) e envolvimento do autor com o tema, como mostra Antonio Hohfeldt em O Projeto da Enciclopédia e seus registros sobre o Jornalismo. O conhecimento estava lá pronto para ser lido e, uma vez impressa, a Enciclopédia não permitia modificações. Concentrava o conhecimento dos estudos e teorias que a ciência tinha acumulado ao longo dos anos. E apesar de apresentarem uma diferença significativa, os dois tipos de texto são ferramentas que utilizamos para organizar nosso conhecimento e um não substitui o outro. O hipertexto é o avanço da enciclopédia, que já trabalhava, por exemplo, com verbetes que poderiam remeter a outros. Os links do hipertexto são a mesma ideia, mais rápida e modernizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-2961464223260711955?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/2961464223260711955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sem-tempo-para-o-aprofundamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2961464223260711955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/2961464223260711955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sem-tempo-para-o-aprofundamento.html' title='Sem tempo para o aprofundamento'/><author><name>Marina Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07296118732447997879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-259528895640779591</id><published>2009-11-27T13:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T13:36:37.943-08:00</updated><title type='text'>O papel da Internet no desafio de organizar o conhecimento</title><content type='html'>Alexandre Napoli (06004502)&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;As formas de organizar o conhecimento são episodicamente contestadas e suplantadas ao longo dos séculos. Na esteira dos ideais iluministas, surgiu o projeto que se firmou como hegemônico até a atualidade: a Encyclopédie ou Enciclopédia Francesa, de Jean le Rond d'Alembert e Denis Diderot. Inovadora tanto em sua concepção do conhecimento humano quanto no formato, a Encyclopédie representa um marco na evolução das formas de organização do saber. Ao identificar o conhecimento tradicional como uma forma de saber fundamentada em superstições e preconceitos, seus idealizadores apostavam na razão como único meio para se chegar à verdade, rompendo com a versão católica da revelação como base da ciência. Epistemologicamente, alicerçava-se no empirismo de John Locke e Francis Bacon e, como colaboradores, contou com ícones do pensamento iluminista francês, como Voltaire, Rousseau, e Montesquieu.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Tanto ou mais revolucionário que suas bases teóricas era seu formato. Rejeitando o único método de organização de obras do tipo -  o método enciclopédico, que arranjava o conteúdo por temas, -  a Encyclopédie de d’Alembert e Diderot adotou o método do dicionário, organizando os artigos por ordem alfabética. Em cada tópico, acrescentava-se, em parêntesis, o campo de conhecimento ao qual ele pertencia, e um novo recurso, reconhecido como o mais inovador da Enciclopédia, denominado referência cruzada, representava um avanço enorme em relação aos modelos enciclopédicos anteriores. A referência cruzada é um artifício através do qual um tópico da Enciclopédia remete a outro tópico relacionado a um mesmo tema. Transplantando para a atualidade, o conceito pode ser comparado a um link de uma enciclopédia virtual de modelo wiki. Este recurso abre uma perspectiva imensa e alça a pesquisa a um potencial virtualmente infinito.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Apesar de sofrer certo abalo depois do fracasso do projeto enciclopédico positivista, e, em função disso, cair em descrédito durante certo período do século XX – notoriamente, entre as décadas de 1940 e 1960, quando, sobretudo na literatura, destacam-se autores como Alberto Savino, Georges Perec, Ítalo Calvino e Jorge Luís Borges, que questionam e criticam a obsessão racionalista do modelo enciclopédico –, este modelo concebido por  d’Alembert e Diderot atravessou incólume grande parte do século XX. De fato, nem as significativas mudanças às quais ele esteve confrontado durante a década de 1970 - data do surgimento de enciclopédias de concepção inovadora, que rejeitavam a perspectiva positivista e a organização alfabética dos temas, como a Britannica, a partir da 15º edição (1973-1974), a Universalis (1968-1975) ou a Einaudi (1977-1984), – foi capaz de modificar profundamente sua estrutura. Ao mesmo tempo, nenhum outro modelo à altura surgiu para rivalizar ou roubar-lhe o lugar.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;No entanto, algumas falhas e limitações graves do modelo de d’Alembert e Diderot faziam ansiar por novas formas de organização do conhecimento ou, ao menos, por técnicas e procedimentos que o aprimorassem. Em seu texto Informação e Sentido – Notas para uma abordagem problemática do conceito de informação, Paulo Serra situa com clareza três dos mais sérios problemas do modelo da Encyclopédie. O primeiro, segundo ele, refere-se à constante necessidade de atualização. Uma necessidade que uma enciclopédia como essa não pode suprir, porque faltam-lhe meios mais ágeis para fazê-lo. Considerando o tempo que um projeto como a Encyclopédie demora a ser finalizado (a publicação de seus 17 volumes de texto e 11 de gravuras durou cerca de 22 anos), é de se esperar que, no momento em que chega às lojas, suas informações já estejam ultrapassadas. Por outro lado, ao tentar remediar essa situação com atualizações permanentes, o conteúdo da enciclopédia alargará cada vez mais, chocando-se com um dos preceitos básicos do projeto, o de oferecer uma carga de conhecimento relevante e atual de maneira resumida.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;O segundo problema apresentado pelo autor refere-se ao critério segundo o qual um “princípio de organização sistemática” é adotado. Que argumento orienta e legitima a escolha de um princípio, em detrimento de outro? Serra defende que, já que partimos de uma infinidade de princípios possíveis, e escolhemos apenas um, nossa escolha só pode ser entendida como arbitrária. O terceiro problema diz respeito ao tipo de informação que merece ser divulgada. Com quais critérios classificamos uma informação como relevante, e outra como supérflua? Ou melhor: como podemos distinguir uma da outra? Como separar uma informação científica, comprovada racionalmente, de uma informação cujo apelo reside exclusivamente em seu caráter curioso, espetaculoso, descartável?&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Aparentemente, a solução para esses três impasses reside na nova linguagem cibernética fundamentada no hipertexto. Quanto ao primeiro problema, o da necessidade de atualização, a Internet o resolve facilmente, por ser um tipo de mídia cuja atualização se dá de forma permanente e instantânea, eliminando, nas palavras de Serra, “o tempo de intervalo entre a produção (publicação) e a recolha (consulta) da informação”. Quanto ao segundo problema, a questão do critério que norteia a escolha de um determinado princípio de organização, a Internet o supera por possibilitar o emprego de um número ilimitado deles, devido à capacidade quase infinita de sua “estrutura hipertextual”, e aos vários sistemas de pesquisa disponíveis. O terceiro e último problema - referente ao critério que orienta a classificação de uma informação como importante ou inútil -, torna-se também suplantado, pois a rede, por meio de sua infinita capacidade de armazenamento, pode reunir qualquer tipo de informação, não apenas as consideradas importantes ou relevantes. Na Internet, a preocupação com o espaço desaparece, e a preocupação com o tempo diminui sensivelmente.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;No entanto, apesar do desenfreado otimismo que a mídia cibernética suscita, ela peca justamente pela característica lhe dá mais brilho: o excesso. Como demonstra o autor, a superexposição de informações acaba por suprimir-lhe o sentido. Com informações tão variadas e abundantes na rede, torna-se praticamente impossível separar o joio do trigo, a informação relevante do lixo informativo. Se, a princípio, a Internet parece realizar o projeto enciclopedista da criação de uma memória artificial sobre-humana, ela esbarra na impossibilidade da seleção, do filtro, do crivo que discrimina a informação importante da informação irrelevante. Se nos lembrarmos de tudo ao mesmo tempo, não teremos a capacidade de hierarquizar as questões mais caras ao conhecimento humano. Nesse sentido, Serra expõe o paradoxo de que somente a memória humana – falha, limitada, frágil – e não a memória das “tecnologias da informação”, é capaz de imprimir sentido à informação.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;O autor ressalta que a possibilidade de seleção da informação é possível se o cibernauta possuir o mínimo de instrução, e tenha o “mapa do território” da informação que deseja buscar. Caso o usuário da rede não possua este mapa, “resta-lhe navegar às cegas, saltitando de site para site, de informação para informação, até deparar com a informação mais fácil, ou a mais atrativa, ou mesmo a mais chocante”. Para ilustrar o argumento, Serra cita o paradoxo desenvolvido por Platão, de que “a informação (importante) só tem utilidade para quem está informado (e conhece); a quem não está informado (nem conhece), de nada serve procurar essa informação”.&lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt;O texto problematiza as fragilidades do projeto enciclopédico com admirável poder de síntese. Ao equacionar as limitações do modelo da Encyclopédie, e dividi-las em três problemas principais, Serra nos mostra com bastante precisão o que impede a realização do sonho dos que se ocuparam, até agora, da tarefa colossal de organizar o conhecimento humano. Também é bastante rica a análise de como a Internet poderia superar os obstáculos físicos e temporais, inerentes ao projeto enciclopédico de d’Alembert e Diderot. Não obstante, a revelação do texto está no reconhecimento de que o espaço cibernético não representa a cura de todos os males, mas pelo contrário, acirra ainda mais os paradoxos entre informação e conhecimento. Este diagnóstico desmistifica com contundência o mito da informação, de que “as maquinas da memória” realizarão o sonho moderno de “registrar, conservar e transmitir todas as memórias – garantindo assim a abundância de sentido”. Segundo Serra, a incapacidade da Internet em filtrar o conteúdo informativo faz desta qualidade de armazenamento um peso morto, já que da nada adianta reunir todo tipo de informação se não é possível selecioná-la ou classificá-la.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Um ponto fraco do texto refere-se à crença excessiva de que o usuário da Internet é um inapto por excelência; como se o cibernauta fosse incapaz de distinguir qualquer tipo de informação, e precisasse o tempo todo de um guia didático que o acompanhasse através dos sites. Essa depreciação do cibernauta revela uma fé ingênua de que só é possível buscar informação e adquirir conhecimento através dos modelos tradicionais de organização do saber; como se ato de entrar em contato com o conhecimento fosse uma ação puramente passiva, não exigindo nenhum empenho do leitor. &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Outra lacuna do texto é a ausência do debate sobre a falta de credibilidade da informação veiculada nas redes. À medida que a Internet democratizou o acesso à produção de conhecimento, ela também o banalizou. Hoje qualquer um pode escrever na rede e alçar a informação a um status de informação científica, bem apurada e definitiva. A proliferação das enciclopédias de modelo wiki convidam o leigo, ou não especialista, a contribuir com informações. È claro que ela tem um mecanismo interno que atesta sua validez, mas sempre estará no ar a dúvida de que a informação possa ter sido redigida por um usuário qualquer, desprovido de rigor algum. Tanto ou mais importante do que a discussão proposta pelo autor, de que a abundância de informações satura a Internet e esvazia o sentido da informação, a falta de credibilidade é talvez o mais forte obstáculo à substituição definitiva do modelo enciclopédico de d’Alembert e Diderot por seu equivalente digital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-259528895640779591?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/259528895640779591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-papel-da-internet-no-desafio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/259528895640779591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/259528895640779591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-papel-da-internet-no-desafio-de.html' title='O papel da Internet no desafio de organizar o conhecimento'/><author><name>Alexandre Napoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02989548674687985671</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6505687276149228158</id><published>2009-11-27T10:33:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T10:40:55.049-08:00</updated><title type='text'>Aparentes Paradoxos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Victor Ribeiro (05008271)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Com efeito, a finalidade de uma Enciclopédia é reunir os conhecimentos dispersos pela superfície da terra, expor o seu sistema geral aos homens com quem vivemos, e transmiti-lo aos homens que virão depois de nós; a fim de que os trabalhos dos séculos passados não tenham sido trabalhos inúteis para os séculos que se sucederão; que os nossos descendentes, tornando-se mais instruídos, se tornem ao mesmo tempo mais virtuosos e mais felizes, e que nós não morramos sem termos desmerecido do gênero humano."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Denis Diderot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o filósofo francês &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diderot"&gt;Denis Diderot&lt;/a&gt; estivesse vivo, com certeza estaria realizado. A citação acima, utilizada por Paulo Serra em "&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-informacao_e_sentido.html"&gt;&lt;em&gt;Informação e Sentido&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;", atualmente, não poderia mais ser vista como um desafio, mas uma realidade. O advento do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertexto"&gt;hipertexto&lt;/a&gt; possibilitou a eterna “memorização” dos acontecimentos, mas também trouxe à tona uma nova discussão: o excesso de informação produz um efeito regulador ou emancipador no homem pós-moderno?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É muito fácil notar as mudanças geradas em nossa sociedade diante das constantes evoluções tecnológicas. Talvez as maiores conseqüências de tantos avanços sejam o encurtamento das distâncias, do tempo e a aceleração de todas atividades de um mundo globalizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Simultaneidade. Fluxos velozes. Aceleração. Volatilidade. Efemeridade. Dinamismo. Essas e outras características que, de certa forma, caracterizam a atual sociedade, podem ser claramente vistas nas páginas da Internet. O hipertexto, afirma Olga Pombo, se constitui como um “espaço múltiplo, da deriva, da não-linearidade, da conectividade, intertextualidade, transtextualidade, da indeterminação dos limites ou da infinita abertura do texto”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dimensão chave da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet"&gt;Internet&lt;/a&gt; - isto é, dispositivo que permite conectar em redes as informações disponíveis em todos os servidores do mundo -, o hipertexto se ofereceria como a potenciação última da idéia de enciclopédia, com as vantagens de ser facilmente atualizada, possuir conteúdo mais extenso, centralizado e acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Pombo chama a atenção para alguns problemas ocasionados pelo excesso de liberdade nas páginas da web, como a questão da seletividade. “Esta condição não seletiva da internet arrasta consigo problemas de credibilidade, legitimação, erro, engano, contra-informação (individual e institucional). É certo que, no hipertexto, há mecanismos de filtragem, de organização, de indexação. Num centro sentido, os motores de busca oferecem esboços de seleção. Trata-se, porém, de uma seletividade a posteriori que só funciona na medida em que o leitor é detentor de competências críticas de discriminação do que é importante, de dispositivos subjetivos de determinação das boas e das más informações. E, sem essas competências, sem essa arte de filtrar que ninguém sabe como se adquire e como se ensina, são inevitáveis a banalização e a indiferenciação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o processo enciclopédico de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isidoro_de_sevilha"&gt;Isidoro de Sevilha&lt;/a&gt; ou Diderot representava a institucionalização dos dados organizados a partir de uma única visão e, de certa forma, inquestionável , o hipertexto funciona de forma inversa. Em páginas como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%25C3%25A1gina_principal"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;, cujo slogan é “a enciclopédia livre”, qualquer um pode alterar o conteúdo dos verbetes. Se por um lado isso democratiza a informação, por outro gera a dúvida do que é ou não confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornalismo, o assunto também é polêmico. Com a velocidade cada vez maior do fluxo de informações, a tendência é que a falta de tempo para pesquisas continue aumentando e o leitor, cada vez mais, passe a conhecer o desenrolar dos acontecimentos junto com o próprio jornalista. É muito comum que websites, na pressa de informar, publiquem notícias incompletas, que vão se atualizando a cada minuto. É uma lógica paradoxal: como a novidade pode ser o maior problema de quem se compromete a trazê-la a cada minuto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado mais provável é a manutenção do senso comum. A falta de notícias gera notícia. Qualquer coisa se torna notícia. Herbert Gans, sociólogo americano, afirmou em seu livro “&lt;em&gt;Democracy and the News&lt;/em&gt;” “O caráter de novidade procura conferir ineditismo a situações corriqueiras, o que, no limite, acaba por constituir uma fraude, quando poderia expressar-se efetivamente através de um enfoque crítico dessas mesmas situações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é exatamente o enfoque crítico que se tornou alvo de discussão para Paulo Serra. Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, o excesso de conhecimento e informação pode gerar “perda de sentido”. É mais ou menos como o antigo argumento de que luz em excesso, ao invés de iluminar, pode cegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Postman"&gt;Neil Postman&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard"&gt;Jean Baudrillard&lt;/a&gt; afirmam que, atualmente, estamos expostos a tantas informações e de maneira tão próxima e imediata que o conhecimento e a capacidade de análise de cada um estão dando lugar a uma “memória artificial”. A partir deste processo, teríamos cada vez mais dificuldades para selecionar, compreender e criticar as informações que buscamos. Nos manteríamos sempre no senso comum e nossa memória seria “depósito de lixo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto “&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/funes.htm"&gt;&lt;em&gt;Funes, o memorioso&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;”, do escritor argentino &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges"&gt;Jorge Luís Borges&lt;/a&gt;, é possível perceber perfeitamente os efeitos que este conflito entre ter a informação e compreendê-la pode ocasionar. O autor apresenta a história de Ireneo Funes, dono da maior memória do mundo, que consegue guardar qualquer informação. Entretanto, não sabe selecionar, hierarquizar ou definir o que é importante para ser lembrado e o que não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“A memória é tão essencial à construção (e definição) da subjetividade, de identidade individual, como à interpretação, à atribuição de sentido”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_bergson"&gt;Henri&lt;/a&gt; Bérgson&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A internet tem essa capacidade bipolar de emancipar e regular. De oferecer todas as ferramentas para um possível crescimento intelectual e ao mesmo tempo diminuir o poder de seleção e interpretação de cada um. Porém, me parece um absurdo culpar um mero instrumento de comunicação e pesquisa pela falta de interesse das pessoas. Se trata muito mais de um problema educacional do que tecnológico. Se possuímos a capacidade de discutirmos este assunto, temos também a possibilidade de encontramos soluções para aparentes paradoxos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6505687276149228158?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6505687276149228158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/aparentes-paradoxos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6505687276149228158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6505687276149228158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/aparentes-paradoxos.html' title='Aparentes Paradoxos'/><author><name>Victor Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06828409573000882092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1726196237710646752</id><published>2009-11-24T13:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T13:47:54.288-08:00</updated><title type='text'>A informação que desinforma</title><content type='html'>A palavra enciclopédia remete aos anos em que os trabalhos da escola eram consultados naqueles grandes livros de capa dura que sempre tinham as respostas para as nossas duvidas. Um emaranhado de palavras com seus respectivos significados que iam alem do dicionário. Mais do que apenas denotar o sentido da palavra, a enciclopédia ainda nos proporcionava um mundo de conhecimento. Se quiséssemos saber sobre Cuba, por exemplo, ou sobre o funcionamento do fígado, lá estavam as respostas. Uma grande leva de conhecimento, porem sem um guia para sabermos como interpretar essas informações de um modo critico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Isidoro, o autor da primeira grade enciclopédia crista, pode evidenciar a vertigem do ciberespaço, que seria a forma moderna do saber. Segundo Olga Pombo, “o hipertexto, enquanto dimensão chave da Internet, um dispositivo que permite conectar em rede as informações disponíveis em todos os servidores do mundo, se ofereceria como a potenciação da idéia de enciclopédia”. O mundo de informações agora se tornou virtual, mas continuamos sem saber o que fazer com elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto Funes, o memorioso, do escritor argentino Jorge Luís Borges, a personagem Irineu Funes nunca mais se esqueceu de absolutamente nada. Devido a um acidente, sua memória registrava todos os mínimos detalhes. Por causa disso, foi apelidado de memorioso. Esse texto pode ser uma metáfora do hipertexto, da enciclopedia na internet, pois apesar de sua hiper-memória, Funes, ao mesmo tempo em que guardava tudo, ele não pensava por conta própria, nao conseguia organizar suas idéias nem interpreta-las de uma forma critica, assim como a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, podemos dizer que os tempos são complexos. Somos sufocados pelo excesso de informação, esquecemos sempre o que vimos, ouvimos ou pensamos minutos atrás. A internet ocupa a cena com suas grandes e gloriosas informacoes. Mas as consequencias disso nao sao percebidas já. Elas aparecem conforme o homem percebe que a tecnologia nos faz sentir asfixiados. A quantidade de informação excede nossa capacidade de percepção e absorção. Nos perdemos no meio de tantas coisas que parecem nao fazer tanto sentido e nao sabemos o que fazer com tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus textos "Informação e Sentido" e "O projeto da enciclopédia e seus registros sobre o jornalismo", Paulo Serra e Antônio Hohlfeldt, respectivamente, recontam a constituição da enciclopédia como uma solidificacao da memoria. Trata-se de um grande arquivo que deixa registrado a evolução e desenvolvimento ideológico dos homens. &lt;br /&gt;O mais interessante está em encontrar uma base que sustente toda essa informação que se encontra dispersa. Ter discernimento para dizer que algo é mais importante que outra coisa e não deixar isso para convenções individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é importante para uns pode não ser para outros. Mas independente do que mais importa, é o fato de que com tanta informação, como poderemos captar tudo isso e usar para nosso beneficio? Porque o fato de lermos ou assistirmos ou ouvirmos tanta coisa, não quer dizer que de fato sabemos o que esta acontecendo. Acho que por isso a depressão e uma doença tão comum hoje em dia. A gente pensa que pode com o excesso, mas acabamos entrando em conflito. No fim, acaba sendo a informação que desinforma. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-1726196237710646752?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/1726196237710646752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-que-desinforma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1726196237710646752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/1726196237710646752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-que-desinforma.html' title='A informação que desinforma'/><author><name>Natália Contesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01590825799514755253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-359705138470579424</id><published>2009-11-23T16:42:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T16:48:37.750-08:00</updated><title type='text'>Informação (s)e(m) sentido.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Por Luana Santos (06006952)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Tahoma, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;Nunca o acesso à informação foi tão fácil como nos dias de hoje. A Internet trouxe aos cidadãos a sensação de estarem mais bem informados, mas será que a simples exposição a todo o conhecimento disponível na rede teria um caráter verdadeiramente emancipatório? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;Para Paulo Serra, a Internet responderia a um projeto de construção da memória a partir da informação, que teve início com os enciclopedistas do século XVIII e tinha por finalidade reunir os conhecimentos dispersos e transmiti-los para as gerações futuras.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;Baseado na concepção de que o conhecimento estaria intimamente ligado à memória, sendo diretamente proporcional a ela, esse projeto apresenta, no entanto, alguns problemas: o contínuo avanço da ciência exigiria uma atualização constante; a impossibilidade de reunir em uma obra conhecimentos infinitos, já que ela se tornaria tão complexa quanto a realidade, e que tipo de critério deveria pautar a seleção da informação digna de ser repassada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;Essas questões, já colocadas no século XVIII, apenas se agravaram no decorrer dos anos. A crescente segmentação e especialização do mais diversos ramos da ciência tornam cada vez mais difícil ao cidadão acompanhar a complexidade do conhecimento produzido. Diante dessa situação, ele seria levado a procurar um tipo de informação mais palatável e sedutora, que se destina a ser consumida para ser imediatamente esquecida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;A Internet viria resolver alguns dos problemas enfrentados pela enciclopédia, já que possui uma capacidade infinita de armazenamento, encontra-se constantemente atualizada e praticamente elimina o intervalo entre a produção e a consulta da informação. Ela está muito próxima à ideia de uma memória artificial. Mas, assim como as lembranças ilimitadas de Funes, personagem de Jorge Luís Borges, a rede é representada pela multiplicidade confusa e desorganizada de fontes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Por mais que a criação de ferramentas de buscas tenha facilitado a pesquisa sobre um tema e permita acompanhar o crescimento exponencial da informação, ela não resolve o problema da re-significação, expresso na ficção de Borges. Além disso, é preciso lembrar que essas ferramentas fazem uma seleção da informação de que dispõem que se baseia em critérios desconhecidos por nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Como aponta o jornalista e professor Silvio Mieli em “Os perigos do Google como único filtro da realidade”*, desde o primeiro programa de buscas na internet, o Altavista, lançado em dezembro de 1995, vive-se a sensação do dado bruto transformar-se em conhecimento, em informação viva. Com o aparecimento do Google, fundado em 1998 pela dupla Larry Page e Sergey Brin, jovens doutorandos da Universidade Stanford, na Califórnia, passou-se para um outro patamar de programas de busca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Brin definiu que as informações na web deveriam ser organizadas numa hierarquia de popularidade. Ou seja, quanto mais um link leva a uma página específica, mais a página merece ser ranqueada nos resultados do programa de busca. Outros fatores, como o tamanho da página, número de mudanças, atualizações constantes, títulos e links no texto foram incluídos na programação do Google. Lentamente o programa implantou um processso de hierarquização das informações que passou a ser aceito sem contestações. Em março de 2007 o Google detinha 53,7% do mercado dos buscadores da rede (segundo dados da Nielsen/ NetRatings).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Mieli destaca ainda que, como muitas das informações que circulam na internet partem de indicações do Google ou da Wikipedia (a grande enciclopédia de conteúdo “aberto” da internet), Stephan Weber, co-autor da “Pesquisa sobre os perigos e oportunidades apresentados pelos programas de busca na internet (Google, em particular)” – desenvolvida ao longo de 2007 pelo Instituto de Sistemas da Informação e Computação da Universidade de Tecnologia de Graz, na Áustria –, denuncia uma espécie de “Googlarização da realidade”, já que existem fortes indícios que o Google e a Wikipédia operam a partir de uma espécie de parceria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Os pesquisadores escolheram ao acaso 100 verbetes em alemão e outros 100 em inglês do índice de A a Z da Wikipédia e colocaram estas palavras-chave em quatro grandes programas de busca (Google, Yahoo, Altavista e Live Search). O Google registrou 91% dos resultados das entradas da Wikipedia (em alemão). Para os sites em inglês os resultados atingiram 76% de registros no Google. “Parece evidente que o Google está privilegiando os sites da Wikipedia em seu ranque”, concluiu a pesquisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-mso-fareast-language:PT-BRfont-family:Tahoma;"&gt;Fica claro, portanto, que filtros como o Google codificam os dados que circulam na rede segundo critérios que nem sempre privilegiam o interesse público. Portanto, para que essas ferramentas sejam bem utilizadas, é preciso que o leitor saiba selecionar o que de fato tem relevância. Como bem observa Serra, o acréscimo de informação não só não acarreta um acréscimo de conhecimento como conduz ao seu decréscimo, já que de nada serve a informação se o receptor não for capaz de lhe atribuir um sentido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-359705138470579424?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/359705138470579424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-sem-sentido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/359705138470579424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/359705138470579424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-sem-sentido.html' title='Informação (s)e(m) sentido.'/><author><name>Luana Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16250159017906295011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5975636947187442287</id><published>2009-11-23T11:47:00.001-08:00</published><updated>2009-11-23T11:56:30.501-08:00</updated><title type='text'>Excesso de luz</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: bold; font-family:Tahoma, serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;Por Mônica Ramos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma; mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;“A minha memória, senhor, é como um despejadouro de lixo”. A frase é do personagem-título da ficção “Funes, o misterioso”, de Jose Luís Borges. No enredo, Funes é impossibilitado de esquecer, de modo que, em sua cabeça, passado, presente e futuro se confundem. Assim, todas as lembranças se acumulam e se equivalem, tornando impossível distinguir o memorável do desprezível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;No artigo “Informação e sentido”, Paulo Serra aponta que a Internet apresenta hoje os mesmos problemas causados pela hiper-memória do personagem de Borges.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Assim como na ficção, o excesso de informação que circula na rede de computadores cria ao usuário o problema de selecionar o que é relevante e o que não é. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;Ao longo do texto o autor desconstrói a ideia de que mais informação leva a um acréscimo de conhecimento, como propõem os teorizadores da Sociedade da Informação. Serra compactua da noção defendida por Jean Baudrillard e Neil Postman, de que, ao contrário, o excesso de informação leva a um decréscimo de esclarecimento. Postman, principalmente, é mais específico ao criticar a explosão dos mais variados conteúdos na era informática como responsável pela deflação de entendimento a respeito dos fatos. “Estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”, analisa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;Serra nos mostra que a Sociedade da Informação resgata a concepção de transmissão de conhecimento do projeto iluminista de Enciclopédia, de Diderot e D’Amblert, levado às últimas consequências com a internet. Por um lado, os meios de comunicação cumprem com um dos objetivos centrais da Enciclopédia – fazer chegar o conhecimento ao maior número possível de indivíduos – mas, por outro, levam um tipo de informação atraente e interessante, que se destina a ser consumida imediatamente e esquecida. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;O autor fala do jornal como um meio de saciar a curiosidade evanescente dos leitores, que alimenta o desejo das pessoas em ver tudo, mesmo que tal lhe cause desprazer ou horror, “(...) um pretender ver por ver e não por compreender, um saltar de novidade em novidade, na procura de uma distração permanente, um querer saber não para o saber mas para o ter sabido”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;A reflexão não poderia ser mais atual em tempos em que o Twitter se consolida como um importante meio de comunicação, aliando a instantaneidade permitida pela internet com o interesse dos usuários por notícias “quentes”. A definição de Serra, aliás, não poderia ser mais apropriada ao microblog: o que se apreende, afinal, do turbilhão de textos de 140 caracteres, sobre os mais variados assuntos, a que temos acesso diariamente?&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É claro que a função do Twitter não é mesmo a de ser, em si, uma fonte de conhecimento. O propósito, em geral, é disseminar informações sobre eventos e acontecimentos o mais rápido possível. No entanto, é aí que se apresenta o problema da “seleção” apontado por Serra: dados relevantes e irrelevantes se misturam num ritmo frenético, fazendo com que o consumo de informações seja “naturalizado” (ou mesmo banalizado), reduzindo, assim, a reflexão e a crítica diante delas. É a tal da cegueira pelo excesso de luz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma; mso-bidi-font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5975636947187442287?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5975636947187442287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/excesso-de-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5975636947187442287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5975636947187442287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/excesso-de-luz.html' title='Excesso de luz'/><author><name>Mônica Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09307122413746012431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7813956495964160291</id><published>2009-11-22T14:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T14:30:46.880-08:00</updated><title type='text'>A Impotência diante dos fatos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bruno de Pierro&lt;/strong&gt; - 06008087&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a prática jornalística continuar a se apresentar como forma de elevação acima da vida cotidiana, insistindo na ingênua crença de que sua objetivação deva ser fundamentada segundo modelos de observação, narrativa e circulação de informação caducos e pseudocientíficos, continuaremos a vislumbrar um outro jornalismo. Diferente do artista e do cientista, cujos esforços para se manterem suspensos de suas próprias particularidades, ao menos durante o momento de produção, é uma constante, o jornalista não deveria dar-se por satisfeito quando precisamente “abstrai” de seu processo de criação as atividades cotidianas. Ou, então, quando se posta na função de promover a organização do real, hierarquizando os elementos do espaço tendo em vista o fim último – explicar algum fato por meio da execução de uma técnica dita jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como esta técnica vem sendo praticada atualmente, nos principais meios de produção da informação, está de acordo com modelos de pensamentos que ainda sobrevivem com vigor, e que viciam o olhar do jornalista ainda em sua formação, impondo-lhe certas advertências (restrições) que o acompanharão ao longo deste processo. Pois é esta técnica que insiste em colocar-se em posição elevada com relação à cotidianidade, voltando-se, para isso, a somente o que diz respeito às atividades “humano-genéricas”, como diria Agnes Heller. As questões “superiores”, que a todos pertencem, genéricas, são, de fato, aquelas em que a moralidade e as idéias ganham evidência. Entretanto, é preciso saber que particularidade e genericidade formam a heterogeneidade da vida cotidiana, sendo que os choques entre elas “não costumam tornar-se conscientes na vida cotidiana; ambas submetem-se sucessivamente uma à outra do aludido modo, ou seja, ‘mudamente”. Com isso, continua Heller, “aumentam as possibilidades que tem a particularidade de submeter a si o humano-genérico e de colocar as necessidades e interesses da integração social em questão a serviço dos afetos, dos desejos, do egoísmo do indivíduo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da moral e, portanto, das questões do humano-genérico, o homem sofre a inibição, o veto, o que seria isto uma das funções da moral. Outra função seria exatamente a transformação, a “culturalização das aspirações da particularidade individual”. Ainda Heller: “por mais intenso que seja o esforço ‘transformador’ e culturalizador da moral, não se supera sua função inibidora e essa se impõe na medida em que a estrutura da vida cotidiana está caracterizada basicamente pela muda coexistência de particularidade e genericidade”. Nesse sentido, voltando-se agora novamente para a prática tecnicista do jornalismo, faz-se com urgência a necessidade de discutirem-se antigos modelos elitistas que são, na verdade, moralizantes, e que tendem a ampliar a distância entre o jornalista, enquanto indivíduo inserido numa vida cotidiana, da própria cotidianidade na qual os fatos estão imersos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contato com as pessoas, o jornalista tende a abstrair as propriedades delas, as quais julga serem de menos importância para o momento (ou fato). Ao julgar, selecionar e tentar adequar o fato para a prática jornalística (e não o contrário), o jornalista está procurando homogeneizar as relações, o cotidiano que o cerca, buscando a elevação máxima ao genérico. Porque é neste plano que a crítica se faz; é aí onde pode-se conseguir aprofundar pontos que na cotidianidade acontecem de maneira superficial. O problema é que esta elevação máxima ao genérico é algo excepcional; a maioria dos homens não vive a tensão de, como é o caso de moralistas, estadistas, cientistas e artistas, fazer com que o elemento necessário de sua essência, da atividade básica de suas vidas, seja o humano-genérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a prática jornalística carece de uma decida à cotidianidade, dando importância também a espontaneidade dos fatos, às “motivações efêmeras, em constante alteração, em permanente aparecimento e desaparecimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atento à vida cotidiana, o jornalista escapa às armadilhas de modelos que foram a ele apresentados como as únicas alternativas para a realização de uma prática comprometida, como se diz, com a verdade e a objetividade. É na vida cotidiana que a espontaneidade, o pragmatismo, o economicismo, a analogia, os precedentes, os juízos, a ultra generalização, a mimese e a entonação se fazem presentes. E é a isso que o jornalismo deve se ater, na tentativa de fazer a cotidianidade falar por si mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7813956495964160291?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7813956495964160291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/impotencia-diante-dos-fatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7813956495964160291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7813956495964160291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/impotencia-diante-dos-fatos.html' title='A Impotência diante dos fatos'/><author><name>Bruno de Pierro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01874407295642904350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-dPBoBauFXWk/TaT-zZ5RQpI/AAAAAAAAAII/xP_C_Il7Pfs/s220/IMG_1174.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8583233564321160300</id><published>2009-11-22T12:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T13:11:41.532-08:00</updated><title type='text'>A Geração Z e novas formas de ver o mundo</title><content type='html'>Uma análise dos textos:&lt;br /&gt;Informação e Sentido (Paulo Serra), Enciclopédia e Hipertexto (Olga Pombo)&lt;br /&gt;A partir da leitura de outros dois:&lt;br /&gt;O projeto da enciclopédia e seus registros sobre o Jornalismo (Antonio Hohlfeldt) e Funes o memorioso (J. L. Borges)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Laura Barile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais banal que constatar que, durante os últimos três séculos, as formas de representação e sistematização do pensamento humano sofreram mudanças radicais. Do projeto enciclopedista de 1750,  à busca avançada na internet dos dias atuais, houve evidente transformação. Mas nada se compara à evolução e transformação radical que a difusão de informações vem sofrendo do início da internet para cá, e mais marcadamente na última década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/serra-paulo-informacao_e_sentido.html" target="_blank"&gt;“Informação e Sentido”&lt;/a&gt;, Paulo Serra problematiza importantes questões acerca das transformações, na sociedade da informação, que o processo de “catalogação” dos feitos da humanidade sofreu desde o início do projeto Enciclopedista. E seria uma referência teórica importantíssima não fosse ter sido escrito no início de 1999, antes mesmo da consolidação do Google como ferramenta de busca. De toda forma, uma reflexão tão completa como essa serve para nos atentarmos às mudanças significativas que o  pensamento sobre as novas tecnologias deve, também, sofrer daqui para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais pontos de que trata o texto é a concepção para os Enciclopedistas, “do conhecimento do sujeito que tende a enfatizar o papel da memória (da memória da informação, e da informação da memória) na construção (e determinação) do sentido.” O autor aproxima tal aspiração de tudo catalogar às ferramentas da sociedade da informação, à capacidade atribuída às Redes como “máquinas da memória”, com perfeição de registrar, conservar e transmitir todas as memórias – e portanto, garantindo a atribuição de sentido a elas (e ao mundo) –, e apresenta sua impossibilidade, enquanto heterotopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho argumento de que a abundância de informação levaria à cegueira pelo excesso de luz é amplificado aqui por megafones. Nos anos 2009, no entanto, esse argumento chega a parecer quase infundado. Inicialmente, pelas ferramentas que a própria computação desenvolveu para a seleção de informação – como, por exemplo, a busca centralizada no Google (com seus mecanismos de filtro), ou a criação da Wikipedia. E, em segundo lugar, por uma nova sensibilidade quanto às informações que tem surgido na geração nascida dos anos 90 para cá (chamada &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geração_Z" target="_blank"&gt;Geração Z&lt;/a&gt;), que permite uma assimilação e uma visão de mundo totalmente diferenciada da que se experimentava até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu texto “Enciclopédia e Hipertexto. O Projeto”, de 2006, Olga Pombo apresenta uma reflexão mais afeita a essa nova configuração que as tecnologias proporcionaram no meio informacional. Aqui, os objetivos de Diderot apontados por Serra (“reunir os conhecimentos dispersos pela superfície da terra, expor o seu sistema geral aos homens com quem vivemos, e transmiti-lo aos homens que virão depois de nós”, etc.) ganham sua real amplificação ao serem identificados na potencialidade dos novos meios (e não rechaçados de início pela incapacidade do expectador de selecionar a informação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olga Pombo aponta como objetivos “Procurar perceber até que ponto o enciclopedismo encontra a sua quase realização, o seu quase cumprimento, no universo recriado das novas máquinas informáticas e da sua ambição totalizadora” e “Procurar também compreender em que mediad o hipertexto abre novas possibilidades ao projecto (sic) enciclopedista”. A partir desses questionamentos, a autora conclui que “ao contrário do que seria de supor, não assistimos a um abandono da idéia de totalidade do saber. O que há é a idéia de que essa totalidade não é de natureza aditiva mas resulta da complexidade de articulações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Paulo Serra apresenta a incapacidade de nos valermos de uma “memória artificial” virtualmente infinita – e que nos levaria, portanto, ao esquecimento, uma vez que nossa memória transformar-se-ia (tal qual na metáfora de Borges) num “despejadouro de lixo”; por outro lado os dispositivos cada vez menores, móveis, com cada vez mais capacidade de armazenamento, tornam possível essa sistematização, em rede, como parte mesmo de nossa memória (e no tempo em que dela necessitarmos). As ferramentas começam a surgir, assim como uma geração afeita a essa forma dinâmica de ver e assimilar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o processo enciclopédico representava a institucionalização da informação, apresentada a partir de uma visão única e elitizada, a descentralização de um projeto como o da Wikipedia apresenta a possibilidade contrária. Muito criticada quando de seu surgimento, a Wikipedia, por ser alimentada pelos próprios usuários era vista como um projeto fadado ao insucesso. Mas se é verdade que qualquer um (inclusive os detentores da verdade institucionalizada) pode editar seus verbetes, é igualmente verdade que qualquer um, dotado de senso crítico quanto ao assunto, pode corrigi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria argumentação de Olga Pombo quanto à extensão das definições no ambiente hipermidiático esbarra nesse auto-gerenciamento das informações enciclopédicas na internet. Quando diz “essa condição ilimitada do hipertexto tem como efeito a desorientação, a sobrecarga, a banalização e a indiferenciação dos conteúdos veiculados” a autora colabora com argumento da incapacidade de seleção da internet – e não seria essa capacidade ilimitada, inclusive, muito mais confiável que uma enciclopédia de fonte única? Não seria esse o objetivo da germinal referência cruzada dos enciclopedistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a autora “O hipertexto é assim uma tecnologia geral dos saberes que opera por diferenciação sucessiva, que disponibiliza a mole de informação nele contida segundo um regime espacial de escolhas múltiplas, explorando reservas potenciais nunca plenamente actualizáveis (sic) e jogando com volumes instáveis de massas flutuantes de totalidades abertas” – não seria essa a forma como a própria mente humana trabalha? O processo enciclopédico, assim, apresenta uma tentativa de sistematização quando há muito mais a se ver e catalogar. Um potencial explorado muito mais fortemente pela internet em seus processos ilimitados. E bem recebido por essa nova e inquieta geração Z.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8583233564321160300?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8583233564321160300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/geracao-z-e-novas-formas-de-ver-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8583233564321160300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8583233564321160300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/geracao-z-e-novas-formas-de-ver-o-mundo.html' title='A Geração Z e novas formas de ver o mundo'/><author><name>Laura Barile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17514097093690312512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7551879738787322581</id><published>2009-11-22T07:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T07:37:06.503-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Memória, Razão e Imaginação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;por Victor Luiz Moraes Esteves&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É engraçado como as coisas acontecidas no passado se repetem no presente, ou já adiantavam como seriam as coisas no futuro. Me chamou a atenção o fato de que Borges situou o seu memorioso Funes no final do século 19, e a sua singularidade de não esquecer nada e ao mesmo tempo não dar sentido a tudo que sabia, ser hoje uma clara alusão ao poder mnemônico da rede mundial de computadores. Assim como o projeto enciclopédico, detalhado até o nível da chatice explícita pelo Prof Dr Antonio Hohfeldt, também se referir a um grande projeto da humanidade, mas que só agora, com a Internet, corre o risco de alcançar o seu objetivo. Como o objetivo era falar um pouco sobre a ligação entre os 4 textos, vou adotar um modelo de tópicos, que eu espero que facilite a leitura e, principalmente, a minha organização das idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;1. A vertigem do ciberespaço é a versão moderna dos labirintos do saber acumulado dos gregos e romanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se o esclarecimento é a saída do homem da sua menoridade, a internet permite hoje que muito mais pessoas consigam acessar a informações antes restritas e socialmente discriminadas. É claro que a lógica capitalista já se instalou na rede, e só os ingênuos imaginam que a informação está simplesmente democratizada. Mas é fato que as fontes de consulta cresceram exponencialmente, e isto ajuda a pesquisa e o desenvolvimento humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;2. O HIPERTEXTO prolonga e se articula com o projeto enciclopedista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O maior mérito da rede mundial de computadores, a meu ver, está na “cotidianização” da busca de informações e do conhecimento. Acessível a quase 40% da população brasileira, e em crescente expansão,  a internet difere do projeto enciclopedista por não ser elitista na sua confecção, mas é a única maneira de pessoas que não teriam acesso aos livros e bibliotecas conseguirem expandir seus limites e fazerem suas próprias pesquisas. Quem não viveu não sabe, mas a compra de uma enciclopédia era um fato importante, e pelo preço, restrito às classes sociais mais abastadas. O fato da rede reunir, se não todo o conhecimento humano, como pregavam os enciclopedistas, mas grande parte deste conhecimento, de certa forma encadeia o projeto da enciclopédia com a internet, nesta busca aos registros – e principalmente do acesso irrestrito – do que temos publicado, pensado e guardado da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;3. Memex, o conceito criado por Vannevar Bush, em 1945, propunha um dispositivo de recolher e selecionar material, baseado na indexação associativa, e não na ordem alfabética – é o hyperlink ? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como disse antes, é impressionante como o passado adianta o futuro, em alguns momentos. Mesmo a mudança da forma de indexação algumas enciclopédias, que passaram a ser “temáticas”, fugindo da tradicional ordem alfabética, não imaginaria a imensa capacidade que um hiperlink traz para a dinâmica de leitura e pesquisa. Pelo menos este Bush tinha uma visão mais interessante da pesquisa do que seu triste xará do século 21. Os textos e trabalhos escritos hoje já fazem uso dos hyperlinks, com figuras e símbolos remetendo a outros textos ou à partes do mesmo texto. Mais um conceito que virou parte do cotidiano de alunos e funcionários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;4. As diferenças entre a enciclopédia e o hipertexto : Seletividade, Credibilidade, Método de filtragem, indexação e pesquisa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Prato cheio para os pessimistas de plantão, a credibilidade do que se apura na rede é sempre criticada, de tal maneira que a internet acaba sendo vista como mais um “ópio para o povo”, mais reguladora do que emancipadora. É claro que existe muita “bobajada” no ambiente WEB. Mas esta mesmas bobagens já existiam no formato impresso, e as pessoas pagavam por isso. O fato de aumentar a capacidade de selecionar, de possuir métodos de filtragem e pesquisa mais eficientes e acessíveis, confere a quem a usa uma arma poderosa na busca do conhecimento. O que precisa mudar é o interior de cada um, é a capacidade de distinguir e dar sentido ao que se  encontra. E isso vale para quem vai a uma biblioteca ou para quem acessa a Wikipédia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;5. Os ganhos na passagem da enciclopédia para o hipertexto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Olhando os principais problemas apontados no projeto da enciclopédia (Atualização, Organização e Relevância), podemos entender os ganhos no modelo da rede mundial. A atualização deixou de ser um problema, pois o “grande arquivo da rede” muda em tempo real. A organização é polifórmica, ou seja, existem vários tipos de organização possível e ferramentas para usarmos estas maneiras diferentes de indexação e pesquisa. Por fim a questão da relevância é quase um assunto de foro íntimo. É o leitor, ou cibernauta, quem decide como apurar a sua percepção do que importa ou não. Pessoas que não sabem fazer esta separação de importância dos assuntos na internet são as mesmas que não saberiam fazê-la no mundo impresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;6. Relação  entre informação e sentido : O mito de que informação é sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É verdade que temos hoje uma perda do sentido das coisas, e que mais informação pode trazer a desinformação. Mas o mundo precisa andar para frente e não cabem aqui saudosismos pelo “bom tempo em que as pessoas liam livros inteiro e extraíam o máximo destas leituras”. O número de pessoas que vão continuar lendo os livros e se aprofundando  será muito maior do que  antes, como resultado não só da evolução econômica e cultural do mundo, mas também do crescimento demográfico e da própria existência de novos meios de se conhecer o que está sendo lançado em “produtos” culturais. Entre estes meios, a própria Internet. É fato que o excesso de luz pode cegar. Mas sem luz não há meio de se enxergar. É mais fácil colocar um óculos escuros para aprender a diferenciar as coisas amenizar as luzes fortes do que arrumar um sofisticadíssimo óculos infravermelho para enxergar no escuro. Mais informação, por si só, não garante nenhum desenvolvimento. Mas ao invés de maldizermos o excesso, é hora de nos preocuparmos em destacar o que é relevante, e de ensinar a quem não tem colírio a usar óculos escuros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;7. O que mata o sentido é o esquecimento e a não memorização ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fico pensando se no passado as pessoas realmente se lembravam de tudo que liam, como parecem nos dizer os que entendem que “o que mata o sentido é o esquecimento e a não memorização”. Talvez sim, já que a quantidade de informações era bem menor. Mas o esquecimento é um dom. As pessoas não precisam ser máquinas de memória não volátil. Com a quantidade de informações existentes no mundo, e que nos bombardeiam de todas as formas (rádio, TV, outdoors, jornais, revistas...) seriam humanamente impossível guardar tudo. Se o que guardamos é o que “devemos”guardar, é outro assunto. De novo, o que importa é como cada um está se relacionando com o conhecimento. O que mata o sentido, por exemplo, nos jornais impressos diariamente, é o fato dele trazer notícias de ontem, depois de já termos visto tudo pela televisão 24 horas antes. É o fato da grande imprensa estar se afastando dos leitores, quando criminaliza os movimentos sociais ou quando faz a cobertura de maneira partidarizada ou incompleta, gerando movimentos como o Centro de Mídia Independente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;8. Divertir e Agradar ou Instruir e Comover ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ambos. Espero estarmos no final da era em que os “sábios” decidem o que é melhor para cada um. A internet deve servir para agradar, para instruir, para divertir e até mesmo para comover. Sempre existirão os dois tipos de internautas, aquele que distingue (a minoria), daqueles que formam a massa que querem apenas saltitar entre uma veleidade e outra, inconsequentemente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A internet é memória porque personifica o barateamento absurdo do armazenamento de informações. A internet é razão, porque sua criação, manutenção e desenvolvimento é fruto típico da capacidade racional humana. E a internet é imaginação, porque seu destino e fim é impossível de ser determinado neste momento em que estamos no limiar de uma nova revolução da humanidade, que encerra a revolução industrial e adentra na era da informação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não cabe a nós, nem a ninguém patrulhar o uso da internet. Não existe o risco de entregarmos a alma ao diabo pelo “consumo” da internet. Quem o faria, na verdade já o fez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7551879738787322581?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7551879738787322581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/memoria-razao-e-imaginacao_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7551879738787322581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7551879738787322581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/memoria-razao-e-imaginacao_22.html' title='Memória, Razão e Imaginação'/><author><name>Victor Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08519732066172882165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8257448183385268732</id><published>2009-11-21T22:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T16:44:37.139-08:00</updated><title type='text'>O comentário final</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;48 DO SEGUNDO TEMPO! Haja coração amigo! A sala corre contra o relógio para entregar os últimos trabalhos e ajustar os arranjos finais para os TCCs! E o jogo continua bom aqui no Estádio Comfil! Confira comigo no placar: Urbano 0, sala também 0. Com o empate o time do atual coordenador vai levando o troféu e o diploma do Max para casa, mas peraí... boa tabela na direita, a bola é tocada em profundidade para Bruno. O ala-esquerda cruza com perfeição para o matador Carlitos, que ajeita de cabeça para Max que enfim começa seu comentário final para a aula de Jornalismo Comparado II. Vamos ver se o camisa 18 consegue desempatar a partida e levar o troféu, o melhor dizendo, a aprovação para casa.&lt;/em&gt;..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Todo dia ela faz tudo sempre igual e levanta às seis horas da manhã”. Esses são os primeiros versos da celebre música Cotidiano de Chico Buarque de Holanda. Na canção, um dos mestres da MPB, fala sobre o dia de uma dona de casa, que o “beija com a boca de café”. Contudo o que o compositor não sabe é que a ideia de cotidiano é muito mais complexa do que se pensa e só poderia ser explicada por esse jovem boêmio com a ajuda dos amigos (cerveja por minha conta fellas!), ou como diria certo conjunto inglês: “I get by with a little help from my friends”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em O Cotidiano e a História, Agnes Heller afirma que “na vida cotidiana, o homem atua sobre a base da probabilidade, da possibilidade: entre suas atividades e as conseqüências delas, existe uma relação objetiva de probabilidade”. Essa afirmação é a pedra-chave para se entender a batalha diária entre a particularidade e genericidade, conceitos abordados pela autora no livro que será o mote desse comentário semi-anárquico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pensamento cotidiano não está livre deste conflito entre o que pertence à esfera particular de cada pessoa (o EU particular) e o que pertence à esfera do humano-genérico. Ou seja, do que está acima das questões particulares e eleva o homem a sua categoria única, seja isso bom ou ruim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma de suas principais contribuições de Heller ao marxismo contemporâneo (momento desabafo: é incrível como a gente roda, roda, roda e sempre cai no Marx nos cursos da PUC...) é a confirmação do individuo no centro das reflexões acadêmicas. Vale ressaltar que o indivíduo citado aqui não é um indivíduo abstrato ou excepcional, como os alunos que entendem a matéria, mas sim o indivíduo da vida cotidiana, que tem um time de futebol, bebe cerveja e considera o trabalho uma espécie de escravidão pós-moderna. Trata-se, portanto, do indivíduo voltado para as atividades necessárias à sua sobrevivência, voltado para as questões ditas corriqueiras da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida cotidiana é a vida de todo homem, pois não há coisa que esteja fora dela. Ou seja, a vida cotidiana nada mais é do uma caixa vazia onde cada pessoa coloca seus sentidos, suas capacidades intelectuais e manipulativas, sentimentos e paixões, idéias e ideologias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo que vem bem a calhar para justificar a idéia apresentada acima é comprar o cotidiano da pessoa com um Hard Disk. Pois no HD vamos ocupando-o com diversos programas (sistemas operacionais, músicas, documentos de texto e afins), enquanto também ocupamos nosso cotidiano (ideologias, paixões e etc). No final das contas são os programas ou o cotidiano que definem o potencial da maquina e da pessoa. Portanto, o indivíduo é sempre ser particular, pois tem um HD diferente, mas também é um ser genérico, pois independente dos programas instalados é sempre uma máquina. Por exemplo, as pessoas trabalham - uma atividade do gênero humano -, porém cada uma possui motivações particulares. Todos têm sentimentos e paixões -manifestações humano-genéricas -, mas os manifestamos de modo particular. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abstraída de seus determinantes sociais, toda vida cotidiana é heterogênea e hierárquica (organizamos nosso dia-a-dia dando importância – ou não – às atividades) e espontânea (nossas ações podem ser automáticas, como comemorar um gol do seu time ou improvisação a “lá jazz”, quando você decide arriscar todo o seu pagamento em uma rodada de pôquer). As idéias necessárias para se criar a cotidianidade não se elevam ao nível da teoria, assim como a ação cotidiana não é sempre práxis. Além disso, baseia-se em juízos provisórios, para não dizer pré-conceitos e quase sempre se recorre a generalização extrema e à imitação. É nesse marco que Heller teoriza sobre o pensamento e o trabalho, a ciência e a arte, os contatos interpessoais e a personalidade de cada um. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, seja o fato de, na cotidianidade, haver o atrito entre prática e teoria que, num momento de reflexão mais aprofundada e não apenas uma opinião precária, pode-se entender a angústia que paira o ambiente acadêmico, principalmente entre os bons alunos. O que se quer dizer, na verdade é que pelo fato de a vida cotidiana exigir velocidade de pensamento, e contar com a probabilidade dos eventos, o ser que se propõe a pensar (acho que não preciso dizer aqui quem do Androceu sofre disso...), muitas vezes entre em conflito com sua própria particularidade, enfrentando dificuldades para estabelecer relações com o resto das pessoas que acordam seis horas da manhã e só querem saber do próximo jogo do time ou se há cerveja gelada em casa para quando retornar de mais um dia de trabalho. Certamente, Heller, ao dedicar-se a uma revisão do marxismo, adentrou em terrenos da condição humana que Marx sequer havia imaginado serem de tamanha importância. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E lá vai Max! Subiu, cabeceia com força e é GOOOOOOOOOOOOLLL!!! Foi, foi, foi ele! Max Fischer, o craque da camisa número 18! A torcida comemora muito e faz o estádio balançar, ou seria mais uma prova que o prédio está condenado? E é fim de partida! A torcida comemora muita o gol e canta o hit “O Max passou”. Resta saber agora se o STJD acadêmico irá ratificar o resultado da partida ou irá melar o jogo obrigando um jogo extra entre as duas equipes. Fique a seguir com um comentário descente. Até o próximo comentário, ou não!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407097743894146914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VrsnLCE5Vdw/SwnewAKgb2I/AAAAAAAAAUM/eAV62p4cj0s/s320/Urbano.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Alunos fazem bonita festa na Comfil e gritam: "O MAX PASSOU!"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;(Crédito: @nfcastro)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8257448183385268732?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8257448183385268732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-comentario-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8257448183385268732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8257448183385268732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-comentario-final.html' title='O comentário final'/><author><name>Max</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_VrsnLCE5Vdw/SVwZ24TPbbI/AAAAAAAAAQE/fl_2BUF67Mg/S220/26-10-2008053.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VrsnLCE5Vdw/SwnewAKgb2I/AAAAAAAAAUM/eAV62p4cj0s/s72-c/Urbano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6967142147204382584</id><published>2009-11-19T12:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T12:33:14.652-08:00</updated><title type='text'>Penso, logo desisto</title><content type='html'>Você já assistiu o ultimo vídeo do momento? Já conferiu a ultima foto da ultima vedete do momento? Já baixou o ultimo disco da ultima banda do momento? Já leu a ultima postagem do ultimo “blog” do ultimo blogueiro do momento?&lt;br /&gt;E nem vai conseguir, cara-pálida! Nesse mesmíssimo instante milhares de vídeos, musicas, textos, fotos (precários ou não, é irrelevante) estão sendo despejados nessa infinita rede de informações que hoje chamamos internet. E nem adianta perseguir a novidade do momento porque já não mais existe, nem a novidade e nem o momento. O que é novidade num tempo onde tudo pode ser visto? O que significa o tempo se hoje ele nos escapa a cada milésimo de segundo, de forma que sempre perdemos o surgimento do ultimo vídeo, a ultima banda, a ultima notícia?&lt;br /&gt;A verdade é que a burlesca velocidade pela qual hoje viaja a informação dissolveu as fonteiras do tempo e embaçou nossa visão de mundo, uma vez que o computador, a máquina, já excede em muito o poder de acúmulo e processamento de dados que tem o cérebro humano. De certa forma nos conectamos a esse mundo virtual que a máquina nos proporciona, e que não me deixem mentir os milhares de celulares, “laptops” e “palms” - computadores de mão, canivetes virtuais – pelos quais muita gente se sentiria pelado caso os esquecessem em casa. A informação engolfou o homem, e não o contrário.&lt;br /&gt;Muita gente pode crer que é divino viver em um mundo onde de tudo se tem o acesso, onde o conhecimento – seja ele velho, novo, iminente – possa ser compartilhado com um número cada vez maior de pessoas em qualquer parte do globo e a qualquer momento. Esse seria o cumprimento de um projeto antigo que ganhou força com os iluministas, o da famosa enciclopédia que reuniria todo conhecimento de um tempo. Organizada por ordem alfabética, ela funcionaria semelhante à rede virtual, onde cada explanação de cada item – organizados por ordem alfabética, conteria verbetes referentes a assuntos relacionados, seguidos de sua respectiva localização na enciclopédia. Nota-se a semelhança com o funcionamento dos “links” da rede virtual, onde cada página ou texto contém uma portinhola para outro assunto devidamente relacionado com o original (se é que se sabe onde se começou e onde se terminou).&lt;br /&gt;Não é difícil imaginarmos em quanto a internet superou uma antiquada coleção de volumes de livros: as pesquisas ficaram muito mais rápidas; os assuntos sempre em constantes atualizações, é mesmo possível que se participe da produção desse conhecimento, corrigindo, postando, atualizando, entrando em contato com o autor e, da mesma forma, recebendo as opiniões dos internautas.&lt;br /&gt;As vantagens da internet sobre a enciclopédia ficam perfeitamente visíveis, de modo que nem adianta mais se animar com a nova edição da Barça ou da Britânica, já que você pode consultá-las na rede com muito mais facilidade. O erro é achar que tal pesquisa seja real e integralmente instrutiva. Quem nunca teve a impressão de que entrou mudo e saiu calado de uma viagem por links e mais llinks, que nem se sabe porque foram escolhidos no meio de tantos? Quem nunca recebeu uma infinidade de e-mails com assuntos um mais inúteis que ou outros? Quem nunca, em sua pesquisa virtual, teve a impressão de que lia as mesmas linhas dos sites anteriores?&lt;br /&gt;Não só o conhecimento que se encontra na internet é questionável, como a capacidade do navegador deixa paulatinamente de ser seletiva para dar lugar a um consumo desenfreado de informação, na ilusão, talvez, de se acoplar à máquina, de compartilhar de sua memória ilimitada. Essa busca pela eterna novidade, por ver tudo que pode ser visto, entender tudo que pode ser entendido, nos seria assim tão útil? Jorge Luis Borges, em seu conto “Funes, o Memorioso”, não parece crer nessa hipótese ao criar um personagem com uma memória sobrehumana, semelhante à da inteligência virtual.&lt;br /&gt;Tal personagem, Ireneu Funes, é capaz de lembrar-se das mais específicas lembranças de qualquer época de sua vida, chegando a elaborá-las em uma contagem numérica que “em muito poucos dias havia ultrapassado vinte e quatro mil”. Para Funes a lembrança da fragrância de uma flor, ou de uma determinada cena visual qualquer, não seria nada além de uma cifra, como 354 ou 3.567 ou 23.678. Nosso personagem chega a se confundir sobre a fronteira entre sonho e realidade, já que memoriza da mesma forma todos os seus sonhos.&lt;br /&gt;Borges nos alerta em seu conto sobe a importância do esquecimento: “Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, é abstrair”, coisa que já se torna difícil quando temos a ilusão (e a internet vem nesse ponto nos assaltar) de que vemos todas as nuances de todas as coisas em seus mais específicos pormenores. A fantasia de nos tornarmos todos Funes na vida pode assim apagar a verdadeira função da informação, deixando-nos como múmias a vagar por um mundo de flashes contínuos de estímulos, um mundo que não existe em nenhum lugar que não alheio a nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6967142147204382584?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6967142147204382584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/penso-logo-desisto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6967142147204382584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6967142147204382584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/penso-logo-desisto.html' title='Penso, logo desisto'/><author><name>Otávio Silvares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17698549268432637455</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3829341014193374973</id><published>2009-11-16T12:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T13:00:40.134-08:00</updated><title type='text'>Internet: Terreno ardiloso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Camila R. Gomes (noite) - 05007862&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Em recente entrevista ao jornal alemão &lt;em&gt;Der Spiegel&lt;/em&gt;, o escritor Umberto Eco afirmou acreditar que “o Google é uma tragédia para os jovens”. Segundo ele, trata-se de uma ferramenta que tenta criar ordem, tornar a infinitude compreensível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo em que as ferramentas de busca na internet democratizaram a publicação de informações, a busca por elas tornou-se um terreno mais ardiloso. Quando as prateleiras eram tomadas pro enciclopédias, a busca por informações tinham alguma garantia de credibilidade. Buscar dados no Google, por exemplo, pode parecer mais fácil do que percorrer a ordem alfabética das páginas das enciclopédias, mas requer habilidade. Quando uma busca digitada de forma rápida no teclado resulta em 50 páginas e um terço delas tem o mesmo conteúdo, é possível afirmar que a resposta está correta? Ou que uns sites copiaram os erros dos outros? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;         “Isso pode ser perigoso – não para as pessoas mais velhas como eu, que adquiriram o conhecimento de outra forma, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. É preciso ensinar a fina arte de discriminar”, afirmou Umberto Ecco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;          No texto &lt;em&gt;Funes, o Memorioso&lt;/em&gt;, de Jorge Luis Borges, a metáfora é justamente essa. Pode-se dizer que o personagem central, Irineu Funes, que tem o dom de reter todos os acontecimentos, é como os sistemas de armazenamento de informações: registra todos os fatos, mas não tem a capacidade de refletir sobre eles. É assim com as informações disponíveis nos sites de busca da internet – e também no banco de dados dos veículos de comunicação, responsável pela tão usada auto-referência no jornalismo, em que a fonte de informação torna-se a própria imprensa. Se para elaborar uma reportagem, utiliza-se matérias anteriormente publicadas, sem o esforço para relacionar fatos, encontrar novos sentidos nos acontecimentos e analisar mais amplamente a notícia, de nada servirá o texto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Paulo Serra, no texto &lt;em&gt;Informação e Sentido&lt;/em&gt;, discute essa concepção quantitativa da informação, ao falar sobre a explosão de informação originada pela imprensa e relembrar que “o que está em jogo fundamentalmente é a necessidade de efetuar uma seleção, uma organização e uma transmissão dos fatos que permitam o acesso a uma informação séria, interessante e credível.” A internet é o ponto culminante da sociedade do excesso da informação, em que as fatos perdem subjetividade e deixam de ter a participação do interlocutor em sua interpretação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Nesse sentido, é possível afirmar até que a &lt;em&gt;Desciclopédia&lt;/em&gt;, ferramenta da internet que satiriza a enciclopédia virtual &lt;em&gt;Wikipédia&lt;/em&gt;, tem tanta importância quanto seu objeto de sátira. Isso porque a Desciclopédia, contem, na forma de fazer humor com os versículos de uma enciclopédia, uma reflexão crítica do objeto que descreve. Ou seja, não trata-se de uma informação pura e/ou imposta, mas de uma ilustração crítica do conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3829341014193374973?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3829341014193374973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/internet-terreno-ardiloso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3829341014193374973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3829341014193374973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/internet-terreno-ardiloso.html' title='Internet: Terreno ardiloso'/><author><name>camila gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12276187400517776517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-6840527348501586950</id><published>2009-11-16T11:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T11:50:45.226-08:00</updated><title type='text'>Informação na realidade brasileira</title><content type='html'>Por Renata Puccinelli 06008862&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos apoiava a tese que a informação em excesso causava mais desinformação do que deveria. Olhava o mundo da mesma maneira que Paulo Serra no texto “Informação e Sentido”, dizendo que “Na Internet não há, hoje, uma biblioteca, um museu, uma enciclopédia - mas uma multiplicidade, cada vez mais confusa, desorganizada e mesmo repetitiva de bibliotecas, museus e enciclopédias (e de muitas outras coisas, como bordéis, cafés, cidades, empresas, universidades, indivíduos, etc. etc.)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém a realidade social do brasileiro pode contradizer um pouco este pensamento que era meu e ainda é de Serra.  Antes de desenvolver a tese, preciso explicar como mudei um pouco minha idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no ponto de ônibus quando iniciei uma conversa com uma menina que aparentava 17 anos sobre vestibular. No fim a conversa foi parar em internet/jornais.  Ela que é de uma família humilde disse que sempre que pode busca notícias na internet de sua escola.  Eu critiquei alguns sites que só noticiam, mas não informam como deveriam, só fazendo o relato, mas sem se aprofundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se não fosse a internet não saberia de muita coisa do mundo. Não posso comprar jornais/revistas, esse é meu único meio de informação. Melhor dessa maneira do que não saber de nada – relatou a menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem gosta de ler jornais, se informar em diversas mídias ou é estudante de comunicação é obvio que a internet muitas vezes não ajuda na hora de buscar uma informação precisa, aprofundada e em uma fonte confiável.  Mas poucos de nós temos a sorte de ter dinheiro para  nos aprofundar nas informações (comprando livros, revistas) e também estudo para distinguir as notícias bem formuladas das mal formuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não faz parte deste grupo, que não tem meios de conseguir se aprofundar em nada será que saber a informação do meio mais raso possível não é melhor do que nada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pensadores, professores e gente do meio acadêmico devem ser contra ao pensamento, mas se analisarmos a questão social do Brasil onde não se tem o habito nem dinheiro para a leitura de jornais, revistas e livros é melhor que ela pelo menos saiba da movimentação que ocorre no mundo em determinados assuntos do que não saber de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma utopia, mas quem tem a sede do saber e faz as pequenas informações se tornar grandes, isso é esses sites duvidosos dão o pontapé inicial no mundo do saber. E quem não tem esta gana, pelo menos tem uma idéia geral do que ocorre no mundo e não fica presa somente aos resultados do futebol do final de semana nem aos próximos capítulos da novela. Podemos dizer que já tem 10% a mais de cultura do que a população brasileira.  Pode parecer muito leviano da minha parte, mas acredito que em muitos casos melhor isto do que nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-6840527348501586950?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/6840527348501586950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-na-realidade-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6840527348501586950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/6840527348501586950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/informacao-na-realidade-brasileira.html' title='Informação na realidade brasileira'/><author><name>Max</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_VrsnLCE5Vdw/SVwZ24TPbbI/AAAAAAAAAQE/fl_2BUF67Mg/S220/26-10-2008053.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5232694019221488797</id><published>2009-11-16T10:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T12:21:06.654-08:00</updated><title type='text'>Da papelada à convergência</title><content type='html'>Por Alexandre Fisberg - 06000428&lt;br /&gt;Sobre o criado mudo, toneladas de papeis amontoados dividem o pouco espaço com alguns livros e revistas empilhados. Depois de meses de estudo e compilação dos mais diversos materiais, a antiga decoração do quarto quase nem pode mais ser percebida.&lt;br /&gt;Fisicamente, a imagem deste acúmulo de informação transtorna o visitante cuja compreensão é prejudicada pela aparente falta de organização e lógica de classificação dos variados assuntos misturados. Provavelmente, foi uma escrivaninha desarrumada ou a amplitude de uma biblioteca desorganizada um possível disparador para o projeto de Isidoro de Sevilha, ou qualquer outro enciclopedista da nossa história.&lt;br /&gt;Certamente, a opção de transformar séculos de história, aprendizado e conhecimento em documentos organizados e registro histórico de fácil acesso e compreensão é uma peça fundamental para o desenvolvimento civilizatório, e consequentemente uma forma de garantir o constante avanço epistemológico e evitar o retrabalho. Esta mesma preocupação com o acervo de conhecimentos da sociedade vem cada vez mais entrando em pauta motivado pelas novas tecnologias e a amplitude de possibilidades que a internet e a chamada Cultura da Convergência permitem.&lt;br /&gt;O meio virtual parece até então infinito para abrigar toda essa informação. Não só pela capacidade de arquivamento, mas também pela interação e convergência de mídias e possibilidades. Ao escrever um texto, posso também anexar diversos links que façam referência a outras citações sobre o mesmo tema. Se não estiver satisfeitos, me é possível agregar um vídeo, um som, um gráfico, uma tabela, uma imagem. Tudo isso distante apenas por um clique e algumas páginas virtuais na tela de meu computador.&lt;br /&gt;A integração entre os diversos sites - muitas vezes também motivada pela atuação dos novos conglomerados empresarias deste meio - parece facilitar o entendimento dos conteúos, priorizando também a organização da informação. Os links e ferramentas de suporte ao texto, se bem utilizados, podem causar pouca interferencia em um texto corrido, servindo de fato apenas como ferramentas de apoio e aprofundamento à tese principal.&lt;br /&gt;Sábio comunicador da modernidade será aquele que com poucas palavras seja capaz de direcionar o leitor o mais rápido rápido possível até a informação precisa e seus complementos. Nada de informações que acabam em Wikipedias e primeiros nomes das infinitas listas propostas pelas pesquisas do Google, mas sim atalhos para fontes confiáveis, centros de estudo, acervos informacionais sobre o tema e o que mais couber nesta proposta.&lt;br /&gt;A enciclopedia virtual deste início de século pode vir a ser o grande catalisador das iniciativas individuais, a partir do momento que possibilita a difusão e o acesso aos conhecimentos previamente desenvolvidos por nossos compatriotas contemporâneos ou mesmo àqueles que firmaram as bases de toda a prática multifacetada dos nossos afazeres diários. Usando bem, ninguém fica sem. Informação, formação, ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5232694019221488797?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5232694019221488797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/usando-bem-possibilidade-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5232694019221488797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5232694019221488797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/usando-bem-possibilidade-tem.html' title='Da papelada à convergência'/><author><name>Alexandre Fisberg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07930432585738717835</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_6bsrJK2TVq4/TBEZU_V9uKI/AAAAAAAABrc/S8KwSDGJ5Kw/S220/DSC03645.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-3281259720718720309</id><published>2009-11-16T07:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T07:15:27.365-08:00</updated><title type='text'>O Dia em que o Google Parou...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Felipe Bolguese - 06004497&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11 de novembro de 2009, um rapaz, morador de São Paulo, acorda atordoado. Por volta das 22h da noite anterior, até algumas horas da madrugada do 11, um apagão de energia elétrica havia atingido 18 Estados de todo o Brasil. Breu, violência, trânsito, dúvida, medo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rádio, ele ouviu que a usina hidrelétrica de Itaipu, ou Furnas, ou até mesmo outra, poderia ter provocado a catástrofe nacional. Curioso, ele corre para o computador. Queria lembrar o que era essa tal de usina de Itaipu, dos tempos de aula de geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no “Google”, o baque: um anúncio, gigantesco, em mais trinta línguas diferentes “O site está fora do ar, por tempo indeterminado. Solucionaremos o problema assim que possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele aperta F5 por 20 vezes, para atualizar a página, até se conformar. Liga para os amigos “To f... naquela prova da facul eu ia pegar tudo na internet. E agora?”. A catástrofe era, certamente, pior à que tinha vivenciado na noite anterior. Era o mundo inteiro com “apagão” desta vez. Donos de empresas, professores, pesquisadores, jornalistas, sociólogos, cientistas, políticos, gente de carne e osso, todos desnorteados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucos minutos de navegação, um fórum já está na home do UOL. “A vida sem Google, conte o seu drama”. Releases sem informação, nomes sem sobrenomes, acontecimentos sem datas, locais sem referências, causas sem finalidades, descobertas sem donos, vida sem história, mundo sem passado, tudo ao som de Raul Seixas. O Dia em que a Terra parou, em que o empregado não saiu pro seu trabalho, o professor não saiu pra lecionar, e nas igrejas nem um sino a badalar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação, claramente, é ilusória e absurda. Mas, de fato, poderia deixar muitas pessoas sem ação, ou perdidas no tempo, no espaço, acanhadas no mundo das informações... O “Google” é o ar da internet, que respira por notícias e informações cada vez mais atualizadas. Há tempos, este site de buscas infindáveis, virou referência de pesquisa e conhecimento, o que, no passado, cabia às Enciclopédias. Qual é a história daquele imperador que colocou fogo em Roma mesmo? Basta digitar “Imperador – Fogo – Roma” no “Google”. E a História de Nero e da Itália serão contadas por diversos sites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meados da década de 80, a internet provocou uma das maiores revoluções da comunicação entre os homens e tornou-se elemento central da organização do mundo contemporâneo. O que mudou foi a percepção do conhecimento. A internet trabalha no sentido da confusão conceitual e desorientação política, criando o sentido de desinformação por excesso. Mas hoje há poucos que não a tenham como referência para a maioria dos afazeres na vida. Viajar, pegar uma praia, ver paisagens, não precisa de nada disso. Sim, mas a passagem de avião foi comprada através da... internet?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia, há poucos dias, no site oficial do Corinthians, chamou a atenção. “O jogador Marcelo Mattos passará por cirurgia para tratar de uma síndrome compartimental, alerta o médico Joaquim Grava. Segundo a enciclopédia digital “Wikipedia”, síndrome compartimental é uma complicação que se desenvolve nos músculos quando sua perfusão sanguínea não é adequada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Serra, autor de “Informação e Sentido”, reforçaria: &lt;em&gt;estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido.&lt;/em&gt; O conteúdo acima beira ao absurdo. Se não conversou com o médico, sobre a situação do jogador, não era lógico questionar sobre o que era a tal da síndrome compartimental? A acomodação, por saber que tudo está lá na web, quando se precisa, já tornou-se uma nova forma de se educar. Não é preciso mais quebrar a cabeça, correr atrás, pesquisar, pensar... Na internet se acha tudo. Se o “Google” disser que Adam Smith é autor da frase “Só sei que nada sei”, que Sócrates é o pai do liberalismo econômico, e que foi Benjamin Franklin e não Graham Bell que inventou o telefone, essa será a nova verdade do mundo. A verdade de bilhões de pessoas que fazem da internet sua fonte de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência é que cada vez menos as pessoas consigam reagir ao excesso, caindo no vazio. Como afirma Olga Pombo, autora de “Enciclopédia e Hipertexto. O Projecto”, a internet é a potencialização última da idéia de Enciclopédia, mas adverte: &lt;em&gt;“O hipertexto é um sistema acéfalo”&lt;/em&gt;. Ou seja, o conteúdo da internet provoca desorientação e banalização dos conteúdos. Qualquer verdade pode até ser criada por...você! Faça um blog, crie teorias. Todos vão lhe seguir. A sua opinião será disseminada. O seu interesse terá validade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século passado, o conhecimento tinha nome e capa dura. O projeto da Enciclopédia francesa foi desenvolvido por d’Alembert e Diderot em 1750, quando a razão já era afirmada como fonte de conhecimento, em detrimento da revelação, postulada pela Igreja Católica. Naquela época, o objetivo dos pensadores era classificar e mapear todas as informações disponíveis até então, utilizadas também como uma vívida ilustração tanto da política como da economia do conhecimento. O projeto era uma tentativa de mapear o mundo do conhecimento segundo novas fronteiras, determinadas única e exclusivamente pela razão, em palavras de d’Alembert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Enciclopédia, no entanto, apresentava problemas praticamente insolúveis diante de seu formato: a necessidade de atualização constante de um material extenso, a escolha de um princípio de organização sistemática que era inevitavelmente arbitrária e a seleção do tipo de conhecimento a ser reunido. Foi com a chegada da internet - e sua capacidade de conglomerar dados - que tais limitações puderam ser superadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa, porém, que houve uma evolução no sentido da informação. Pelo contrário, estamos desaprendendo o que os livros escreveram, e aprendendo o que a internet vai nos mostrar daqui muitos e muitos anos... Como diria um sábio “Uma história sempre tem duas versões se contada por duas pessoas diferentes”. É possível que amanhã o nosso passado já não seja o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs1. Será que o “Google” foi usado para a elaboração deste texto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs2. Você, que certamente esquecerá o endereço deste blog e o conteúdo acima, poderá acha-lo facilmente no futuro: digite “Felipe Bolguese – Mundo de Prometeu” e Google it.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-3281259720718720309?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/3281259720718720309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-dia-em-que-o-google-parou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3281259720718720309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/3281259720718720309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/o-dia-em-que-o-google-parou.html' title='O Dia em que o Google Parou...'/><author><name>Felipe Bolguese</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14574824647762255487</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-5223123599485147845</id><published>2009-11-15T19:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T19:43:48.777-08:00</updated><title type='text'>Enciclopédia pública</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;“A democracia guarda, nos seus fundamentos, o princípio de que o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Disso resulta que, sem o livre fluxo de informações e opiniões, o regime democrático não funciona, a roda não gira. A delegação do poder e o exercício do poder delegado dependem do compartilhamento dos temas de interesse público entre os cidadãos. Quanto mais inclusiva, mais a democracia se empenha em expandir o universo dos que têm acesso à informação e garante transparência na gestão da coisa pública. Quanto mais vigorosa, mais ela faz circular as idéias.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma importante distinção entre a enciclopédia nos moldes de D’Alembert e Diderot, e Internet, tida como sua representante, sendo fonte de informações no mundo contemporâneo, esta no caráter político de seus formatos. Enquanto que a enciclopédia distribui o conhecimento, a internet o faz mediante uma interação complexa entre cidadãos globais, que restitui muito do que se propõe como a esfera pública da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Três Modelos Normativos de Democracia, Jürgen Habermas apresenta uma discussão acerca dos ideais republicano e liberal de democracia, baseado em uma crítica à ressignificação que fazem da esfera pública. A partir da apresentação dos desequilíbrios de cada um dos modelos, Habermas propõe uma matriz democrática deliberativa, que proporciona um compromisso entre o público e o privado. Para tal propósito torna-se necessário uma nova forma de atuação da coletividade sobre as deliberações, e que deve se apoiar na desformalização do poder, a partir da teoria do discurso. Com isso, seria possível recuperar a esfera pública e suas atividades, remetendo aos “deveres do cidadão” designados pela democracia clássica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Habermas enfatiza a necessidade de uma ação comunicativa para delinear essa interação e revitalização da atividade pública. Com isso, parece ser possível uma autodeterminação política dos cidadãos que passariam a se posicionar deliberativamente nas diversas questões de interesse comum. Essa interação permitiria uma conscientização que, no plano social, levaria a determinações acerca da vontade coletiva dos cidadãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ou seja, Habermas assume como central a questão da comunicação e do discurso coletivo para o bom funcionamento de um modelo democrático e para tanto enfatiza a necessidade de se trazer de volta à tona a opinião pública, a vontade coletiva e a reformulação de uma cidadania ativa e engajada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;“Seria preciso revitalizar a esfera da opinião pública até o ponto em que uma cidadania regenerada pudesse (re)apropriar-se, na forma da autogestão descentralizada, do poder burocraticamente autonomizado do Estado.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A importância da internet hoje em dia tem pode ser relacionada em alguns pontos com a teoria defendida por Habermas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Internet se torna um espaço público para cada cidadão, no qual todos podem ser receptores e produtores de mensagens e informações. Ou seja, a Internet é, ao mesmo tempo, onipresente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e pessoal. É um espaço que diferente de outros, como propagadores de informação, como a televisão, o rádio, a biblioteca ou a enciclopédia, permite que a cidadania encontre novas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; formas para interagir, revitalizando a coletividade e a troca de juízos, proposta por Hannah Arent. Faculdade essa que, segunda a filósofa, é condicionada à esfera pública, que ela define a partir das concepções da antiguidade grega: público é onde há coletividade, pluralidade e presença de diferentes opiniões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A definição do espaço público feita por Habermas deixa ainda mais clara a importância da interação, bem como as semelhanças com o ambiente virtual:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;"Em sociedades complexas, a esfera pública forma uma estrutura intermediária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;que faz a mediação entre o sistema político, de um lado, e os setores privados do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;mundo cotidiano e sistemas de ação especializados em termos de funções, de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;outro lado. Ela representa uma rede supercomplexa que se ramifica espacialmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;em um sem número de arenas internacionais, nacionais, regionais, comunais e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;subculturais, que se sobrepõem umas às outras; essa rede articula-se objetivamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;de acordo com pontos de vista funcionais, temas, círculos políticos etc., assumindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;a forma de esferas públicas mais ou menos especializadas, mas ainda acessíveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;a um público de leigos (por exemplo, em esferas públicas literárias, eclesiásticas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;artísticas, feministas ou, mesmo, esferas públicas «alternativas» da política de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;saúde, da ciência e de outras áreas); além disso, ela é diferenciada por níveis, de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;acordo com a densidade da comunicação, da complexidade organizacional e do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;alcance, formando três tipos de esferas públicas: esfera pública «episódica» (bares,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;cafés, encontros na rua), esfera pública de «presença organizada» (encontros de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;pais, público que frequenta o teatro, concertos de rock, reuniões de partidos ou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;congressos de igrejas) e a esfera pública «abstrata», produzida pelos meios (leitores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;ouvintes e espectadores singulares e dispersos globalmente). Apesar dessas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;diferenciações, as esferas públicas parciais, construídas por meio da linguagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;comum ordinária, são porosas, o que permite uma ligação entre elas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com isso, se propagam cidadanias, e redes de trocas de informação e debate.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;color:black;"  lang="PT-BR" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-5223123599485147845?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/5223123599485147845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/enciclopedia-publica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5223123599485147845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/5223123599485147845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/enciclopedia-publica.html' title='Enciclopédia pública'/><author><name>B Sarue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08153853489193414929</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-8186415489248783825</id><published>2009-11-15T19:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T19:10:46.748-08:00</updated><title type='text'>Orson Welles e o Power Ranger Vermelho</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; Por Thiago Comparini 06000471&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Proponho um teste. Acesse a Wikipédia e procure por Power Rangers. Um grande artigo estará disponível com detalhes de cada personagem, suas armas, seus poderes mágicos, um guia de episódios e etc. No texto haverá o nome dos atores que participaram de cada temporada da série, o que eles fazem nos dias de hoje e se bobear deve ter uma página com uma pequena biografia de cada um deles.&lt;br /&gt;Vamos pesquisar agora o filme Cidadão Kane. Os dados apresentados são: uma breve sinopse, uma lista com o elenco e os principais prêmios recebidos por Orson Welles. Os links presentes na página nos jogam para endereços com referências de alguns atores, e para um site com “filmes relacionados com jornalismo”. Informações que encheriam uma página de Word, úteis para um primeiro contato com esta obra de arte. Entretanto, os contrastes com os artigos para especialistas em Power Rangers é evidente.&lt;br /&gt;Tirando os nerds, pré-adolescentes fãs da série, alguns estudiosos da linguagem e historiadores do cotidiano, que valorizam cada detalhe informacional do programa nipo-americano, quem pode tirar proveito desses dados? Qual é o sentido dessa informação? (Um pequeno adendo: não prego aqui pura e simplesmente um uso utilitarista da informação, mesmo porque, para deixar bem claro, usei para contrapor os Power Rangers, a Arte. Arte que, graças aos deuses, é a atividade mais supérflua e inútil, no sentido prático dessas palavras.)&lt;br /&gt;Isso tudo é uma pequena ilustração do que nossa chamada “sociedade da informação” pode gerar. É claro que não podemos ignorar os poderes das novas tecnologias e nossa inédita capacidade de produzir conteúdo. Mas não podemos encarar esse salto quantitativo sem pensar na qualidade dessa informação. Pensando própria Wikipédia; ela representa o sonho concretizado dos primeiros enciclopedistas do iluminismo, (nem estou aqui falando do Google). Através dela, temos acesso a um conteúdo potencialmente infinito, plenamente atualizável, sem contar a possibilidade, na teoria, das massas modificarem verbetes e, até mesmo, escrevê-los! Mais uma vez caímos em contradição, tirando os erros factuais de muitos dos verbetes, explicados pela ignorância dos autores, há erros piores. Como eu uma cyber “guerra-fria” as mais diversas tribos enaltecem e aumentem os textos de seu interesse (Corinthians, Power Rangers, Chávez, Britney Spears e anorexia) e corrompem as informações de seus rivais (Palmeiras, Pokémon, Uribe, Jennifer Lopez e obesidade). Uma batalha ideológica travada no mais rastaquera dos campos.&lt;br /&gt;Mais uma vez, vale a pergunta qual é o sentido de tudo isso?&lt;br /&gt;Em minha opinião, o texto de Paulo Serra mostra isso de maneira clara. Talvez não haja um...&lt;br /&gt;Como diz Baudrillard, “estamos em um universo em que existe cada vez mais informação e menos sentido”. Precisamos, portanto combater o mito iluminista de que a informação (por ela mesma) é necessariamente emancipadora.&lt;br /&gt;E é neste ponto que os argumentos apresentados em Funes, o memorioso, de Jorge Luís Borges, ganham força. A personagem do conto com um poder sobre-humano de armazenar em sua memória tudo que viveu, acaba por estar impedido de esquecer, de pensar e de qualificar suas impressões e experiências. Funes é como o turista, que pela primeira vez em terra estrangeira, munido com uma câmera registra tudo que vê. A lente substitui o olhar. Toda a paisagem e cada detalhe merecem uma foto. Tantas fotografias vão parar em um arquivo de computador que será mostrado aos seus amigos que, sem paciência, não aguentarão os 100 primeiros slides. Obviamente a preocupação em gerar conteúdo supera a vivência e assim, o valor deste material (tirando alguma ocasião espetacular) acaba logo que um novo passeio se inicia, todavia, o back-up estará sempre em mãos e, no caso de Funes, é como o acontecimento banal igualado ao mais fantástico dos fatos, tudo devidamente lembrado.&lt;br /&gt;Como ocorre na cabeça Funes de maneira mágica e acidental, o turista propositalmente acredita que a melhor maneira de eternizar a viagem (momento) é eternizar tudo. E as fotos acabam com a mesma importância da cor do uniforme do Power Ranger.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-8186415489248783825?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/8186415489248783825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/orson-welles-e-o-power-ranger-vermelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8186415489248783825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/8186415489248783825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/orson-welles-e-o-power-ranger-vermelho.html' title='Orson Welles e o Power Ranger Vermelho'/><author><name>Thiago Comparini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18143335849552447105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-888544413210200826</id><published>2009-11-15T18:33:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T18:39:19.065-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>a pós-modernidade do ponto de vista jornalístico</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFranklin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rachel Sterman (03008507)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sociedade do espetáculo: o individuo supervalorizado como individuo e subestimado como pensador, como crítico, como analítico. Um indivíduo em busca do desempenho valorizado. Um indivíduo que dá ênfase quase absoluta para a exterioridade e o auto-centramento.&lt;br /&gt;Vou sustentar minha opinião em torno de uma idéia, que não é radical; aliás, é bem contraditória, assim como toda a questão da mídia influenciando esses comportamentos do homem moderno: é a mídia que cria esse padrão ou ela só reforça algo que é natural da sociedade capitalista? Acho que a mídia ajuda a reforçar as tendências que a sociedade capitalista demanda: trabalhos rápidos, com maior número de produção, para a obtenção de um lucro maior, velocidade, velocidade, velocidade. Auto-suficiência, superficialidade. Dinheiro, status. Essas são as palavras-chave da sociedade capitalista e são elas, juntas, que ajudam a caracterizar o papel que a mídia exerce sobre o indivíduo hoje. Na cultura da rapidez, do volume, não há mais espaço para as reflexões internas, sociais, profundas. O importante é que uma determinada linguagem atinja um maior número de espectadores/leitores/ouvintes/internautas, da forma mais uniforme, portanto mais rápida possível.&lt;br /&gt;A cada modo de produção, a consciência dos seres humanos se transforma (a consciência interpreta e compreende as condições materiais de produção diferentemente a cada época). Assim não são as idéias que movem a historia, mas são as condições históricas que produzem as idéias. Essa idéia da perspectiva materialista histórica e dialética me ajuda a sustentar a tese de que a mídia é então, um produto, talvez o mais característico e simbólico, da sociedade capitalista. Não é ela que cria os padrões. Ela impressionantemente consegue disseminá-los.  E foi transformada numa ferramenta que atende às expectativas da lógica do mercado e dos modos de vida que o próprio capitalismo gerou, perdendo sua função e caráter social majoritários, que foram a de dar subsídios funcionais para os indivíduos e “exercer” o papel de espaço público que a vida moderna não permite que exista mais.&lt;br /&gt;O que quero dizer é que acredito que a mídia tenha uma parcela de responsabilidade nesses padrões e na pasteurização de gostos, gestos, modas, opiniões quase sempre altamente superficiais e obvias. Mas atribuir toda a responsabilidade das características da sociedade à mídia é, de certa forma, supervalorizá-la e subestimar a capacidade transformadora, critica, sensível e de percepção do homem. Que esta sendo lesada, sem duvida por conta de uma mídia reguladora, que empobrece a vida mental, mas, que absolutamente, não se perdeu.&lt;br /&gt;Há da parte da critica, uma certa subvalorização da capacidade da massa que a mídia manipula sim, em perceber não necessariamente a manipulação, mas sim, no caso da política, a necessidade daquilo que é bom para ele. Fala-se só da manipulação, sem levar-se em conta a sensibilidade e percepção que homem ainda tem sobre si e sobre o mundo. Independente de escolaridade ou status social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornalismo: o conhecimento emancipatório. A rapidez. A quantidade de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo de hoje dia peca em vários aspectos. O primeiro é que a mídia atual veicula muitas informações em intervalos muito curto de tempos, provocando no leitor/espectador a sensação de  que ele está bem informado, quando na verdade essa quantidade só gera uma ilusão. O espectador não consegue perceber que, na maioria das vezes, aquelas notícias todas, na verdade, não fazem absolutamente nenhuma diferença em seu cotidiano. Digo isso tanto a respeito do sensacionalismo, quanto do jornalismo que se diz sério. A notícia dada hoje em dia não eleva o espectador/leitor para lugar nenhum. O sujeito continua na mesma posição passiva que ele sempre esteve, só que com a sensação de esclarecimento.&lt;br /&gt;E isso não tem necessariamente a ver com a relevância das notícias, mas com a forma que elas são trabalhadas. Se partimos do princípio que o jornalismo tem a função esclarecedora, nosso jornalismo atual está no caminho oposto. A constante presença das mesmas notícias, falando as mesmas coisas, com a mesma abordagem é que configuram o tal do senso comum. As informações superficiais e descontextualizadas, geram rótulos e taxações sobre determinados assuntos, que por sua vez gera senso comum. Não há elementos suficientes para que o receptor da mensagem consiga criar por si, uma opinião sobre aqueles acontecimentos. Por isso consumir notícia virou uma questão de hábito, de rotina. Uma atividade automatizada – característica tão própria da pós-modernidade. Ou, o sujeito vai procurar o que acha que é informação na Wikipédia, que se tornou uma fonte de informação. Os preceitos da superficialidade e automação foram totalmente incorporados e não estão sendo questionados por (quase) ninguém.&lt;br /&gt;Outra coisa que, falando do senso comum, eu fico me perguntando bastante. O espectador/leitor está preparado para ser elevado ao senso crítico? Será que os consumidores de notícia só consomem esse tipo de notícia porque não há outra saída?&lt;br /&gt;Muitas vezes, durante a discussão, esbarramos em questões fenomenológicas. Fui atrás, no meu material da Psicologia, de alguns desses pontos e encontrei coisas interessantes. Por exemplo, para responder à pergunta acima, eu achei escritos meus da aula do mestre Nichan, que falam sobre verdade: “a verdade é sempre absoluta e inesgotável, porque se não fosse absoluta não seria verdade; e é inesgotável porque cada verdade é uma face de infinitas verdades. (...) A verdade pode ser entendida como visão de mundo”.&lt;br /&gt;Claro que não podemos ficar relativizando tudo, senão as discussões vão ficar sempre muito subjetivas e aqui, no jornalismo, trabalhamos com tudo que é bem objetivo. Mas acho que algumas coisas não devem ser esquecidas.&lt;br /&gt;Ao ler, certa vez, o que Lukács falando sobre o ser social, que é aquele que se relaciona com o mundo dentro de um contexto social (cotidiano), e percebe o mundo a partir de uma experiência social, fiquei pensando numa forma de jornalismo que fosse capaz de fazer, de fato, com que o sujeito saísse dessa “mediocridade” do senso comum, para elevá-lo a um plano maior.&lt;br /&gt;Lukács fala sobre como a história acontece no cotidiano e como devemos nos preocupar com ele. Com detalhes do cotidiano, vamos construindo reflexões imperceptíveis e, portanto, história. O pensador diz que é o cotidiano que abarca os pontos mais altos e mais baixos da existência social, porque é nele que a história acontece e não acontece. Nós não percebemos essa dimensão que o cotidiano tem. Como fazer para os sujeitos deixarem de enxergar a vida cotidiana, como uma seqüência de repetições? Através da cultura, do conhecimento. O jornalismo entra nessa lista.&lt;br /&gt;Nesse momento da reflexão me lembrei da grande reportagem. Mesmo sabendo que ele não pode ser feito diariamente e ele não pode ser a forma “oficial” de jornalismo, ele exerce muito bem esse papel do esclarecimento das coisas cotidianas.  Seu principal objeto são personagens da vida real, e é por meio dessas histórias, aparentemente comuns, que o leitor vai sendo envolvido, e começa a fazer reflexões, ou chora, ou fica com raiva, ou fica incomodado. Pronto. Nesse momento o leitor já saiu de uma perspectiva imediata, para outra mediata, que provocou nele uma série de sensações que ele não teria lendo a primeira página do jornal, que virou uma prática tão habitual, e igual, e repetitiva e automática.&lt;br /&gt;Agrada-me muito essa perspectiva humanista do Lukács. O bom jornalista – aquele que vai cumprir seu papel de maneira séria -, não tem que se preocupar em fazer textos academicistas ou de crítica ao sistema. Ele só tem que trabalhar as informações para dar elementos suficientes para que o leitor/espectador consiga – SOZINHO – concluir o que quiser. O fato como ele é, não como aparenta ser (porque o que aparenta ser é lugar comum).&lt;br /&gt;Em 2007 estive num seminário de jornalismo. Marcelo Rech, do jornal Zero Hora de Porto Alegre, disse que o jornal se utiliza muito de grandes reportagens. O jornal acredita que a redação do futuro vai ser aquela que tiver capacidade de processar as informações, que vai combinar jornalismo online (notícias factuais) com jornalismo interpretativo (na parte impressa).&lt;br /&gt;Eliane Brum, oriunda da Zero Hora, agora repórter especial da Época, também fala coisas interessantes sobre o cotidiano: ela fala sobre singularidade; acredita na não-efemeridade do jornalismo (ou seja, que o jornalismo possa prestar um serviço que possa até ser utilizado futuramente como uma fonte de pesquisa histórica). Um escrito meu que resume o que a repórter fala diz o seguinte: o texto que vale ser lido ou ouvido é o texto que incomoda, que sufoca, que dói, chora e grita. Mas que completa e desperta. Acho que isso tem bastante a ver com o que Lukács fala sobre essa suspensão do sujeito e elevação a um senso crítico, que nessa discussão, significa conseguir olhar a sociedade de uma forma mais analítica, e não ficar questionando o sistema etc. (Porque até o conceito de senso crítico virou senso comum, né?). Eliane Brum diz também que a imprensa tem a particular tarefa de aproximar mundos, ou seja, de misturar cotidianos e de trazer para perto os micro-universos que fazem do homem um ser social e “sociabilizável”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-888544413210200826?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/888544413210200826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sensocomumsensocriticocotidianolukacs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/888544413210200826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/888544413210200826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sensocomumsensocriticocotidianolukacs.html' title='a pós-modernidade do ponto de vista jornalístico'/><author><name>Rach</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06895576588125199192</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_JmiWXy76gYk/SUZa1DPcT7I/AAAAAAAAABU/mBiaWYbNzfE/S220/rachel-3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-976427992682961186</id><published>2009-11-15T15:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T15:50:42.398-08:00</updated><title type='text'>desinformação, mas de fácil acesso</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;O personagem de Jorge Luis Borges, Irineu Funes, nunca mais se esqueceu. De nada. Por causa de um acidente, sua memória registrava todos mínimos detalhes. Por essa doença, foi apelidado de memorioso. Porém, ao mesmo tempo que tudo guardava, ele não tinha a capacidade de pensar por conta própria, de organizar suas idéias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Armazenar todo o conhecimento do mundo é um sonho dos primórdios da civilização. Em 1750, essa vontade começava a se transformar em realidade quando d’Alembert e Diderot iniciaram o projeto da enciclopédia: oito volumes, distribuídos em 1625 cópias oferecidas apenas para poucos da elite. Ali, estaria toda informação necessária. Modificada e aprimorada com o passar dos anos, a enciclopédia reinou até as últimas décadas do século XX, até ficar antiquada e de difícil uso se comparada com a evolução tecnológica. Com a chegada da internet, procurar respostas em um calhamaço de significados e contextos, perdia o sentido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Fascinante, o mundo virtual apreendia tudo, conteúdos existentes ou criados para esse meio, mas com o tempo sua capacidade de análise não acompanhou sua quantidade de informação. No texto de Paulo Serra, “Informação e Sentido”, o autor nos faz questionar o porquê de tanta informação que não faz sentido algum e não consegue ser absorvida. Do mesmo modo que o personagem de Borges tem a invejável capacidade de guardar tudo, a internet tem essa mesma super-memória –e assim como ele, a menor noção ou controle do que tudo isso significa. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Para quem foi do tempo da velha e pesada enciclopédia, onde cada procura exigia atenção, esforço e a percepção de saber o que de fato é uma informação relevante e o que pode ser descartado, lembra o quanto essa busca acaba enriquecedora no final. Na tela de um computador, ou até mesmo de um celular, digitar uma palavra e cair em um mundo de descobertas sem filtro, fácil assim, em nada colabora para o sentido real de descobrir parte do mundo e sair da ignorância. Informação pura não tem sentido, é sua análise e sua forma de pensá-la que leva ao saber – aquele tão desejado, desde tempos mais remotos.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-976427992682961186?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/976427992682961186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/desinformacao-mas-de-facil-acesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/976427992682961186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/976427992682961186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/desinformacao-mas-de-facil-acesso.html' title='desinformação, mas de fácil acesso'/><author><name>suzana villaverde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10863781498981371511</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-7496839070068008896</id><published>2009-11-15T12:45:00.001-08:00</published><updated>2009-11-15T12:45:53.467-08:00</updated><title type='text'>Sobre desinformação e esclarecimento</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Por Luiz Henrique Mendes (Matrícula 06008623)&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Funes, o memorioso, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;conto do escritor argentino Jorge Luís Borges, funciona uma perfeita metáfora do hipertexto, do fluxo informativo disponível na rede mundial de computadores, a internet. A personagem central do conto, tal qual a internet, detém uma capacidade incomum para guardar informações, sua memória é prodigiosa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Isto porque, apesar de sua hiper-memória, Funes não era capaz de pensar, hierarquizar as informações a seu poder e interpretá-las de modo crítico, produzindo um conhecimento ativo e que lhe desse a condição de sujeito político. Em resumo, o emaranhado de informações – por vezes banais – guardadas não fazia de Funes um sujeito privilegiado. Conforme Bergson, citado no artigo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Informação e Sentido&lt;/i&gt;, de Paulo Serra, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“a memória é tão essencial à construção (e definição) da subjetividade, de identidade individual, como à interpretação, à atribuição de sentido”&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Um processo semelhante acontece com a internet. Exaltada por muitos teóricos como parte do emergir de uma era de informações, em que todos os acontecimentos da vida seriam iluminados, esclarecidos e disponibilizados, a internet funciona como a memória de Funes. Trata-se de uma coleção de informações que, no seu todo, mais confundem do que esclarecem. O excesso de informações, ao contrário do que inicialmente se possa considerar, provoca um processo de desinformação em massa, reduzindo a capacidade hierarquizar e, por certo, de pensar o mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;O acúmulo de informações, tanto em Funes quanto na internet, é desorientador. Paulo Serra, ao comparar a personagem de Jorge Luís Borges com o hipertexto, questiona: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“ora, não será que a Internet apresenta hoje, e cada vez mais, os problemas implicados pela hiper-memória de Funes? Também na internet não há, hoje, um biblioteca, um museu, uma enciclopédia – mas uma multiplicidade, cada vez mais confusa, desorganizada e mesmo repetitiva de bibliotecas, museus e enciclopédias?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Neste sentido, o da desinformação pelo excesso, a internet (por meio do hipertexto) trabalha no sentido da confusão conceitual e desorientação política. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“O acréscimo de informação não só acarreta um acréscimo de conhecimento como conduz, mesmo, ao seu decréscimo” (SERRA).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Há, porém, uma outra condição relativa à internet. Surgida para dar suporte ao exército norte-americano nos tempos de Guerra Fria, a internet traz consigo o legado do projeto iluminista dos enciclopedistas – especialmente D’Alambert e Diderot - do século XVIII. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;O projeto enciclopedista, que tinha como uma de suas características fundamental o exercício da razão em detrimento do obscurantismo da Igreja, ambicionava catalogar todo o conhecimento da humanidade numa só obra e, segundo Peter Burke, a enciclopédia &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“é uma reunião da informação disponível em sua época, e tem uma vívida ilustração tanto da política como da economia do conhecimento”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;De acordo com Diderot e D’Alembert, as tarefas da enciclopedista é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“traçar uma espécie de mapa-mundo (não exatamente do mundo, mas &lt;/i&gt;do&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt; mundo da cultura) onde estivessem marcados, como se de países se tratasse, os diversos conhecimentos, a sua posição relativa, o caminho que vai de um ao outro, os obstáculos que embargam esses caminhos, os vazios, as zonas por explorar, onde fosse possível entreves as passagens secretas e as saídas” (POMBO).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt"&gt;Em suma, a enciclopédia, à maneira de um dicionário, compilava verbetes a respeito do conhecimento produzido em determinado tempo da história. A hipertexto (e a internet), por sua vez, trazem consigo a compilação do conhecimento. Ao contrário da enciclopédia, em que “organizadores” hierarquizavam e filtravam o conhecimento a ser disponibilizados, a internet é um território sem organizadores, de modo que a informação disponível é aleatória, o que é uma desvantagem em relação à enciclopédia, pois a internet torna-se refém de informações banais e, por vezes, estritamente relacionada à lógica das leis de mercado. Por outro lado, a internet, ao contrário da enciclopédia, por não necessitar de um suporte material, é infinita e atualizável. O acúmulo de “verbetes” pode ser feito de forma mais robusta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;Tem-se, então, que a internet tem potencialidades dúbias. Ao mesmo tempo em que desinforma pelo excesso, a internet pode funcionar como uma forma melhor de organizar o conhecimento, otimizando a função da enciclopédia. Para tal, contudo, o leitor/usuário terá de se preparar para enfrentar o emaranhado de informações, agregando habilidades para hierarquizar e utilizá-las de maneira crítica. Em suma, a internet pode atuar em prol do esclarecimento, talvez à maneira com que Diderot e D’Alambert pensaram ao criarem a “Enciclopédia ou dicionário raciocinado de ciências, de artes e de artes mecânicas, por uma sociedade de gente de letras”. Para isso, porém, deve-se evitar o constrangimento e a histeria pela memorização irrestrita, pela perpetuação do modo Funes de ser – e não pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-7496839070068008896?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/7496839070068008896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sobre-desinformacao-e-esclarecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7496839070068008896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/7496839070068008896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/sobre-desinformacao-e-esclarecimento.html' title='Sobre desinformação e esclarecimento'/><author><name>Luiz Henrique Mendes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-4161703104244041324</id><published>2009-11-15T04:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T04:26:38.460-08:00</updated><title type='text'>Com a enciclopédia no século XVIII e com a internet nos tempos modernos, a tentativa da criação de uma memória artificial ainda é apenas uma tentativa</title><content type='html'>No século XVIII, uma nova corrente de pensamento começou a tomar conta da Europa defendendo novas formas de conceber o mundo, a sociedade e as instituições. O chamado movimento iluminista aparece nesse período como um desdobramento de concepções desenvolvidas desde o período renascentista, quando os princípios de individualidade e razão ganharam espaço nos séculos iniciais da Idade Moderna. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor, mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social.&lt;br /&gt;Nasceu como fruto desse novo modo de enxergar o mundo o projeto da Enciclopédia francesa de 1750, dirigida por D´Alembert e Diderot, ela, segundo seus criadores e defensores, seria a ferramenta pela qual os ideias do iluminismo poderiam ser colocados em pratica, pois tinha como pretensão destruir uma memória identificada com a autoridade, os preconceitos e as supertições, para substituir por uma memória constituida pelos conhecimentos essenciais das ciências, das artes e dos oficios, determinando, assim, uma sociedade mais racional e mais uma humana.&lt;br /&gt;O objetivo da Enciclopédia, que na época em que nasceu, chegou a ser reconhecida por amigos e inimigos como a síntese de um grandioso movimento intelectual era o de  reunir os conhecimentos dispersos pela superficie da terra, expondo seus sitemas gerais afim de transmiti-los às sociedades futuras, fazendo com que os trabalhos de séculos que se passaram  não fossem perdidos e não se torna-sem inuteis.&lt;br /&gt;No entanto, alguns problemas se colocaram diante deste ambicioso projeto. O primeiro deles está relacionado ao fato de que a alteração freqüente dos conhecimentos nas ciências e nas artes teria que ser atualizada constantemente nos volumes da enciclopédia, o que levaria um tempo para ser feito e o que também causaria um considerável aumento de informação nos seus volumes. O segundo problema relaciona-se com a infinidade do mundo em que vivemos. Em um mundo infinito, o conhecimento também é infinito, como registrar em um material finito, no caso, a enciclopédia, uma quantidade de informação que não tem fim, sem ser obrigatoriamente arbitrário, selecionando aquilo que é digno ou não de ser colocado?&lt;br /&gt;Desde a época em que o projeto da Enciclopédia foi formulado, esses problemas não deixaram de se agravar, o que colocou a sua eficácia cada vez mais em questão. Porém, com o avanço da tecnologia e o aparecimento das novas mídias, a solução para esses problemas parecia ter sido encontrada. A Internet passou a ser vista por alguns como a ferramenta ideal a substituir a Enciclopédia, pois, aparentemente tem as soluções para todos os problemas encontrados pela obra suprema do Iluminismo: encontra-se permanentemente atualizada, faz coexistir princípios organizativos em número praticamente ilimitado e torna disponíveis não só informação relativa às ciências, artes e ofícios, como todos os tipos e formas de informação.&lt;br /&gt;A questão é que apesar de a priori parecer se encaixar perfeitamente no perfil daquilo que seria a memória artificial com a qual os iluministas provavelmente sonharam, a internet também tem os seus defeitos quando o objetivo é informar. O maior deles está relacionado à seleção de informação. Diante de um mundo de links, sites e imagens que não tem fim, como escolher em que informação confiar ou em que site entrar? O que fica claro para alguns teóricos que discutem o assunto, é que para fazer uma pesquisa na internet que esclareça, é preciso que o navegador já tenha um determinado nível de conhecimento sobre aquilo que procura, em caso contrário, ele muito provavelmente irá se perder no emaranhado da rede e o que vai encontrar não é a luz , mas mais e mais escuridão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5977921338891574287-4161703104244041324?l=omundodeprometeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/feeds/4161703104244041324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/com-enciclopedia-no-seculo-xviii-e-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4161703104244041324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5977921338891574287/posts/default/4161703104244041324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omundodeprometeu.blogspot.com/2009/11/com-enciclopedia-no-seculo-xviii-e-com.html' title='Com a enciclopédia no século XVIII e com a internet nos tempos modernos, a tentativa da criação de uma memória artificial ainda é apenas uma tentativa'/><author><name>Maíra Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15888263479827961459</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_MT7l6bPjmzc/Sv_0XLue_dI/AAAAAAAAAAM/ac2ezw8a9bE/S220/Maira260p320mm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5977921338891574287.post-1618759610916919028</id><published>2009-11-14T18:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T1
